Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
Post com os votos de um Feliz Ano Novo

Não é que não me lembrasse e não tivesse tentado escrever um post no Natal - a net tem destas coisas - mas nunca é tarde para desejar a todos, os que acompanham desde o início, e aqueles que por aqui vão passando, um feliz ano novo.

 

Era a propósito da felicidade que eu me propunha escrever aqui no Natal; nada de transcendente, mas, naquela altura, tive uma epifania. Sim, uma epifania. Talvez em tudo relacionada ou potenciada pela época festiva. Como as epifanias têm toda a importância que lhes é devida, não fossem elas também significado de manifestação ou aparição divina, e o facto de esta me ter surgido numa época que também tem (ou deve ter) o seu quê de especial, não pode permanecer no silêncio. Deve ser partilhada.

 

Quem gosta de nós, procura fazer-nos feliz. Ponto final.

 

Podia agora aprofundar o assunto, tinha até todo o direito de divagar, mas isso seria deturpar a epifania. Porque uma epifania, seja ela qual for, bate-nos  de repente. Ultrapassa os limites da alma sem respeitar os limites de velocidade e qualquer outro código. Rouba descaradamente o lugar de estacionamento de outro qualquer pensamento que se preparava para efectuar as manobras de acomodação num lugarzinho qualquer do pensamento. E pior: sai do carro e põe-se ali, descarada, a olhar para nós em tom de desafio. Percebeste, ou queres que te faça um desenho? E nós, podemos até continuar os passos na calçada e tentar ignorar o ladrão de meia-tigela que nos afronta assim, em pleno dia de compras e outras preocupações, afinal, temos ainda tanto que preparar para a festa, temos que tentar deixar a casa com cheirinho a Natal, com brilho natalício. E prosseguimos. Ou tentamos. Mas inconscientemente, a um nível consciente, aquilo não sai dali. E repete-se continuamente como se fosse uma mensagem qualquer que não conseguimos bloquear ou apagar. Fica ali, a entupir-nos a caixa de mensagens. Assim, como se fossemos um aparelho qualquer daqueles antiquados, que com poucas mensagens nos dá logo o sinal vermelho: caixa de mensagens cheia.

 

Caixa de mensagens cheia. Obriga-nos a ter de ler as mensagens, a apagar o inútil e a guardar o que possa ter alguma importância. Mas bloqueamos. Sim, bloqueamos. Naquela mensagem que está logo ali, em primeiro lugar, a coberto de um manto qualquer de vermelho. Quem gosta de nós, procura fazer-nos  feliz. E nós podemos remoer, mas a mensagem é mesmo aquela e é para ti. Quem gosta de nós, procura fazer-nos feliz. E lá por dentro o teu mundo desmorona um bocadinho. Porque percebeste.  Não foi engano. A mensagem é mesmo para ti. E tu que não gostas nada de desmoronar. Mas percebes. E acabas por crescer. Quem sabe? O que desmoronou podia não ser assim tão forte. Podia mesmo precisar de uma reconstrução. E reconstruindo, tornas-te mais forte.

 

Quem gosta de ti, procura fazer-te feliz. Ponto final, parágrafo.

 




Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
Da qualidade e dos amores

 

 

Isto dos amores, é muito relativo e não deixa de ser uma grande falácia. In the end, in the very end, vai tudo dar ao mesmo. E sim, são todos iguais. São todos homens. E nós, mulheres. Ora vejamos: se não fosse o amor, aquele sentimento, sim esse sentimento que nos faz andar por aí com os olhitos a brilhar, e de cabeça no ar, se não fosse esse sentimento, veríamos as coisas exactamente como elas são logo à partida. Preto no branco e branco no preto. Mas não, o amor, aquele sentimento vil enebria-nos os sentidos e exalta as qualidades do outro aos nossos olhos. Porque ele é perfeito. Perfeito. Mesmo com as suas manias, os seus pequeníssimos (ênfase nos pequeníssimos) defeitos. É perfeito. E depois lá vem o tempo, e o tempo passa, e com o passar do tempo, aquele manto de nevoeiro que nos andava a toldar a visão até agora começa a esfumar-se em pleno Outono. Porque eles são humanos. Como nós. Imperfeitos. Teimosos. E regra geral, também não nos dão o devido valor como porventura outrora nós não demos a alguém. E agora?

