Domingo, 27 de Setembro de 2009

Sogras

Post prometido há já algum tempo... e, como hoje é domingo, é dia de jantar na casa da  "sogra"...

 

Ora, quando se tem um relacionamento, não importa se é do tipo em que se começa  a conhecer ou então já mais sério, chega um ponto da relação em que se acaba por chegar ao momento da apresentação à sogra. Não esquecer que a Cinderela ficou com o príncipe encantado mas também tem a sua.

 

Por vezes, este primeiro encontro até ocorre inesperadamente, um encontro casual na rua, ou em qualquer outra situação - o que acaba por ser a melhor forma: evitam- se as ânsias da antecipação - o será que ela vai gostar de mim, será que vai encarar comigo - e também o, nem por isso menos importante, será que eu vou gostar dela? Sim, porque convenhamos, lá por ser a mãe do nosso respectivo, isso não tem como consequência directa gostarmos imediatamente delas. Quando não encaramos de todo, temos logo um problema: engolir e aguentar - não nos podemos esquecer, sempre é a mãe dele.

 

Porque é isto importante - perguntam-se vocês - o conhecer a sogra e ela encarar connosco? Sim, porque casos há em que os próprios filhos não se dão com as mães, daí que a aprovação delas não faça nenhum sentido - nem eles próprios a buscam. Mas e então, para nós, porque é que acaba por ser importante obter esta dita aprovação?

Ora, eu digo que o importante não é obtermos a dita aprovação, o importante é mesmo o encararem connosco para que não acabem por transformar a nossa relação num inferno. Sim, porque acreditem, mesmo que não vos apeteça, mesmo que à partida não encarem com ela, façam um esforço - pode vir a poupar-vos muitos dissabores. É que já nem ponho o caso de elas conseguirem abalar a relação até ao ponto de esta terminar - que conseguem, acreditem; já vi muito disso - refiro-me principalmente ao conseguir "fintar" muita língua viperina, se é que me entendem.

 

Como em tudo na vida, existem vários tipos de sogras:

 

Aquelas em que não adianta ser a JLo, a Madre Teresa de Calcutá ou a Lady Di. 

À partida (e à chegada) nunca nos vão considerar boas o suficiente para os seus filhos - está-se, digamos, condenado à partida. Apesar de tudo, costumam ser muito simpáticas e atenciosas; algumas nem dão a entender logo de início o que lhes está rajado nos olhos, aquele sentimento que transparece: elas com nariz empinado e retorcido e nós, subitamente tão pequeninas, tão cá em baixo. Outras esfregam-nos logo isso na cara sem dó nem piedade.

 

Há a versão mãe-galinha-ai-de-quem-se-meta-com-o-meu-filhinho! Estas ui ui, ai ai. Seguem a linha anterior, de que nenhuma mulher será boa o suficiente para o seu filho, mas com a variante de, todas aquelas coisas que elas fazem por eles com a sua abnegação de amor materno, nós não o fazermos, e daí nunca chegarmos a ser como elas. Para já, se quiséssemos ser mães não arranjávamos um marmanjão daquele tamanho para fazer de filho - isto faz-me lembrar outras teorias - e para além do mais, somos  mulheres modernas, queremos homens modernos, também trabalhamos, daí acreditarmos (teoricamente , muita teoria aqui) na partilha das tarefas domésticas. 

 

Há aquela sogra que é jovem, dinâmica, que moderna - pensamos nós, que nos acolhe de uma maneira - que nos faz pensar: quem me dera ter uma mãe assim - mas acreditem, porque também mo disseram a mim, porque já conheci uma assim, podem gostar muito de nós, mas no final defendem sempre os seus filhos. O problema destas sogras, é que são tão nossas amigas, gostam tanto de nós, ao ponto de parecerem perfeitas - mas lá para a frente, caso aconteça, trocam-nos rapidamente por outra - tal como os filhos. E todo aquele amor, todo aquele carinho, vemo-lo então dirigido a outra - depois até se arrependem, mas já é tarde de mais. 

 

Depois há aquelas sogras, que têm um ideal de mulher pré-concebido para o filho, boazinha, bem comportadinha, atinadinha, como uma formiguinha, pronto - e esquecem-se: ants sting- and it burns!

 

Finalmente, aquele tipo de sogra que não está nem aí, peace and love is the way - se bem que ok, liberdade para tudo e mais alguma coisa, mas fico sem saber até que ponto isso poderia ser bom - para o filho e até para nós.

 

 

Mais tipos, conhecem? Vá, partilhem - eu adoro quando contribuem com peças que encaixam.

