Quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

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Falta-nos tanto e basta um abraço para termos tudo.

 

 

 Pedro Chagas Freitas

 

 

 

 

 

Roubado à Dani


publicado por blue258 às 12:06
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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013

"Um abraço daqueles"

Há pessoas que falam a nossa linguagem. Que nos entendem. Que são como nós e pertencem a uma categoria diferente na qual não se encaixa qualquer um. Pessoas que percebem aquilo de que falamos sem termos de o explicar; para quê explicar se elas sabem do que falamos, conhecem o que escrevemos e lêem o que sentimos. Principalmente quando falamos de abraços. E aí, até nos completam as frases, escrevem o que tão bem (e também) sentimos e o publicam nos seus blogues.


um abraço. daqueles que nos esperam e que nos recebem quando chegamos a casa. daqueles que nos fazem deixar o mundo inteiro lá fora assim que entramos em casa, assim que entramos no abraço. daqueles que nos fazem esquecer tudo o que ficou lá fora. daqueles que fazem desaparecer os cansaços, as dores, os medos. daqueles que calam e acalmam tudo. daqueles que nos sossegam o coração. daqueles que nos abraçam para sempre. daqueles que (nos) fazem existir só dentro. só por dentro. deste abraço tão... abraço.


Daniela Barreira


publicado por blue258 às 22:52
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

What in this world keeps us from falling apart

E a tarde acorda em mim a necessidade de me sentir inteira. Completa. De sentir o meu mundo encerrado num abraço. Naquele abraço. No teu.

 

*

 

I had to escape, the city was sticky and cruel
Maybe i should have called you first
But i was dying to get to you
I was dreaming while i drove
The long straight road ahead
Could taste your sweet kisses
Your arms opened wide
This fever for you is just burning me up inside

I drove all night to get to you, is that alright?
I drove all night, crept in your room
Woke you from your sleep, to make love to you
Is that alright? I drove all night

 

 

 

 

P.S. Ó gente, não resulta sentirmos as coisas e calarmo-nos. Não resulta. Silenciarmos o que amamos, o que odiamos, o que sentimos. Não resulta. Parece tão simples como carregar no mute. Mas esquecemos que nos calamos a nós próprios. E isso nunca é bom. Não pode ser bom.

 

 

 

 

* Não conhecia esta versão. Só tenho de agradecer ao David Fonseca pelo seu bom gosto tremendo.

 


publicado por blue258 às 15:52
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

# 51 Soulless or soulful

 

Trocamos o sofá pela cama. A luz das estrelas incide na clarabóia, projectando sombras aqui e ali, no quarto, nos lençóis, no meu corpo e no teu. O mar retumba no silêncio da noite. Ruge, querendo acordar a vida que há nos corpos extenuados. Nas almas exultadas.

 

Wake up
Look me in the eyes again
I need to feel your hand upon my face

 

Acordo e vejo-te dormir nos meus braços. Acaricio o contorno do teu rosto. A barba, aquela barba... Sorrio. Deslizo os dedos pelos teus lábios. Desenho carícias com a ponta dos dedos... na tua pele. Aproximo o rosto do teu: o teu perfume, o teu cheiro. O calor que emana do teu corpo. Beijo suavemente cada pálpebra adormecida. E deposito um beijo leve e doce nos teus lábios. Sorrio, e abraço-te forte. Acordo-te com um sorriso nos lábios e um sentimento que parece pulular em cada célula do meu corpo.

 

I think I might've inhaled you
I could feel you behind my eyes
You've gotten into my bloodstream
I could feel you floating in me

 

 

Pesa sobre mim o ritual do qual já te tornaste indissociável. Sucedem-se as imagens que conheço tão bem, repetidas vezes sem conta. O meu rosto no teu peito, naquele sítio, naquele. O teu cheiro, o teu perfume. A minha respiração que teima em te beijar o ombro, o pescoço. O meu olhar que segue os contornos do teu queixo, foge da tua boca, e vagarosamente, demoradamente, desenha a tua pele morena, só para depois desaguar no teu. A minha boca que se detém no teu beijo. Sorrio. A tua mão segura-me o rosto e os teus dedos acariciam os meus lábios. E esse sorriso malandro, esse, esse mesmo, esse sorriso maravilhoso, deliciado com a entrega desmesurada que sabes que é a minha. Gestos, rituais, tão próprios, tão teus, tão meus, tão... nossos.

