Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Espaço

Uma mala. Imaginemos uma mala. Agora não importa o tamanho. Seja ele qual for, há um espaço. Há a forma correcta - a mais organizada, a mais certinha, seja o que for - de fazer a mala. Não vamos, por exemplo, colocar os frascos de champô e gel de banho, assim, sem mais nem menos, ao lado dos fatos caríssimos. Não, isso não. Para isso serve a bolsa de toilette - é para isso que se destina. Tem lógica, ou não? Claro que tem, era tipo uma pergunta retórica. Tipo, porque não o é propriamente, ou totalmente.

Os sapatos - não vamos colocar os sapatos, nem que sejam Laboutin ou o raio que os parta, ali num ménage  descarado com as sedas do nosso vestuário. Não é propriamente higiénico, e eu diria mais: é uma porcalhice. (Ando com uma escolha de palavras deveras interessante, não haja dúvida. Nenhuma.)

 

Ultrapassadas estas questões mais básicas, põe-se o problema de acomodar a roupa. Temos um espaço finito - que por mais que se desespere não há forma de expandir - e é nesse espaço que temos de acomodar o que pretendemos levar  connosco. Se quisermos levar roupa, mais do que a necessária, acabamos por nos ver forçados a entalar o vestuário, a comprimi-lo, umas peças contra as outras, sem qualquer espaço de manobra, sem permitir a circulação do ar. E convenhamos, tratando-se de fatos caríssimos, merece os devidos cuidados. Da mesma forma, se levarmos pouca roupa, não a acondicionamos devidamente, e isso, também não é nada bom. Vai a roupa andar ali, aos trambolhões, dentro daquela mala tão pouco acolhedora. Não pode ser, é que não pode mesmo. 

Daqui se infere (novamente, uma excelente escolha de vocabulário - mesmo ao nível de trambolhões) que há um número x ideal de peças a levar connosco. Torna-se quase obrigatório - eu já explico este quase - evitar o excesso e o défice. Até aqui, tudo bem, vamos lá ao quase. Digo quase obrigatório porque muitas vezes, se não de quase todas, insistimos em levar a mais, ou a menos, connosco. Se levamos a menos, corremos o risco de não estamos devidamente prevenidos - podemos contar com sol, e levar com chuva -; se levamos a mais, temos que arcar com aquele peso excessivo em cima do lombo (olha agora, que linda escolha de vocabulário).

 

A porra toda (mãe, desculpa, sei bem que não foi esta a educação que me deste) é que acertar com o número certo de peças de vestuário, é fodido. É que é mesmo fodido. E se a isso, lhe juntarmos o número de sapatos que vamos levar... ui, aí é que a coisa se torna ainda mais fodida. E os sacos? As carteiras? Esta condiz com aqueles sapatos, aquela com os outros, preciso desta para usar com as botas, etc, etc. Estamos fodidos. É o que vos digo. Fodidos. É que esta treta do espaço, pode até parecer que não, mas é muito importante.

 

 

P.S. Nunca é demais relembrar: vem aí o meu aniversário. Já sabem: mala rígida Samsonite.  Não importa a cor. De bom tamanho. Shock resistant, se houver.

 


publicado por blue258 às 01:01
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18 comentários:
De CesarLopes21 a 21 de Janeiro de 2010 às 16:37
Tudo isso por causa de uma mala? Bem... tens uma forma muito singela de pedires as coisas... Samsonite?? pedes pouco pedes!!!
 
Olha vai ao contenente, e compra uma de uma marca muito porreira, mas em tecido... não rigida.
 
E eu explico, a rigida não se expande... e as de tecido têm sempre um genero de anexo que pode ser ou não usado!
 
Comprei uma pró Ginásio... e sempre que me v~em com ela dizem que vou de viagem mas no fundo aquilo leva tudo e escuso de andar com outras malas para as coisas do banho para as sapatilhas e outras coisas que tal...
 
Simples...


De blue258 a 22 de Janeiro de 2010 às 23:59
:))) Muito prático, sim senhor!


De CesarLopes21 a 23 de Janeiro de 2010 às 02:26
eu só dou boas sugestões.. Simples e práticas!!!


De S a 21 de Janeiro de 2010 às 18:54
Por isso é que sou esperta, na mal sempre roupa descontraida =) há claro sempre a mais, calçado? fácil, sapatilhas da para usar quase sempre, depois chinelos e sabrinhas (oucpam pouco espaço) para o verão e se for inverno, apenas umas botas pretas para combinarem com tudo e uns sapatos  =)


De blue258 a 22 de Janeiro de 2010 às 23:47
:)) és tão prática, Samy...