 

 

 

P.S.Obviamente, e teria de referir isto, indiferentemente da sogra que se possa arranjar, encontrar - chamem-lhe o que quiserem - até sair na rifa, o mais importante é o casal em si, a relação, o amor que os une, o que partilham, em suma.

 

P.S.II Tenho de ressalvar a sorte que tive com a minha futura sogra. Só me fica bem. She's ok.

 

P.S.III Se porventura transparecer algum venenozinho em alguma parte deste post, bem... that's life. E afinal de contas, o blogue é meu.

 

 

 


publicado por blue258 às 17:02
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Para que servem os homens - parte IV

 

 Eu bem disse que andavam por aqui teorias a fervilhar. E com razão... 

 

 Ponto 1: Carregador do telemóvel

 

Telemóvel sem bateria. 

Liga o carregador à tomada e o telemóvel ao carregador.

Deixa carregar as horas suficientes (mínimas).

Retira o telemovelzinho, já carregado.

Desliga o carregador da tomada.

 

 Já estão a ver o filme, não estão? E o carregador? Onde está?

É vê-lo sempre "engatado" na tomada. Cá para mim, têm um caso e não contam nada a ninguém. Só pode. Só assim se explica. Porque vejo o r@io do carregador dias seguidos ligado à corrente. Poderá apenas ser para tornar tudo mais prático - da próxima vez que precisar de carregar o telemóvel, já lá está o carregador ligado. Não sei, não.

 

Qual é o grau de dificuldade? Põe o telemóvel a carregar. Está carregado. Retira o telemóvel e desliga o carregador da tomada. How hard can it be? Porr@, que não há paciência.

 

 

 

Ponto 2: O frasco (do gás) de encher os isqueiros (isto tem um nome? Não sei, nem me lembro, também não interessa)

 

 M fuma.

M tem isqueiros.

Quando o gás do isqueiro acaba, M, abre a porta do armário da sala, retira o frasco, e, não sei como, nem quando, lá volta a fechar a porta.

M enche o isqueiro.

Pousa o frasco em cima do móvel da sala.

Verifica se o isqueiro está a funcionar como pretendido.

Muito bem. Está a funcionar.

Prossegue para a etapa seguinte. Muito bem, na vida há que evoluir, certo?

 

E o frasco? Ali fica. Em cima do móvel. Não lhe volta  a pôr as mãos para o arrumar dentro do armário. Fica de um dia para o outro ali, a decorar. E se eu o permitisse, provavelmente ali ficava até à próxima utilização. Não o permito porque pura e simplesmente, acabo por arrumar o frasco no armário. É simples, é fácil e apaziguador.

 

 

 

Ponto 3: Etiquetas - aquelas etiquetas que vêm para casa com a roupa nova.

 

Ora eu, geralmente, gosto de lavar a roupa nova antes de a usar. Faço excepções geralmente com casacos, roupa que ainda veio embalada, ou algumas camisolas. 

Na semana passada, o M comprou duas camisolas. Usou a primeira.

 

Retira-lhe a etiqueta, coloca-a em cima da cama, veste a camisola nova.

E a etiqueta? Ficou a dormir a sesta.

 

Sábado: ocasião perfeita para estrear a segunda camisola nova - retira  a etiqueta, veste a camisola - o mesmo processo. A etiqueta?  Ficou a decorar a mesinha de cabeceira. Ainda lá está.

 

Pergunto-me, porquê? Terá o homem um conceito de decoração xxl  prático? Ou será apenas o preceito de não fazer nenhum?

 

 

 

Ponto 4: Homem que é homem, evita dobrar-se para apanhar do chão o que quer que seja.

 

Pergunto-me se terá algo a ver com aqueles filmes de presos - a cena de apanhar o sabonete que cai ao chão no duche. Não sei, sinceramente não sei. Ou isso, ou têm muito cuidado para não magoar as costas - senão, depois já não fazem o que mais gostam - e isto agora, fica ao critério de cada um.

 

Cai uma peça de roupa ao chão, e gajo que é gajo, só não lhe passa com os pés por cima, porque pode escorregar e magoar as costas - só por isso. Mas contorna o obstáculo. Nem é bem contornar, é mais ignorar. Será que pensam que se ignorarem assim, com muita força, que ele desaparece de lá? Talvez. Quem sabe.

 

 

 

Ponto 5: Funções - temporizador do comando da televisão.