Não falas. Sabes que comigo não é preciso falar. Sabes o que valem os silêncios comigo. Tanto, tanto... Ao veres o meu olhar embevecido - de que outra forma posso eu olhar para ti? - o teu abre-se num abraço, e sinto os teus braços rodearem-me e cingirem-me o corpo. E apertas-me, abarcas todo o meu ser nesse abraço. E eu estremeço, estremeço como se fosse de medo, mas não é de medo, é a certeza de todos os medos que me abandonam. Nos teus braços sinto-me segura. É o que me parece dizer-te a minha pele. Nos teus braços sinto-me segura.

Um abraço desenfreia o sangue adormecido, que aos poucos volta a circular frenético, quente, no meu corpo. Esse abraço não se move apenas pelo contacto da pele, pelo toque dos corpos, não. Esse abraço potencia o movimento do sangue no corpo, fazes do meu corpo o mar, do meu sangue, a força das marés. Tu... e esse abraço que é o teu.

 

 

 

música: Bloodstream - Stateless

publicado por blue258 às 00:14
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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

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«Hoje não precisas dizer nada. Não precisas fazer nada. Olha só para mim bem fundo e abraça-me. Aconchega-me toda em ti, no teu abraço. Toda em ti. No teu abrigo. A ouvir o teu coração bater. Escuta o meu. Fecha os olhos e escuta. E sente(-me). Como se tanto eu como tu tivéssemos nascido para este momento imortal. Quem sabe. Quem sabe

 

 

Daniela, no abraça-me bem

 

 

 

P.S. Palavra por palavra. Podiam ser minhas. Minhas. Tão minhas.

 


publicado por blue258 às 13:15
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

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«Meu amor, não quero mais palavras rasgadas. Nem o tempo cheio de pedaços de nada. Não me dês sentidos para chegar ao fim. Meu amor, só quero ser feliz. Meu amor, não quero mais razões para apagar o que nasce e renasce e nos faz acordar. A loucura faz medo se for medo o teu chão, mas é ar e é terra dentro do coração. É ar e é terra dentro do coração. Meu amor, não quero mais silêncio escondido. Nem a dor do que cai em cada gesto ferido. Quero janelas abertas e o sol a entrar. Quero o meu mundo inteiro dentro do teu olhar. Eu quero o meu mundo inteiro dentro do teu olhar. E hoje vê, a estrada é feita para seguir. E hoje sente, a vida é feita de sentir. E hoje vira do avesso o mundo e vê melhor. Deste lado é mais puro, é teu, é tão maior. Deste lado é mais puro, é meu, é tão maior.»

 

(Mafalda Veiga, Estrada)

 

 


Roubado do Abraça-me bem.  E ironia do destino: abraça-me bem.



publicado por blue258 às 22:57
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

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Este frio, esta chuva, trazem-me à memória momentos de extrema doçura. Será talvez por isso que sorrio. Apesar do frio, o meu corpo exala um calor intenso. Imagino que produzido pelo coração. É ele o detentor de todas as marcas de doçura. Palavras, carinhos, abraços, beijos. Entrega. Comunhão de almas. E o coração, que de parvo não tem nada, encerra em si o mel, preservando-o. Guardando-o como um tesouro. Guarda-te a  ti. Bem cá dentro do meu peito.

 

 

 

 

P.S. E hoje vou dormir com um sorriso nos lábios. Vou. Vou adormecer a pensar em ti. Vou. Embalada por uma banda sonora que é especial. É. Ainda é. E sempre será. É esse o poder de uma banda sonora. É esse o poder dos momentos mágicos gravados no tempo.

 


publicado por blue258 às 23:26
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Sábado, 18 de Setembro de 2010

E abraçar-te agora?

Isso é que era. Apertar o teu corpo contra o meu. Sentir o coração a bater descompassado no peito. No meu e no teu. Pousar a cabeça naquele sítio. Naquele. Aquele que é meu e só meu. Aquele que parecia estar à minha espera. E terminar a tarde nos teus braços.  Esperar pelo pôr-do-sol, perdida nos teus beijos. Sentir a noite salgada abater-se sobre a areia. Deliciar-me com o teu sorriso. Abraçar-te ainda mais forte, movida pelo frio que se começa a fazer sentir.  Abraçar-te na procura do teu calor. Afundar-me na tua ternura, na tua serenidade. Nesta noite, céu estrelado - se bem que nada é mais envolvente do que o brilho do teu olhar - o mais belo dos últimos tempos.