 

 

 

 

 

 

Agora? Aqui estou eu, a ouvir música de qualidade, que é para me lembrar que eu ainda tenho alguma qualidade.

 

 


música: Cry Wolf - Melody Gardot


Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011
...

Out of nowhere
You came
From a little dust
And a little rain
And when I looked down at
Your face
It showed to me
The truth and grace

 

 

E querer dizer-te: preciso de ti. E tu não estás aqui.

 


música: Always - Plumb


Love is a disease

You hit me once
I hit you back
You gave a kick
I gave a slap
You smashed a plate
Over my head
Then I set fire to our bed



música: Kiss with a fist - Florence & The Machine
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Sábado, 23 de Julho de 2011
Saudades... ah saudades!

 

 

 

P.S. Ainda me lembro de como incorporar vídeos no blog!


música: On melancholy hill - Gorillaz


Terça-feira, 12 de Abril de 2011
Porque há coisas que naquele momento, naquele preciso momento, nos parecem mais do que adequadas*

 

 Walk to the park and take a minute
Maybe some fresh air will help clear our heads

I have seen way too much this month
These grievances take from us, they take

Been realistic about love
Been optimistic about the weather
But I've been complacent bout us
So maybe it's time

We walk to the park and take a minute
To rewrite the map

 

 

*ontem, no Shiuuuu


música: Walk to the park - Amy Seeley


Da bipolaridade da vida

A vida tende a ser bipolar. Verdade. Um pouco de confiança em mim que eu passo já a explicar. A vida tende a ser de extremos. Consegue dar-nos coisas tão boas, para, logo a seguir, nos apresentar o reverso da medalha: coisas igualmente más. Na mesma forma. Na mesma medida. Com a mesma intensidade. É o doce e o amargo elevados ao extremo. E agora, replicais vós: porra, então é bem melhor levar a vida naquele meio termo: nem quente nem frio. Morno, smplesmente morno. E eu digo-vos que não. Digo-vos que isso não é vida nenhuma. É um placebo que muito boa gente se digna a consumir. E eu digo-vos que não. Placebos, não. Vidas mornas, sem sabor, sem sal, sem gargalhadas, sem lágrimas, não. Um grande e redondo não. Chamar-me-eis de extremos. Assumo que sim. Fui brindada com uma vida de extremos. Se custa? Claro que custa. Se a trocava por qualquer outra vida... a minha resposta continua a ser um grande e redondo não. Os momentos em que andamos a pisar as nuvens valem ouro. Mesmo que depois se aterre de cara no chão.

 

 

«Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena»

 

Fernando Pessoa

 

 

Adenda: Gaja, mas que tens andado tu a fazer que há quase 20 dias não escreves no blogue? Tenho andado a viver. Uma vida de extremos.


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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
E eu alguma vez vos disse que sou teimosa com'ó raio?

Não? Pois eu sou teimosa com'ó raio. Apesar do cansaço, da má disposição, continuo a tentar encontrar o tal blogue. Ando há mais de uma hora nisto. À procura de um blogue*.

 

 

 

*ou melhor, à procura de um post. Quando o encontrar, saberei que é esse o blogue.

 




Quarta-feira, 23 de Março de 2011
Foda-se. Or fuck it. O que vos parecer mais adequado.

A minha ligação à net é uma valente merda. Ando a pagar 25 euros por mês, sim, leram bem, 25 euros por mês para ter uma ligação de merda. Kanguru, não fosse a merda do contrato, mandava-te saltar para o c@ralho. Que é como quem diz para a Austrália.

 

Sinto-me exausta.  Tenho andado às voltas com processos, direito fiscal e o caralho mais velho. Ando a deitar-me tarde e a más horas e a levantar-me cedo. O que se faz para ajudar os amigos. Isto hoje chegou ao ponto de me sentar no sofá da sala, a ver o noticiário, à espera de ouvir o Sócrates e a lutar contra os olhos que se queriam fechar. Acabei mesmo por adormecer. E ainda só é quarta-feira...