 

Homens e tecnologia. Dizem, dizem, que os homens é que percebem coisa e tal, que as mulheres não se safam, bla bla bla. Pois então:

 

 Queremos dormir. Leia-se descansar, dormir mesmo. A tv mantém-se ligada, porque tal como milhares de portugueses, estamos habituados a isso, e é uma necessidade - eu pessoalmente, é mais pela luminosidade, estar ainda acordada no escuro, não obrigada.

 

Pois muito bem. Deixa-se a tv ligada. Ora eu, mais cansadita, e toda encolhidita debaixo do edredão - e porque sei que chega uma hora que não se quer som/interferências nenhumas; e porque sei que se não lhe digo  o mais provável é acordar às tantas da madrugada com a televisão aos berros - digo-lhe então (neste português tão perfeito):

 

Põe para desligar.

Como não me apercebo de movimento algum, repito:

Põe para desligar.

Ainda uma terceira vez. E desta feita, tom de voz mais elevado e junto-lhe um: tu não ouves?! Já puseste para desligar?! 

 

Ok, perguntam-se vocês - porr@, porque não pegas tu no comando e ligas o temporizador?

Eu respondo: porque eu ja tou toda encolhidinha, cansadinha, e com um dia de 25h em cima - e porque, sim porque, não tenho de ser sempre eu a fazer tudo. Mas tudo. Calei-vos?

 

 

 

 


publicado por blue258 às 14:18
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009

Para que servem os homens - parte III

Arrumações  - categoria com as mais variadas vertentes - hoje, a ser tratado o aspecto do que nós - mulheres - arrumamos, e o que eles - os homens - pura e simplesmente, desarrumam.

 

Ponto 1: Cremes de barbear, gillettes e toda a parafernália correspondente

 

Nós, mulheres, regra geral, colocamos tudo arrumadinho, direitinho dentro da gaveta ou armário da casa de banho.

Na hora de barbear, claro, procedimento normal e mais do que natural: o homem retira o que precisa da gaveta, e dedica-se então ao acto em si.

Pega nisto, pousa aquilo. Agora isto e depois aquilo. Já está. Prontinho. E agora? Já está.

E o gel/gillette/creme? Guardados na gaveta/armário? Pois sim. Não, claro que não. Ficam ali a enfeitar o lavatório.

 Agora expliquem-me vá... devagarinho... e se preciso façam-me lá um desenho. Porque eu não compreendo. E acho simples, tão simples... Ora vejam:

 

Tira as coisinhas da gaveta/armário.

Faz a barba.

Arruma as coisinhas de volta na gaveta.

 

Em três simples passos. Uau! Será assim tão complicado?! Hello men! Really? 

 

Em jeitos de conclusão: para que serve o homem... senão para desarrumar o que encontrou arrumado? 

 

 

Ponto 2: Embalagens vazias

 

Ok. Nem vou mencionar o facto de ter encontrado na gaveta do "m" 3 frascos de espuma de barbear  de marcas diferentes. Um cheio, outro a meio, e um quase a acabar... Risca essa

 

Exemplo: A pasta dentífrica está a acabar. Há uma nova na gaveta. E o que faz o representante masculino que tenho cá em casa? Retira a pasta dentífrica nova da gaveta, retira-a da caixa, e voilá! Pasta dentífrica pronta a usar.

E o que falta aqui? A caixa onde vinha a pasta. E onde está? Ah... a enfeitar o lavatório!!

 Novamente, peço, expliquem-me, vá lá, com jeitinho, a ver se me convencem. Qual o grau de dificuldade aqui?

 

Tira da caixa, deita a caixa no balde do lixo.

 

Que se encontra a 1,5 m de distância (diga-se de passagem).

E aqui, qual a desculpa? Nenhuma. Ou melhor nenhum. Sim porque é o que um homem faz. Nenhum. Ou faz por fazer nenhum - mas isso já é outra história.

 

 

Ponto 3. É Verão. Cervejinha fresca sabe tão bem...

 

Pois sabe. E chegar a casa, ir direitinho ao frigorífico, e ter lá umas geladinhas.... ai que bom... é não é? Pois é.

 

Vai buscar uma. Mais outra pro amiga e pra amiga. Mais uma rodada.

Ora, que eu saiba, o frigorífico cá de casa não é como aquela máquina do anúncio da coca-cola - não alberga aqueles seres tão divertidos que estão sempre a repor o stock.

Logo... conclusão óbvia: as geladinhas vão acabar. E depois só quentinhas.

 

 E então, que tal, pegar nas quentinhas, levá-las para o frigorífico, e deixá-las atingir aquela temperatura perfeita? Em vez de um ah... era a última? Ou oh...não há mais? 

 

 

Resposta: não, não há.