 


publicado por blue258 às 12:00
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Domingo, 12 de Setembro de 2010

Can you feel it?

Fecho os olhos. Sinto o gosto da tua boca na minha. Sinto o cheiro da tua pele na minha.  Fecho os olhos. Sinto o teu abraço. Os teus braços fortes que envolvem o meu mundo. O teu abraço do tamanho do mundo. Fecho os olhos. Vejo as tuas mãos que envolvem e fortalecem as minhas. Os teus dedos entrelaçados nos meus. Sinto-te. Aqui. Agora.

 

Close your eyes. Do you still feel me?

 


publicado por blue258 às 18:28
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

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Abraça-me bem. Aconchega-me a ti, encosta o meu peito ao teu. Juntos, num bater de coração. Abraça-me. Prende-me. De maneira a que não possa mais ir embora. Daqueles. Que me tira os pés do chão mas não me deixa cair. O mais seguro. O mais... Aquele. Forte. Apertado. Cheio. Que me aconchega. Que me protege. Que me abriga. Que manda os medos embora, todos.

 

 

Daniela, no abraça-me bem

 

 

E o que dizer quando as palavras dos outros parecem revelar tudo? É como se pintassem aquilo que o nosso coração deseja. Mesmo que em silêncio.


publicado por blue258 às 22:19
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

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Pendem sobre mim decisões importantes a tomar. Passos a dar. Abate-se sobre mim a dúvida, a incerteza. Velhos medos que nem sequer eram meus, nunca foram meus. Duvido de mim. Da minha força. Das minhas capacidades.

 

Sinto precisar de ti como nunca. Porque agora sei o que é estar a sufocar e receber o fôlego que me faltava para respirar. Sei que preciso de bastar-me a mim própria, sei disso, mas não consigo, ainda não consigo. Tenho de conseguir. Sei que tenho. Mas seria muito mais doce contigo ao meu lado. Dá-me a mão. Basta dares-me a mão. Se me sentires tropeçar, aperta-me a mão com força. Se me sentires perder as forças, cerra o meu corpo contra o teu, se me sentires perder o chão, abraça-me. Abraça-me forte.

 

[Se me sentires não querer o azul do céu, encosta o teu rosto ao meu. Se me sentires perder a vontade do mar, beija-me. Beija-me. E provoca o maremoto de novo dentro de mim. Beija-me nos teus braços. Encerra o meu mundo num só abraço. Faz-me voltar a sentir completa. Faz-me voltar a sentir eu.]

 


publicado por blue258 às 15:27
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20000 seconds


20,000 seconds since you've left and I'm still counting
And 20,000 reasons to get up, get something done
But I'm still waiting
Is someone kind enough to
Pick me up and give me food, assure me that the world is good
But you should be here, you should be here

 

 


Sometimes... I still forget to breathe.

 

Contive outro impulso do coração. Começo a revoltar-me comigo mesma por os conseguir controlar. Mas contive-o. Há dez minutos. E ainda me dói. Ainda o sinto no corpo. Acordei e queria correr para ti. Sentar-me no chão, deitar a cabeça nos teus joelhos. Faltam-me as forças. E sim, é verdade, por vezes ainda me esqueço de respirar. Por isso sinto este aperto no peito, este nó na garganta que me prende as palavras.

Preciso do teu abraço... não é de qualquer um, não, é do teu abraço. Preciso que me retemperes as forças, que me devolvas o fôlego de novo. Preciso do teu abraço. Não precisamos falar, basta que me abraces com força, que me faças sentir o meu mundo inteiro, de novo, nos teus braços. Preciso de ti. De ti.

