Sábado, 13 de Junho de 2009

Para que servem os homens - parte I

Já há algum tempo, que pretendia partilhar mais esta minha teoria: a utilidade dos homens para as mulheres. Nenhuma - não, estou a brincar. Para além das óbvias, claro, a que exponho aqui hoje, é uma em particular, passo a explanar:

 

Nada mais do que natural, do que um homem e uma mulher que se conheceram e sentiram, vamos lá, a seta do cupido, comecem a namorar, e depois de algum tempo - variável de pessoa para pessoa e de situação para situação - passem a dividir um espaço, uma casa, uma vida ou, simplificando, a partilhar simplesmente, o dia-a-dia.

Até aqui tudo bem. Nada de extraordinário. O que me leva às diferenças estonteantes entre cada um dos sexos.

 

Primeiroos homens nunca se lembram de nada, mesmo tratando-se de algo que lhes diz respeito a eles. Sai-se de casa, e Kms (quilómetros) mais tarde é que se lembram, se é que se chegam sequer a lembrar, de algo que deveriam ter trazido - e que, como é óbvio, esqueceram.

Cabe a nós, mulheres, lembrarmo-nos das nossas coisas, das deles e de tudo o restante - sim, porque a roupa aparece lavada, a cozinha arrumada, a cama feita, mas não é uma empregada invisível que lá vem tratar disso enquanto nós não estamos em casa - se bem que eles parecem agir como se assim fosse; ou então, simplesmente nem lhes ocorre pensar em como as coisas aparecem feitas). 

Nós, mulheres, é que temos de nos lembrar de tudo, de tudo mesmo - e ainda tirar a roupa da máquina de lavar, colocá-la a secar para depois, à noite, passá-la a ferro; tirar algo do congelador para o jantar, ou então deixar a marinar antes de sair de casa; levar o que já está a abarrotar no balde cheio, para o ecoponto, etc, etc. E depois, digam-me lá, quem é que é básico?

 

 O que me leva à questão da data dos aniversários, bem como a respectiva idade de cada um (de modo a que se saiba nos seus aniversários quantos anos fazem - questões de logística: as velas do bolo - convém saber a idade correcta, não?) - da família dele.  E este último ponto é que é importante - volto a salientar, da família dele. Nunca se lembram ou recordam qual a data precisa de aniversário dos membros da sua família - é que já nem se coloca a questão de saberem os da nossa.

 

Outra questão, e é esta o ponto principal da teoria, é o de ao termos um homem na nossa vida, e ao com ele partilharmos essa vida, termos como que uma preparação para quando vierem os filhos. Passo a explicar melhor - e pergunto-me, quantas de vós se vão identificar com isto?

Imaginemos uma ocasião mais especial/formal: um baptizado, um casamento, ou qualquer outra situação do género - quase de forma inata, sabemos o procedimento a efectuar: dispôr-lhes a roupa a usar em cima da cama - sem esquecer boxers, meias, e os sapatos já engraxados no chão, junto à cama.

Sabemos que assim, o que têm a fazer se resume ao banho, toilette pessoal e pronto - nada pode correr mal. Mesmo assim, por vezes, não é tão simples como parece: resolvem, sabe-se lá por quê, fazer alguma alteração à indumentária, como por exemplo, usar outros sapatos. Quando acabamos por reparar, já estamos prontos a sair, junto do carro, pensando está tudo ok, podemos ir e eis que temos de os mandar, neste caso sim, é mesmo mandar, trocar de sapatos (devo esclarecer que os sapatos em causa não são adequados nem ao fato, nem à cerimónia).

Casos há, no entanto, que são excepção à regra, nomeadamente se se tratar de um metrosexual - nesse caso, desnecessário será delinear-lhes a roupa - se bem que um contra poderá ser o demorarem ainda mais tempo do que nós, mulheres, na casa de banho.

 Portanto, acabamos por ter de, além de nos ocuparmos de nós próprias, nos ocuparmos do (nosso) homem e de tudo a que ele lhe diz respeito - ou pelo menos deveria dizer.

 

 E porque é que acaba por ser uma preparação para os filhos? Fácil - enquanto bebés e crianças, a simples (parece, mas não é) rotina antes de sair de casa passa por lavá-los, vesti-los e preparar aquele saco que é só deles - e que parece um gémeo siamês, apareceu ao mesmo tempo, e que sempre, mas sempre, o vemos com a criança - e que inclui fraldas - das descartáveis e das de pano -, toalhetes, cremes, biberões, chupetas, boiões de fruta, iogurtes e tupperwares com a sopa, xaropes, gotas, aquelas-coisas-para-os-dentes, brinquedos e brinquedos, e tudo o mais que me falta nomear (um dia vou saber ao certo) - para além da responsabilidade que passa por nos lembramos de tudo o que lhes diz respeito e que sabemos não se poder descurar nunca.

 

A modos de conclusão, quando chegam os filhos - e com eles, o arsenal com que uma pessoa se tem de munir, continuamos a ter de nos ocupar do homem, da casa e de tudo o que ela comporta. No final de tudo, nós, mulheres, acabamos por  ter de  procurar ainda a disponibilidade, o tempo e a paciência para nos ocuparmos de nós. E ainda têm eles, os homens, a lata de dizer que uma mulher, se acaba por desleixar com o tempo. Pudera!