E é sempre bom lembrar que é a "je" aqui que se ocupa quase sempre de repor o stock. E depois ousem dizer, vá... as mulheres é que são limitadas? E os homens? Que matemática é necessária aqui? Tira uma. Tira outra. Mais duas. Vai tirando. Lógico que vão acabar.

Mais: porque não usar os olhinhos tão lindos, que não servem só para nos encantar, para ter atenção nas coisas que fazem?

Então ver que as geladinhas já estão a acabar... meninos, nós não temos uma varinha mágica... (embora às vezes pareça).

 


publicado por blue258 às 23:26
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Bikinis e Verão: a miragem

Minhas lindas, este post vem mesmo a propósito do calor, da praia, dos bikinis - em suma, do Verão. No entanto, serve igualmente para todas as estações do ano.

Conversas por aí, desânimo lá em baixo, auto-estima para cima, digo eu.

 

 

Ponto 1: Gordinhas

Gordinhas e bikinis. Ok. Não é o ideal. Concordo.

Gordurinhas e pneuzinhos que se exibem orgulhosamente: se bem que não deviam estar lá, a verdade é que o estão - e o ano todo. Se for realmente um problema - deal with it! Ou tentem pelo menos. É fácil falar, eu sei, mas se estiverem a tentar, ninguém vos pode apontar o dedo.

Para quem se sente bem como está e não tem problemas nenhuns, sortudas: não precisam dizer adeus ao Mcflurry.

 

 

Ponto 2: Magrinhas

Magrinhas e bikinis. Também não é o ideal, certo?

Bikini que parece ter tecido a mais, também não é bonito de se ver - se as gordinhas têm a mais, as magrinhas têm a menos - mas já agora, bronzeia-se o que se tem, não?

 

 

Ponto 3: Jeitosas

Bikinis e jeitosas, jeans e jeitosas, saias e jeitosas, jeitosas-e-um-trapo-qualquer, tudo lhes parece ficar bem. Ok, quanto a isso, não há nada a fazer.

Ou por outra, até há - gordinhas  e magrinhas:  exercício físico e alimentação saudável.

O corpo é uma escultura a ser trabalhada. (Que bem falo eu... fazer é que nada!)

 

 

Ilusão 1: pensar que as magrinhas não têm complexos, que isso, só as gordinhas.

Têm. Muitos. E os mais variados.

Imaginemos o provador de uma qualquer loja de roupa. Ou porque os jeans não assentam bem, ou porque não fazem um rabo jeitoso, porque não usam saia por terem as pernas muito fininhas, etc, etc.

De igual modo - vês Niña? - as gordinhas tendem a não usar saia porque têm as pernas muito gordinhas, stressam com entrar nos jeans, e é porque fazem um rabo muito grande e não sei quê, não sei que mais. 

Quem diria que gordinhas e magrinhas tinham tanto em comum?      

    

Ou são as pernas, o rabo, o peito, o cabelo, a cara, a pele, o pescoço, até os braços ou os pés. É verdade. E acontece a todas. Todas. Pronto, pode haver uma percentagem que pareça fugir à regra. Mas isso é só aparentemente. Acreditem que algo deve haver que as deixa fulas. 

 

Ilusão 2: pensar que as boazonas não têm complexos. Idem aspas. São boazonas, são. Mas há isto ou aquilo que não gostam no seu corpo e que gostariam de mudar. E até estas se esforçam por realçar o que tem de melhor para colmatar o que pensam não ser tão bom. É neste aspecto que vencem todas as outras.

 

Ilusão 3: acreditar que as actrizes de cinema têm aquele aspecto o dia todo. Claro que não. E acordar perfeitamente maquilhadas e penteadas, só nos filmes! Depois é ver as fotos do paparazzi do dia a dia.

 

Ilusão 4: acreditar que os photoshoots das revistas correspondem à realidade. Peles perfeitas, músculos tonificados, sobrancelhas arqueadas, olhar mais rasgado, brilho do rosto, tudo, tudo é passível de ser corrigido (ou melhorado) - com o Fotoshop. Mas só resulta no papel. Elas continuam iguaizinhas...iguaizinhas a qualquer outra mulher.

 

 

Nota 1: Há mulheres que são bonitas, interessantes e tudo o resto, e no entanto, só parecem ver defeitos. Cada um é como cada qual, não é assim que se diz? O importante é sentirmo-nos bem... mas é importante olhar para o bom que se tem, e não nos esquecermos disso, certo? Certo?

 

Nota 2: Assunto a retomar numa altura mais propícia (mais criatividade).