 

 

Edit: Afinal não os controlo assim tão bem.


publicado por blue258 às 12:57
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010

Uma longa viagem

Percorreste um longo caminho para chegar até mim. Encontraste-me estendida no chão frio de um quarto escuro. Desolada. O sol não chegava até mim, não me tocava na pele, não me iluminava o olhar, não me temperava a alma. Mas tu chegaste até mim. Abriste logo a porta,  e entraste  de rompante, oferecendo-me o teu calor, envolvendo-me. Tocaste-me ao de leve, na pele gélida. No mesmo sítio onde  pousaram os teus dedos,  os tons transmutaram-se de azuis árcticos para vermelho sangue. Ajoelhaste-te junto de mim. Encerraste o meu mundo no teu abraço. Num só abraço. Abraçaste-me, e senti  o recobrar das forças.  Beijei a tua respiração, e o impulso propagou-se  freneticamente pelo meu corpo. O teu fôlego reacendeu em mim a ânsia de viver. De correr, saltar, cair e levantar de novo. A tua pele tocou a minha, e o teu perfume enfeitiçou-me. Com o teu olhar, eu voltei a ver. Os meus olhos beberam dos teus e eu voltei a sorrir.

 

Fiz uma longa viagem até ti. Cresci. Em mim. Em ti. O percurso fez-se doce, em passos embalados pela ternura. Em mel. E é a caminhada que fizemos lado a lado que importa. O céu estrelado sob o qual perdemos o fôlego. O amor sob a luz da lua. Essa viagem. A nossa.  Só nossa. Uma longa viagem.

 

 

Blue258, para Fábrica de Letras

 

 

 


publicado por blue258 às 00:05
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

#43 Espero por ti

Sentada no sofá. Aconchegada no teu abraço. Cabeça pousada naquele sítio, naquele, naquele... tu sabes, tu sabes... Envolta por uma doçura que parece não ter fim... e o teu cheiro impregnado em mim, em mim, em mim... E espero o toque das tuas mãos, o calor do teu corpo, o mel do teu olhar... enquanto os meus olhos vislumbram a chuva que brinca na praia e o vento que acaricia a vidraça. Espero por ti, na casa da praia, aquela, sem vizinhos por perto.

 

 

Give me more than one caress
To satisfy this hungryness
We are creatures of the wind
Wild is the wind

 

O marulhar sobe de tom e o vento sibila a tua ausência... o mar ama revoltado, voltando-se para a lua, suplicando a sua doçura. E a lua, impávida e serena, parece troçar lá do alto. O mar, agora encrespado, procura lançar o seu manto salgado cada vez mais alto. Quer atingir a lua, tocá-la, envolvê-la, e diluir-se na sua doçura. Falha, e rebenta a sua fúria nas rochas. Maldiz a lua e jura amor ao sol. Ao sol, a quem vê indiferente de dia. Ao sol.

Mas é a lua que ama, foi esta quem  o enfeitiçou. E eis que chegas tu, acalma a revolta lá fora,  e um calor se apodera do meu corpo. Entras, e ao ver-te, o meu coração bate descompassado a melodia afinada do amor. Aproximas-te, e os acordes soam mais alto. Levanto-me e voo na tua direcção: já o coração pula de emoção. Corro para o teu abraço, inspiro profundamente o cheiro da tua pele, uma e outra vez... mais uma vez. Resguardo o meu corpo no calor do teu, afundo-me na tua doçura, perco-me no castanho dos teus olhos. Acaricio-te o rosto, e ronronando como um gato, peço-te: abraça-me com força. Abraça-me...

Abraça-me. E tu sorris, desarmando-me, quando desarmada estava eu, e mesmo que não estivesse, ao ver-te sorrir com o olhar, deixo cair as armas ao chão, e ao ver esse sorriso doce nos teu lábios, perco as forças, e rendo o meu corpo ao teu. A ti. À tua vontade.

 

You... touch me... I hear the sound of mandolins
You... kiss me... With your kiss my life begins

Love me, love me... Say you do
Let me fly away... With you

 

 

música: Wild is the Wind - Cat Power

publicado por blue258 às 00:09
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

...

Abraça-me. Prende-me no abraço mais doce que é o teu. Aperta-me bem. Vem, envolve-me mais um pouco. Cinge o meu corpo ao teu. Deixa-me sem fôlego. E que nada reste. Nem corpo, nem pele. Que nada reste entre nós. Que nada reste. Sejamos respiração entrecortada. Saliva. Calor. Desejo. Sejamos.

 


publicado por blue258 às 01:43
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