De S a 25 de Janeiro de 2010 às 11:39
lol, ter sido maria-rapaz até aos 14/15anos ajudou bastante...


De blue258 a 25 de Janeiro de 2010 às 11:56
eu também fui uma maria-rapaz jeitosa ;)


De S a 25 de Janeiro de 2010 às 13:21
Eu era do piorio, até tenho pena da minha mãe pelo que aguentou, só a quantidade de vezes que vi a morte à frente...


De blue258 a 25 de Janeiro de 2010 às 13:41
a sério? eu não era tanto assim...


De S a 25 de Janeiro de 2010 às 14:03
Eu era por demais, em todos os aspectos, até no desporto, houve uma altura em que a minha semana era 2ªfeira, ingl~es, 3ªfeira atelectismo, 4ª futebol, 5ªfeira basket, 6ªfeira futebo, e fim de semanas jogos, lol...
EU trepava árvores, andava de bicleta por todo o lado, não parava queita e depois via a morte à frente com as minhas asneiras...


De blue258 a 25 de Janeiro de 2010 às 14:40
Bem, eu também trepava árvores, andava de bicicleta por todo o lado, andava por cima de muros e tal... mas nunca apanhei grandes sustos, pelo menos isso!


De S a 25 de Janeiro de 2010 às 15:00
Vou te dar um cheirinho do que fiz, com 3 anos mandei-me de 3 metros abaixo, que era um murro que havia que subia até à altura do 1ºano quando viviamos na Suiça, desde aí comecei-me a mandar do1ºandar a abaixo. Fui atropelada 1 vez e quase outras duas, uma delas ia sendo por um daqueles coisos que alisa o alcatrão, outra vez atrás do apartamento onde vivia estava tudo lamacento por causa da chuva, andavam lá a preparar para fazer um prédio, fui para lá com o meu irmao, vi lá uma poça de lama, decidi passar por cima, só que quando me dei conta estava-me afundar e a lama já ia quase pelo meu peito, se o meu irmão não tivesse lá estado e me tirado de lá tinha morrido. e etc...


De blue258 a 25 de Janeiro de 2010 às 15:02
ai rapariga! eu fiz muita coisa, mas assim, não...


De S a 25 de Janeiro de 2010 às 15:10
Eu era por demais, lol, lembro-me de uma vez com o meu irmão na Suiça, havia lá vacas que ficavam dentro de uma coisa com fios electericos, para não fugirem, eu e o meu irmão iamos para lá por as mãos e ficar a tremer e com o cabelo d pé, lol.


De blue258 a 25 de Janeiro de 2010 às 15:11
eu rio-me, mas não é caso para isso - oh Samy, que grandes malucos!


De S a 25 de Janeiro de 2010 às 15:16
Eu alienava o meu irmão =) lembrei-me de outra vez em que vi a morte, na praia, tinha uns 34/5anos e tinhamos ido à praia, lembro-me como se fosse hoje, estavam todos a fazer um buraco gigante na areia para brincarmos, estava bandeira vermelha, eu então aproveitei sem ninguém saber fui ver o mar de perto, as ondas mal me tocavam nos pés, quando vem uma enorme e me leva, só me lembro de sentir-me a rebolar com se tivesse numa máquina de lavar, po sorte um senhor estava pert de onde eu estava e consegiu-me agarrar nos cabelos e puxar para fora do mar...


De blue258 a 25 de Janeiro de 2010 às 15:20
ha! eu parecida a essa tenho - era miúda, pequenina, se calhar a mesma idade - e fui para a água brincar; estava lá outro miúdo e o pai; só que aquilo era rio, e tinha uns buracos mais fundos; deixei de ter pé, e andei às voltas, bebi água, e ninguém se parecia aperceber que estava aflita - conclusão: teve de ser a amiga da minha mãe a correr para me tirar da água - apanhou um susto de morte!


De S a 25 de Janeiro de 2010 às 15:31
Imagino, são situações horriveis, a minha mãe contou-me que em pequenina me ia afogando num rio, estava numa zona onde tinha pé e cai e deixei-me ficar de barriga para baixo afogar, não me mexia simplesmente acho que as crianças fazem isso, ela quando viu veio a correr, apanhou um susto...


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