 


publicado por blue258 às 15:46
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Para que servem os homens - parte II

Claro que o parte I teria inevitavelmente seguimento. E cá está. E não sei porque motivo, vejo-me um dia a escrever o parte XX  e seguintes.

 

 

Hoje, o post é mais a título de desabafo. E novamente, retrata o fosso entre os sexos. A roupa é o tema que serve de discussão.

Ora eu, trato de colocar a roupa a lavar e a secar - depois, e geralmente, faço a triagem: roupa para passar a ferro - coloco no cesto, e a restante, é para dobrar e arrumar. Por vezes, neste segundo caso, coloco-a em cima da cama, para, antes de deitar, a dobrar e arrumar.

 

Ponto 1: porque é que eu, depois de um dia que parece ter tido 25 h, ainda me obrigo a dobrar a roupa e a arrumá-la? Enquanto que o representante masculino, o mister, se limita a tentar enfiar na cama - apesar daquela pilha de roupa extremamente visível?

Isto é algo que me ultrapassa. Porque ambos tivemos um dia longo - e o meu que teima em não terminar! E porque não é verdade que 4 mãos despacham o assunto mais depressa? Bem mais depressa? Ou então, um dobra, e o outro coloca no seu devido lugar. Mas nãaaaaaaao. Pois não. É chato. Muito chato. No dia em que a roupa deixar de lhes aparecer lavada, passada, dobrada e arrumada na prateleira - eu quero ver. Mas somos vossas criadas ou quê? Isto vai dar origem a um cartão vermelho - acreditem.

 

Ponto 2: ontem, depois de preparar o jantar, lavar a loiça, arrumar a cozinha - sim porque eu gosto de  a deixar arrumadinha -  fui passar a ferro. Depois de 20 t-shirts do mister, mais 2 camisas, mais umas sweats e calças - ah e uma blusa minha e uma sweat - lá vou eu com a roupinha passadinha para o quarto. Mister, encontrava-se já na cama, ignorando uma pilha de roupa que já lá estava parcialmente dobrada. Pois acham que mister se dignou sequer a arrumar  a roupa que já estava dobrada? (Nem se tratando de roupa dele.) É que já nem falo em dobrar a roupa restante. Vociferei qualquer coisa, enquanto que arrumava a roupa que trazia passada a ferro e a restante que já estava dobrada. A que não estava, lá a deixei, enquanto que f-u-d-i-d-a da vida saía do quarto. Enervava-me ainda mais a cara do mister, de aborrecido que estava - pensaria ter razão? Fui regar o jardim. Pois... porque senão lá se vão as plantas todas com o calor - e eu bem, pronto, fui "arrefecer".

 

 

 


publicado por blue258 às 01:05
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Sábado, 13 de Junho de 2009

Para que servem os homens - parte I

Já há algum tempo, que pretendia partilhar mais esta minha teoria: a utilidade dos homens para as mulheres. Nenhuma - não, estou a brincar. Para além das óbvias, claro, a que exponho aqui hoje, é uma em particular, passo a explanar:

 

Nada mais do que natural, do que um homem e uma mulher que se conheceram e sentiram, vamos lá, a seta do cupido, comecem a namorar, e depois de algum tempo - variável de pessoa para pessoa e de situação para situação - passem a dividir um espaço, uma casa, uma vida ou, simplificando, a partilhar simplesmente, o dia-a-dia.

Até aqui tudo bem. Nada de extraordinário. O que me leva às diferenças estonteantes entre cada um dos sexos.

 

Primeiroos homens nunca se lembram de nada, mesmo tratando-se de algo que lhes diz respeito a eles. Sai-se de casa, e Kms (quilómetros) mais tarde é que se lembram, se é que se chegam sequer a lembrar, de algo que deveriam ter trazido - e que, como é óbvio, esqueceram.

Cabe a nós, mulheres, lembrarmo-nos das nossas coisas, das deles e de tudo o restante - sim, porque a roupa aparece lavada, a cozinha arrumada, a cama feita, mas não é uma empregada invisível que lá vem tratar disso enquanto nós não estamos em casa - se bem que eles parecem agir como se assim fosse; ou então, simplesmente nem lhes ocorre pensar em como as coisas aparecem feitas). 

Nós, mulheres, é que temos de nos lembrar de tudo, de tudo mesmo - e ainda tirar a roupa da máquina de lavar, colocá-la a secar para depois, à noite, passá-la a ferro; tirar algo do congelador para o jantar, ou então deixar a marinar antes de sair de casa; levar o que já está a abarrotar no balde cheio, para o ecoponto, etc, etc. E depois, digam-me lá, quem é que é básico?