Levanto-me e vou para o quarto. Deito-me na cama, ainda vestida, cubro-me com um edredon sem querer saber se dormiria apenas umas horas ou até de manhã. Não consegui dormir. Fechava os olhos e pensava num monte de merdas que nem têm directamente a ver comigo. Foda-se. Levanto-me, sento-me em frente ao pc. Lá comento num blogue no qual já não passo há montes de tempo. Perco-me com as músicas. Mas a cabeça a modos que não pára de moer. E depois a má disposição. O jantar que parece estar a querer dar a volta no estômago. A vontade de vomitar... foda-se!

 

Li algo aqui há dias num blogue que me ficou na cabeça. E não é que não me consigo lembrar em que raio de blogue foi?

 

Tenho uns 3 ou 4 posts para escrever. Ora, para quem tem escrito tão pouco, era de aproveitar a inspiração. E vontade? Nenhuma. Dá-me é para escrever um post destes, com uma linguagem tão linda, como já não escrevia há não sei quanto tempo. Mas sabem que mais? Gostei. Tinha saudades de escrever assim.


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Terça-feira, 22 de Março de 2011
E aquela lua, aquela...

 

 

[imagem retirada da net]

 

A28, noite de sábado: era algo assim que eu via. Não podia parar para fotografar, mas guardo o momento na memória. Bem guardado. A vida é mesmo feita de momentos.

 

Linda. Enorme. Os tons alaranjados a rasar o horizonte. E nós a caminho do Porto. E eu perdida a olhar para ela. Perdida a pensar em ti. E passei a noite toda a querer roubar um beijo. Um beijo.

 

 

Ao voltar, quero crer que a lua fugiu para o mar. Não voltei a pensar nela,  nem a voltei a ver até chegar a casa. Espelhava o mar de prata de uma forma que eu nunca antes tinha presenciado.




Segunda-feira, 21 de Março de 2011
Aí está ela, a Primavera

E com ela, este sol, este calor, e aquele puto insolente, de arco na mão, a disparar flechas ao acaso e a complicar-nos a vida. Deixo-vos desde já o aviso para protegerem o coração. O meu está revestido a aço blindado e a muralhas de gelo. Por dentro e por fora, não vá o diabo tecê-las...

 

 

 

 

P.S. É que mesmo em casa, quer-me parecer que não estamos a salvo. No sábado à tarde, a fazer a limpeza da casa, de janelas abertas, de vez em quando tinha o reflexo de me baixar e esquivar ao que, pensava eu, poderia ser uma flecha vinda de lá de fora. Riam-se, vá, riam-se. Quando vos acertar... até choram.


música: Cupid - Amy Winehouse


Quinta-feira, 17 de Março de 2011
...

I used to write,
I used to write letters I used to sign my name
I used to sleep at night
Before the flashing lights settled deep in my brain

But by the time we met
By the time we met the times had already changed

So I never wrote a letter
I never took my true heart I never wrote it down
So when the lights cut out
I was left standing in the wilderness downtown

 

 


música: We used to wait - Arcade Fire


Segunda-feira, 14 de Março de 2011
Let's fall asleep. Let's fall in love.

Deixa-me adormecer nos teus braços. Deliciar-me com o cheiro da tua pele, beijar-te o ombro, quiça o pescoço, voltar ao ombro outra vez e pousar a cabeça no teu braço. Ver-te sorrir, de olhos fechados. Sorrir eu também. Abraçar-te ainda mais contra mim, e adormecer de sorriso nos lábios. Deixa-me adormecer nos teus braços.

 

 

 

It's like i've come undone
And i've only just become
Inflatable for you

 


música: Inflatable - Bush


Terça-feira, 8 de Março de 2011
Sensualidade à flor da pele #11

 

 

[imagem retirada da net]

 

 

Morangos, champagne... e uns olhos verdes que eu cá sei...

 




O blogue fez dois aninhos...

 

E eu deixei passar a data em branco. No início do mês, ou melhor, na semana passada, pensei: estou a esquecer-me do aniversário de alguém. De quem será? Afinal, era o da Blue. Vamos festejar: morangos e champagne. É a vontade que tenho. 

 

E pensar que este blogue já foi pele, paixão e...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[imagem retirada da net]




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