Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Ainda... os homens...

 

São os homens que mais nos fazem sofrer que nos marcam mais. São os homens que nos conseguem magoar, que nos fazem SENTIR de verdade.  E isto, meninas, é uma realidade. Não me perguntem porquê, pois eu também me pergunto o mesmo.

Não percebo se é ao magoar-nos que fazem com que nos sintamos verdadeiramente vivas - não sei. Não sei se é o que despertam em nós que lhes dá o poder de nos magoarem, de nos ferirem. Não sei se é esse tipo de amor que é assim. Não sei. Não sei se só esse tipo provoca esses sentimentos. Ou basta amar, amar intensamente dessa forma? Porque só quando amamos mesmo é que sentimos a dor que nos podem causar. Será isso?

 

É essa força incontrolável que faz com que pessoas atirem ao ar, assim sem mais nem menos, uma relação de anos - uma vida em conjunto, planos, projectos - pergunto-me é se muitas vezes, as coisas já não estariam bem à partida. Mas, geralmente, as pessoas deixam-se estar, deixam-se levar. A não ser que apareça algo assim. Algo que as arrebate. Algo que as faça sentir de novo. Sentir o amor. Sentir a elas próprias.

Sentir os extremos. Mexer com elas. Agitá-las bruscamente. Virar-lhes a vida ao contrário.

Será isso amor? Será mesmo amor? Ou será apenas paixão - a paixão é tórrida, intensa. Será apenas isso? Será apenas um arrebatamento? Passageiro. Se se fugir dela, será que acaba por passar? Será que nos conseguimos esquivar? Será que devemos?

 

Pode correr bem, e ser a escolha certa, e ao fazê-lo, escolher a felicidade.

E pode correr mal, e deitar-se tudo a perder. Assim, num abrir e fechar de olhos. Deitar a perder a felicidade que já tínhamos. E tínhamos e não sabíamos? Ou esquecemos?

 

Se bem que é uma força do outro mundo, se bem que nos apanha desprevenidos, se bem que quando damos por ela, já estamos envolvidos, isso não é desculpa, pois não? Não pode ser desculpa. É que não pode mesmo.

 

 

 

 


publicado por blue258 às 23:53
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9 comentários:
De S a 1 de Outubro de 2009 às 15:10
estas a tocar num assunto muito confuso, ao qual não faço a minima da resposta..


De blue258 a 1 de Outubro de 2009 às 15:13
Pois... e a bem dizer, não há uma resposta concreta.
O que torna tudo muito pior.


De S a 1 de Outubro de 2009 às 16:19
se torna...


De blue258 a 1 de Outubro de 2009 às 17:43
Lá no fundo, temos de procurar a nossa felicidade... mas ao certo nunca sabemos se está aqui ou ali... não é?
Não há forma de o saber. Nem eu sei o que digo...enfim.


De S a 1 de Outubro de 2009 às 21:37
exactamente e não sabemos se de um momento para o outro vai deixar de ser a nossa felicidade...

 


De blue258 a 2 de Outubro de 2009 às 18:23
Exacto. E pensando assim, convém segui-la.
Ou procurá-la. Ou pelo menos manter os olhos abertos.
E o coração.


De S a 3 de Outubro de 2009 às 12:51
exactamente.


De milvezesmais a 24 de Junho de 2010 às 15:06
Bem, passei por aqui antes de ir embora... e cliquei sem querer neste post ... coincidência? destino?... não importa o porquê... eu li-o.

Será que esta força que nos faz ter vontade de atirar ao ar uma relação de anos não é por si mesma uma razão válida para fazê-lo?
Pode ser paixão... pode ser passageiro... mas e quando é tudo isso e ainda nos toca na alma e no coração?
Fugir... será solução? Querer, não queremos fugir... queremos ceder, queremos a entrega total e desmedida... mas a cabeça que teima em ser racional, em não nos deixar viver.

Há o sim, cedemos... e das duas uma: ou somos felizes, ou deitamos fora aquilo que tínhamos de melhor.
Há o não... ignoramos o que sentimos e vivemos com a sensação de que abdicamos daquilo que de melhor poderíamos ter na vida: o amor e a felicidade.

Não tenho respostas a nada disto. Mas tenho uma resposta que me incomoda... se a paixão, o amor, o que for... aconteceu, é porque na relação já existente houve espaço para que acontecesse.
E quando a indiferença chega a uma relação é sinal de que as coisas não estão bem.

...
Bem... e com isto falo mais para mim do que para ti :))
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Bem, passei por aqui antes de ir embora... e cliquei sem querer neste post ... coincidência? destino?... não importa o porquê... eu li-o. <BR><BR>Será que esta força que nos faz ter vontade de atirar ao ar uma relação de anos não é por si mesma uma razão válida para fazê-lo? <BR>Pode ser paixão... pode ser passageiro... mas e quando é tudo isso e ainda nos toca na alma e no coração? <BR>Fugir... será solução? Querer, não queremos fugir... queremos ceder, queremos a entrega total e desmedida... mas a cabeça que teima em ser racional, em não nos deixar viver. <BR><BR>Há o sim, cedemos... e das duas uma: ou somos felizes, ou deitamos fora aquilo que tínhamos de melhor. <BR>Há o não... ignoramos o que sentimos e vivemos com a sensação de que abdicamos daquilo que de melhor poderíamos ter na vida: o amor e a felicidade. <BR><BR>Não tenho respostas a nada disto. Mas tenho uma resposta que me incomoda... se a paixão, o amor, o que for... aconteceu, é porque na relação já existente houve espaço para que acontecesse. <BR>E quando a indiferença chega a uma relação é sinal de que as coisas não estão bem. <BR><BR>... <BR>Bem... e com isto falo mais para mim do que para ti :)) <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>bjs</A> <BR>Eu vou ali... e já volto :))


De blue258 a 24 de Junho de 2010 às 15:12
O porquê não importa, nem deve importar.

"Será que esta força que nos faz ter vontade de atirar ao ar uma relação de anos não é por si mesma uma razão válida para fazê-lo?"!
 
Claro que é. Da mesma forma que nenhuma relação se deve suster apenas pelos anos que tenha.

"se a paixão, o amor, o que for... aconteceu, é porque na relação já existente houve espaço para que acontecesse."
É verdade... e já que se pensa tanto, nada como pensar nisto mesmo...

Não penses que falas mais para ti do que para mim... falas muito de ti, mas muito de mim também.

Boas férias. Aproveita. E até à volta :)
 


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