 

 O que me leva à questão da data dos aniversários, bem como a respectiva idade de cada um (de modo a que se saiba nos seus aniversários quantos anos fazem - questões de logística: as velas do bolo - convém saber a idade correcta, não?) - da família dele.  E este último ponto é que é importante - volto a salientar, da família dele. Nunca se lembram ou recordam qual a data precisa de aniversário dos membros da sua família - é que já nem se coloca a questão de saberem os da nossa.

 

Outra questão, e é esta o ponto principal da teoria, é o de ao termos um homem na nossa vida, e ao com ele partilharmos essa vida, termos como que uma preparação para quando vierem os filhos. Passo a explicar melhor - e pergunto-me, quantas de vós se vão identificar com isto?

Imaginemos uma ocasião mais especial/formal: um baptizado, um casamento, ou qualquer outra situação do género - quase de forma inata, sabemos o procedimento a efectuar: dispôr-lhes a roupa a usar em cima da cama - sem esquecer boxers, meias, e os sapatos já engraxados no chão, junto à cama.

Sabemos que assim, o que têm a fazer se resume ao banho, toilette pessoal e pronto - nada pode correr mal. Mesmo assim, por vezes, não é tão simples como parece: resolvem, sabe-se lá por quê, fazer alguma alteração à indumentária, como por exemplo, usar outros sapatos. Quando acabamos por reparar, já estamos prontos a sair, junto do carro, pensando está tudo ok, podemos ir e eis que temos de os mandar, neste caso sim, é mesmo mandar, trocar de sapatos (devo esclarecer que os sapatos em causa não são adequados nem ao fato, nem à cerimónia).

Casos há, no entanto, que são excepção à regra, nomeadamente se se tratar de um metrosexual - nesse caso, desnecessário será delinear-lhes a roupa - se bem que um contra poderá ser o demorarem ainda mais tempo do que nós, mulheres, na casa de banho.

 Portanto, acabamos por ter de, além de nos ocuparmos de nós próprias, nos ocuparmos do (nosso) homem e de tudo a que ele lhe diz respeito - ou pelo menos deveria dizer.

 

 E porque é que acaba por ser uma preparação para os filhos? Fácil - enquanto bebés e crianças, a simples (parece, mas não é) rotina antes de sair de casa passa por lavá-los, vesti-los e preparar aquele saco que é só deles - e que parece um gémeo siamês, apareceu ao mesmo tempo, e que sempre, mas sempre, o vemos com a criança - e que inclui fraldas - das descartáveis e das de pano -, toalhetes, cremes, biberões, chupetas, boiões de fruta, iogurtes e tupperwares com a sopa, xaropes, gotas, aquelas-coisas-para-os-dentes, brinquedos e brinquedos, e tudo o mais que me falta nomear (um dia vou saber ao certo) - para além da responsabilidade que passa por nos lembramos de tudo o que lhes diz respeito e que sabemos não se poder descurar nunca.

 

A modos de conclusão, quando chegam os filhos - e com eles, o arsenal com que uma pessoa se tem de munir, continuamos a ter de nos ocupar do homem, da casa e de tudo o que ela comporta. No final de tudo, nós, mulheres, acabamos por  ter de  procurar ainda a disponibilidade, o tempo e a paciência para nos ocuparmos de nós. E ainda têm eles, os homens, a lata de dizer que uma mulher, se acaba por desleixar com o tempo. Pudera!

 

 

 

P.S. Não quero de modo algum, ferir susceptibilidades - homens há, que são melhores pais do que as mulheres - isso é um facto. Ser mulher não implica, infelizmente, a capacidade genética de cuidar o melhor possível dos filhos. Mais, homens há, que se ocupam de uma casa, das roupas, da cozinha, da limpeza, melhor que muitas mulheres. 


publicado por blue258 às 22:03
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Príncipes Encantados

Já desde o post sobre os problemas do coração, e também por ter ouvido falar por aí em príncipes encantados, que me tenho lembrado recorrentemente desta minha teoria. Obviamente que não pretendo falar aqui do príncipe que beijou a Branca de Neve, nem de qualquer outro que se lhe assemelhe, isso não.

Vou tratar desses príncipes dos nossos sonhos, ou das nossas fantasias, que a bem dizer é a mesma coisa, desses príncipes de carne e osso, sejam eles o Brad Pitt (quase todas deliram com ele), o Leonardo Dicrapio (para gostos mais jovens) ou o Johnny Depp (sei que muitas adoram). Menciono estes, como poderia muito bem mencionar outro qualquer actor, modelo, músico, desportista, etc, etc. Fica também ao vosso critério. E gosto pessoal.

