Domingo, 27 de Setembro de 2009

Sogras

Post prometido há já algum tempo... e, como hoje é domingo, é dia de jantar na casa da  "sogra"...

 

Ora, quando se tem um relacionamento, não importa se é do tipo em que se começa  a conhecer ou então já mais sério, chega um ponto da relação em que se acaba por chegar ao momento da apresentação à sogra. Não esquecer que a Cinderela ficou com o príncipe encantado mas também tem a sua.

 

Por vezes, este primeiro encontro até ocorre inesperadamente, um encontro casual na rua, ou em qualquer outra situação - o que acaba por ser a melhor forma: evitam- se as ânsias da antecipação - o será que ela vai gostar de mim, será que vai encarar comigo - e também o, nem por isso menos importante, será que eu vou gostar dela? Sim, porque convenhamos, lá por ser a mãe do nosso respectivo, isso não tem como consequência directa gostarmos imediatamente delas. Quando não encaramos de todo, temos logo um problema: engolir e aguentar - não nos podemos esquecer, sempre é a mãe dele.

 

Porque é isto importante - perguntam-se vocês - o conhecer a sogra e ela encarar connosco? Sim, porque casos há em que os próprios filhos não se dão com as mães, daí que a aprovação delas não faça nenhum sentido - nem eles próprios a buscam. Mas e então, para nós, porque é que acaba por ser importante obter esta dita aprovação?

Ora, eu digo que o importante não é obtermos a dita aprovação, o importante é mesmo o encararem connosco para que não acabem por transformar a nossa relação num inferno. Sim, porque acreditem, mesmo que não vos apeteça, mesmo que à partida não encarem com ela, façam um esforço - pode vir a poupar-vos muitos dissabores. É que já nem ponho o caso de elas conseguirem abalar a relação até ao ponto de esta terminar - que conseguem, acreditem; já vi muito disso - refiro-me principalmente ao conseguir "fintar" muita língua viperina, se é que me entendem.

 

Como em tudo na vida, existem vários tipos de sogras:

 

Aquelas em que não adianta ser a JLo, a Madre Teresa de Calcutá ou a Lady Di. 

À partida (e à chegada) nunca nos vão considerar boas o suficiente para os seus filhos - está-se, digamos, condenado à partida. Apesar de tudo, costumam ser muito simpáticas e atenciosas; algumas nem dão a entender logo de início o que lhes está rajado nos olhos, aquele sentimento que transparece: elas com nariz empinado e retorcido e nós, subitamente tão pequeninas, tão cá em baixo. Outras esfregam-nos logo isso na cara sem dó nem piedade.

 

Há a versão mãe-galinha-ai-de-quem-se-meta-com-o-meu-filhinho! Estas ui ui, ai ai. Seguem a linha anterior, de que nenhuma mulher será boa o suficiente para o seu filho, mas com a variante de, todas aquelas coisas que elas fazem por eles com a sua abnegação de amor materno, nós não o fazermos, e daí nunca chegarmos a ser como elas. Para já, se quiséssemos ser mães não arranjávamos um marmanjão daquele tamanho para fazer de filho - isto faz-me lembrar outras teorias - e para além do mais, somos  mulheres modernas, queremos homens modernos, também trabalhamos, daí acreditarmos (teoricamente , muita teoria aqui) na partilha das tarefas domésticas. 

 

Há aquela sogra que é jovem, dinâmica, que moderna - pensamos nós, que nos acolhe de uma maneira - que nos faz pensar: quem me dera ter uma mãe assim - mas acreditem, porque também mo disseram a mim, porque já conheci uma assim, podem gostar muito de nós, mas no final defendem sempre os seus filhos. O problema destas sogras, é que são tão nossas amigas, gostam tanto de nós, ao ponto de parecerem perfeitas - mas lá para a frente, caso aconteça, trocam-nos rapidamente por outra - tal como os filhos. E todo aquele amor, todo aquele carinho, vemo-lo então dirigido a outra - depois até se arrependem, mas já é tarde de mais. 

 

Depois há aquelas sogras, que têm um ideal de mulher pré-concebido para o filho, boazinha, bem comportadinha, atinadinha, como uma formiguinha, pronto - e esquecem-se: ants sting- and it burns!

 

Finalmente, aquele tipo de sogra que não está nem aí, peace and love is the way - se bem que ok, liberdade para tudo e mais alguma coisa, mas fico sem saber até que ponto isso poderia ser bom - para o filho e até para nós.

 

 

Mais tipos, conhecem? Vá, partilhem - eu adoro quando contribuem com peças que encaixam.

 

 

 

P.S.Obviamente, e teria de referir isto, indiferentemente da sogra que se possa arranjar, encontrar - chamem-lhe o que quiserem - até sair na rifa, o mais importante é o casal em si, a relação, o amor que os une, o que partilham, em suma.