 

 

 

P.S. Não quero de modo algum, ferir susceptibilidades - homens há, que são melhores pais do que as mulheres - isso é um facto. Ser mulher não implica, infelizmente, a capacidade genética de cuidar o melhor possível dos filhos. Mais, homens há, que se ocupam de uma casa, das roupas, da cozinha, da limpeza, melhor que muitas mulheres. 


publicado por blue258 às 22:03
link do post | dá-me um pouco da tua cor | favorito
|
5 comentários:
De la Niña de las Pompas de Jabón a 14 de Junho de 2009 às 11:46
Concordo plenamente contigo. Não tenho namorado, mas tenho um irmão e credo, é horrível!
Porém, creio que cabe a nós mulheres, bem como à sociedade mudar isso.
Eu vejo pelo meu irmão e pai: a minha mãe inicialmente tentou educa-lo de forma a compartilhar comigo a divisão das tarefas; com o passar do tempo desistiu, porque o meu pai não ajudava e influenciava-o! Se a minha mãe tivesse imposto logo regras, talvez as coisas tivessem sido diferentes...
Ainda assim, creio que é necessária uma intervenção urgente das instituições em redor (escola, igreja, sei lá que mais!) para mudar este cenário. E uma mudança radical das mentalidades.
Enquanto nós, mulheres, continuaremos a aceitar (como a minha mãe fez e continua a fazer) tudo, as coisas não irão mudar.
Talvez seja utopica demais, mas esta é a minha maneira de ver as coisa.
Beijinhos.


De blue258 a 14 de Junho de 2009 às 14:14
Não tenho irmãos - mas fizeste-me notar algo: afinal, a mulher enfrenta a batalha dos sexos bem mais cedo - em casa, com os irmãos. Vês como é bom comentar?
Mas que ideia foi esta, à qual os homens se agarram, pudera, de que as tarefas domésticas cabem exclusivamente à mulher? Claro que as mentalidades têm de ser mudadas, é difícil e moroso - mas cabe a nós ir tentando.


De la Niña de las Pompas de Jabón a 14 de Junho de 2009 às 14:54
É verdade. Só não comentei mais cedo ou por falta de tempo ou por não saber o que escrever. :)
Olha, nem sabes do tormento a que te livrastes! Quando era miúda fartava-me andar à "pancada" com o meu irmão por ele nada fazer em casa e eu ser sempre a mesma sacrificada. E quando a minha mãe vinha para nos separar, berrava comigo, dizia que ele "era homem e que era natural ele nada fazer". Naquela altura ia interiorizando mas sempre muito revoltada por ver o meu pai ou irmão chegarem a casa e atirarem com os sapatos para ali, não levantarem a mesa e eu e a minha mãe termos de arrumar tudo sozinhas e coisas assim...
À medida que fui crescendo, percebi que as coisas não tinham de ser assim. Agora refilo com a minha mãe por ela nunca saber impor os limites.
AInda à pouco tempo, discutia com o meu irmão sobre este assunto. Dizia-lhe que não sabia quem era a "desgraçada" que o iria aturar, sempre sem fazer nenhum e tal e ele respondia-me: "Se quisere atura-me assim, se não, reenvio-a para a casa da família!"
Isto já diz tudo... E ele só tem 19 anos!


De RUIM a 28 de Julho de 2009 às 22:31
os homens têm mais q fazer do que preocuparem-se com roupas passadas a ferro e aniversários...isso é coisatipicamente de gaja....gajo q é gajo está-se nas tintas para os aniversários dos amigos e familiares, e os gajos amigos e gajos familiares idem....e se por acaso nos lembrar-mos de um aniversário, só não vamos todos amarrotados porque vocês n deixam e vão logo passar a camisa a ferro ;))


De blue258 a 29 de Julho de 2009 às 00:52
Ruim... é mesmo isso! Era mesmo o que estava a fazer falta a este blog - uma perspectiva com um pouco mais de sal. Faltavas mesmo tu!
Bem-vindo!

P.S. Já saiu "a utilidade dos homens - parte III"


Colorir

.10 anos, 10 razões :)

10 anos de Blogs do SAPO

.mais um pouco de azul


. procura-me

. segue-me

. 101 seguidores

.azuis recentes

. Where’s the light I used ...

. Maio

. And I'll do it a thousan...

. Abril

. ...

. Diz que é dia mundial do ...

. Só porque sim

. Para ti, enquanto não dou...

. Fevereiro

. Janeiro

.a cor da minha música

.pesquisa-me

 

.arquivos azuis

.azul também por aqui:

.links

.favoritos

. este mundo que nos ensina...

. passando, sem ficar.

. quando o medo te assalta.

. um abraço. o meu lugar.

. como comer sushi como um ...

. A Dani, segundo a MilVeze...

. ...

. abre parêntesis

. menos não (me) chega.

. 30 coisas sobre ti (que n...

.tags

. todas as tags

SAPO Blogs

.subscrever feeds