 

Eu, muito pessoalmente, gosto (é verdade), do Brad Pitt - agora ainda mais do que quando era mais novito - por incrível que pareça, também gostava do Leonardo mesmo naquela fase em que ainda era jovem - lembram-se de The Beach/A Praia? Pois aquele ar de ai-eu-sou-tão-bom-e-doce põe-me maluca. Johnny Depp - só às vezes, mas sei que tantas deliram com este bad boy.  Adoro o Heath Ledger -  quando era mais novita tinha queda pelo Richard Gere - lembram-se de Pretty Woman? - e sempre gostei do George Clooney - charme a rodos.

 

Vejam o cúmulo então: essa ideia que deles fazemos, vai sendo construída com as personagens que eles próprios interpretam nos filmes - como se não bastasse a vida de glamour e aquela capa daquilo que lhes convém aparentar por serem figuras públicas - e pelo bem da sua popularidade - que se traduz num melhor cachet e mais papéis - acabam por ser as personagens que eles interpretem que nos cativam. Estou agora a lembrar-me de Tom Cruise nos Ases Indomáveis - ui ui! - e do Richard Gere no filme Oficial e Cavalheiro - quem não deseja um cavalheiro assim na sua vida?

Apaixonamo-nos pelos heróis, pelos médicos que salvam vidas, pelos polícias corajosos - digam lá que o Bruce Willis não tinha o seu charme no Assalto ao Arranha-Céus e sequelas; digam lá que o caricato do Dr. House não tem o seu charme?

 

Já viram que o que nos cativa é essa ideia que formamos na nossa mente? Também sei e compreendo que de certa forma são escapes - quando não temos na nossa vida um destes, nada nos impede de usarmos a nossa imaginação - pelo menos nesses momentos são nossos.

 

Agora o que eu defendo é que, por exemplo, adoraria ter o Bublé - a cantar baixinho ao meu ouvido, imaginam a delícia? Só que pensemos por um momento, que ele era do tipo de mexer nos meus livros - o que não tem problema nenhum, à partida - e depois, não os voltava a colocar exactamente como eu, digamos obssessivamente, os arrumo - cada coisa tem o seu sítio - ora isso já não ia dar. Imaginemos por um momento que alguma vez o universo coordenava as coisas de modo a que nos conhecêssemos e a que ele me achasse piada - daí a começarmos a sair, a ele dispender toda a sua energia e atenção para me conquistar - e vai daí que acabava por ter que lhe dar com os pés porque há coisas que não tolero. Ok. Estou a extrapolar - but I'm trying to make a point here - por favor, acompanhem-me.

 

Pensem sempre naquelas coisas que já nos irritam nos nossos homens, e lembrem-se que eles são iguaizinhos. O problema é que podem ser bem piores.

 

Vem daí, nós também não somos propriamente a Angelina Jolie (que inveja!), pois não? 

 

O que eu pretendo dizer, é que temos de olhar para os príncipes que andam por aí, bem perto de nós - podem até nem ser o Brad Pitt, mas de vez em quando até nos abrem a porta para passar, podem não cantar como o Bublé, mas de vez em quando também nos dizem coisas bem doces ao ouvido.

 

Moral da história: príncipe encantado é aquele que nos trata bem, aquele que se preocupa com o nosso bem estar, com a nossa felicidade. Se tivermos isto, teremos então encontrado o nosso príncipe encantado.

 

 

 

P.S. E já ouviram aquela: Príncipe Encantado só há um e está na cama com a Cinderela!

 

 


publicado por blue258 às 00:28
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

A depilação e a relação

Ora o calor aperta - e como! - e uma pessoa quer logo usar um calçãozinho, um corsáriozito, uma mini-saia ou um vestidito - para quem usa - e, claro, tem que se ter a perna depilada e sedosa ( tal e qual como nos anúncios). Atenção - não quero com isto dizer que no inverno uma pessoa não se depile! A razão de ser deste post tem a sua génese numa das minhas (muitas) teorias - o facto de hoje ter tratado de depilar as pernas ( o que eu venho para aqui dizer...), fez-me então recordar uma teoria que já tenho há algum tempo. Aí vem então:

 

É um facto que quando se começa a sair com alguém, se tem muito cuidado com um sem número de coisas: o cabelo, a pele, as unhas, a maquilhagem, o que se veste, etc, etc.