 

P.S.II Tenho de ressalvar a sorte que tive com a minha futura sogra. Só me fica bem. She's ok.

 

P.S.III Se porventura transparecer algum venenozinho em alguma parte deste post, bem... that's life. E afinal de contas, o blogue é meu.

 

 

 


publicado por blue258 às 17:02
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18 comentários:
De stupidisthenewsmart a 27 de Setembro de 2009 às 18:51
Ahahah, não me lembro de mais nenhum, acho que disseste tudo! Eu por acaso sempre tive sorte com as sogras - até hoje. Vamos lá ver como será a proxima!

***


De blue258 a 27 de Setembro de 2009 às 18:53
Hummm... tem-se sorte, enquanto se acha que se tem sorte. E nunca, mas nunca, se pode dizer: a minha é melhor que a tua. ;)


De RUIM a 28 de Setembro de 2009 às 15:03
só há um tipo de sogra: chata
o resto são variações dentro do mesmo assunto ;)


De blue258 a 28 de Setembro de 2009 às 15:29
E hoje em dia há sogra e "sogra".
A primeira vem com o papel passado -  a segunda, vem de arrasto!

Qual a pior?


Por isso que cada vez mais acho melhor não me casar ;)


De RUIM a 28 de Setembro de 2009 às 15:33
de papel passado ou de arrasto vai dar ao mesmo


De blue258 a 28 de Setembro de 2009 às 15:37
Até há forma de nos livrarmos delas... ;)

Só que depois, arranja-se outro... que também tem uma.
E volta-se ao mesmo.


Bjos.


De RUIM a 28 de Setembro de 2009 às 16:22
um q seja órfão


De blue258 a 28 de Setembro de 2009 às 16:37
Já é tão difícil escolher um homem...
Aumentar os critérios... torna tudo ainda mais difícil!


De blue258 a 28 de Setembro de 2009 às 18:21
Depois explica-me o que é aquilo de "experimentem sem dar bandeira" que uma "pessoa mt feia com medo de dar a cara" escreveu lá - ok, explicar não, essa parte eu percebi - eu bem digo que o teu blog tem censura. Já não se pode estar em amena cavaqueira - assim, sem segundas intenções... que pensam logo na malícia.


De RUIM a 28 de Setembro de 2009 às 18:29
mentes pérfidas!!!!


De blue258 a 28 de Setembro de 2009 às 18:31
A sorte é que o blog não é meu - senão levava resposta.
Cá para mim... quem é, também queria - são ciúmes.


De Sonhadora a 28 de Setembro de 2009 às 18:25
A minha até agora tem sido 5* não tenho nada de mau a apontar, até me convida pra dormir lá em casa, já passamos férias todos juntos e é tudo na maior... Tanto o filho como a mãe servem perfeitamente...
Beijo


De blue258 a 28 de Setembro de 2009 às 18:41
A minha também. Só que há coisas que me quer parecer que elas não conseguem evitar...


Espero que a tua, assim continue - 5 estrelas.


De AGaja a 29 de Setembro de 2009 às 11:13
Por vezes a culpa é só deles. Se deixassem as fraldas a coisa era capaz de resultar melhor.

Os nossos textos dizem tudo ;)


 


De blue258 a 29 de Setembro de 2009 às 14:48
Mas eles teimam em deixar as fraldas - a questão é mesmo essa - o que eles querem é que nós continuemos a mudar-lhes as fraldas tal como elas lhes faziam.
Com o bónus do restante ;)

Aguardo o teu texto sobre os tipos de sogras!

Obrigada pela visita.


De S a 29 de Setembro de 2009 às 14:53
Eu nesse aspecto posso-me gabar de ter muita sorte, os pais do meu namorado adoram-me, se ele se chateiam comigo, eles manda-lhe sermão, defendem-me sempre o meu namorado chega a dizer que acha que eles gostam mais de mim do que dele...


De blue258 a 30 de Setembro de 2009 às 00:49
Pois... eu também já tive uma assim... a primeira.
Esta, é porreira - mas ai de quem abra a boca para dizer seja o que for dos filhos - só isso.
 E convenhamos, há muita coisa que temos de ser nós a ensiná-los - porque simplesmente, elas não os habituaram a isso.


De S a 1 de Outubro de 2009 às 02:00
os meus criticam o próprio filho, mas lembrei-me têm um grande defeito, só o sogro, está sempre a tratar-me como se fosse uma criança frágil de 5 anos e a tentar obrigar-me a comer o que não gosto...
o meu vesse bem que foi mimado aí, duas irmãs e uma mãe, nunca teve que fazzer nada, mas eu educo-o para aprender...


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