E quando se entra já naquela fase de maior intimidade, é óbvio que a cada encontro aparecemos com a depilação feita ( certo? talvez deva mencionar que em alguns casos a coisa possa não ser previsível, mas isso fica ao critério de cada um, ok? ) - já esperamos aquele contacto de corpos que pede pele sedosa livre de pelos.

 

Ora, quando se começa a viver debaixo do mesmo tecto, e a partilhar o dia a dia, torna-se claro que não se pode ter todos os dias a depilação feita - principalmente para quem faz depilação a cera, tem que se deixar o pelo crescer - além do mais não nos vamos infligir a esse sofrimento mais vezes do que as estritamente necessárias!

 

Daí que vem, e os homens dizem que as mulheres, quando estão numa relação, se desleixam - pois, pois... O que eles não percebem é que nos primeiros tempos da relação, é natural que só nos encontremos - aquele encontrar de corpo a corpo e sem roupa ou então parcialmente vestidos - tudo depende do calor, do local e da hora (mas vocês é que sabem ;)  - em determinados dias, daí termos a possibilidade de estar sempre impecáveis.

 

Agora, quando vivem connosco, acabam por poder avaliar o crescimento do pelo numa base diária. Apesar de serem limitados ( dizem isto dos homens e temos de assumir que acaba por ser verdade ) compreendam que tudo se resume a:

depilei-me - o pelo teve tempo para crescer - depilei-me outra vez - e estou perfeita.

 


publicado por blue258 às 00:35
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009

A todos os que suspiram por amor

Nas minhas recentes viagens pelos blogues, deparei-me com uma constante que me fez pensar seriamente no assunto - problemas do coração - e este post é dedicado a todos os que padecem de uma qualquer variante de desgosto amoroso. Perdoem-me os homens, mas dirijo-me mais propriamente às mulheres, sim, porque se não fossem os homens, os desgostos de amor não teriam nunca sentido em qualquer um desses momentos das nossas vidas.

 

Quando sofremos por amor, qualquer que seja a sua variante - desgosto e/ou traição e/ou fim da relação ( sim, porque umas podem implicar as outras ou então não forçosamente ) - custa-nos ouvir ( e não nos ajuda em nada, diga-se de passagem ) "isso passa com o tempo" ou "o tempo cura tudo".

 

Ora, que acaba por passar, até é verdade, o problema aqui é que pode demorar uma infinidade e, atenção: nunca passa completamente. Anos depois do problema resolvido, por assim dizer, ainda ocorrem aqueles momentos em que, não se sabe como, o nosso pensamento desencanta aquilo que pensámos tão bem guardadinho. A boa notícia aqui, é que nesta altura da vida, já somos mulheres (mais) seguras de nós próprias, e rapidamente e com bastante facilidade até, voltamos a colocar esses pensamentos na caixinha de onde não deveriam ter saído.

Se bem que é verdade que, por vezes, até é necessário que se escapem da caixinha onde os colocamos - recordar o passado faz-nos dar mais valor ao que temos agora - mas esta já tem a ver com a próxima pérola de sabedoria popular: "ele não te merece".

 

Ora, na altura em que somos bombardeados com esta, estamos a sofrer por amor, porque gostamos mesmo deles, o que quer dizer que mesmo que tenham defeitos, isso não nos interessa nada naquele momento, porque o que interessa realmente é que estamos a sofrer pela sua ausência ou falta (estou mesmo a ver-vos dizer que sim, que é mesmo assim).

Quanto a isto, tenho a dizer-vos que na altura ainda não temos a capacidade de perceber a realidade, mas mais tarde - lá está o tempo - acabamos por olhar para trás e perceber que foi melhor assim - esta também é outra pérola - porque na verdade eles não nos merecem.

 

A do "foi melhor assim", vem geralmente acompanhada do " tu mereces melhor" - se na altura quem o nosso coração quer é  esse causador efectivo do nosso desgosto, não adianta de nada dizerem que merecemos melhor - porque não queremos melhor - queremos aquele que já não temos ou estamos na iminência de perder ou acabamos de perder. E essa do "foi melhor assim", só meses ou anos mais tarde é a que a vamos aceitar e compreender.

 

 

Não pretendo fazer aqui de conselheira matrimonial - de modo algum. Quis foi dar um pouco de mim e dizer-vos que esses que vos causam estes problemas de coração, não sabem o que perdem - sim, pois são eles que saem a perder.

Pelo menos garanto um final feliz: aquando do abalo que estas lembranças nos trazem, acabamos por olhar para o lado, e vemos o ser  de coração doce que nos acompanha. E digo-vos: se nos acompanha, é porque nos merece!  

 

 

 

 

  

 

 


publicado por blue258 às 21:53
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