Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Dos desafios

Dizia eu que os desafios são uma forma de os bloggers se darem a conhecer e estreitarem os laços entre si. Mas qual quê? São mas é a forma de se mostrar a criatividade e a beleza e a awesomeness (o português hoje quer folga) que pulula nestes seres espectaculares que temos o prazer de conhecer na blogosfera!

A Margarida é exemplo disso e a resposta dos seus felinos ao Desafio 'Liebster «animal» Award' é a mais fenomenal que eu já vi até hoje. Aqui fica um excerto, mas passem por lá para ver o resto, dizer olá à Margarida e fazer uma festinha aos seus aristogatos :)

 

 

 

 

Como seria a tua vida sem o blog? Sem dúvida nenhuma que não seria a mesma. Margarida, you just made my day.


publicado por blue258 às 11:02
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013

Ana, I miss reading you

Não pensem que não ando por cá, porque ando; com menos tempo, mas a mesma ou maior dedicação quando vos leio. Desde que voltei, visito um ou dois blogs de cada vez. Não sei porquê, mas não vou mais longe do que isso. Há blogs que já não são o que eram. Perderam a graça, perderam o brilho, perderam o que antes me cativava (ou então fui eu que mudei, porque também mudei, é um facto, só que nunca se pensa que se mudou tanto assim). Sinto-me como se em casa de estranhos. 

A outros, pelo contrário, encontro-os mais crescidos e não deixo de sentir uma certa satisfação por isso. Alguns mudaram de casa, e nem por isso o endereço se perdeu. Existe portanto uma tendência que é a minha, e  por isso mesmo inegável: há aqueles que se contam pelos dedos de uma, quase duas mãos e que eu não largo. E mesmo que não comente sempre, visito-vos e sinto-me em casa. E sabe-me mesmo bem.

Depois há aqueles que terminaram uma, ou mais uma viagem. As estrelas não duram para sempre, eu sei. Mas são esses que mais me custam. Apagaram-se, mas não deixam de existir.

 

Ana, I miss reading you. Hoje, sem razão aparente,  lembrei-me de ti, e procurei-te mesmo sabendo que já não te encontraria. Sem razão aparente, apenas a saudade de te ler. Resta-me desejar que esse autocarro te leve rumo ao que procuras, ao que nunca esperarias encontrar pelo caminho, e a muito mais. Quanto a mim, espero-te num sorriso envergonhado, de cada vez que passa um autocarro.

 

 


publicado por blue258 às 00:19
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Das estrelas que escrevem

Há quem escreva, seja por querer escrever ou pelo simples prazer de o fazer. Depois há quem pinte com as palavras, quem desenhe sentimentos, estados de alma, quem transcenda, mesmo sem o querer fazer. Este, é o caso da Ana. Umas das estrelas desta blogosfera.
 
 
 
(quando ela acorda ainda chove lá fora mas o princípio do dia vestia-se aos poucos de luz e magia. abre os olhos mas deixa-se ficar um pouco entre os lençóis desalinhados.
ele invadiu-a toda a noite. percorreu-lhe a pele como se a tocasse. tem nos lábios o sabor intenso dele e na pele nua o calor do corpo, a ponta dos dedos, o rasto da saliva.
pede que lhe levem um café ao quarto enquanto põe a correr a água na banheira, onde entra depois relutante. não tem vontade de o afastar da pele. mesmo que sonhado.
fecha os olhos e as palavras começam a formar-se por dentro em desalinho e uma única a subir pela garganta, a roçar o céu da boca percorrendo a língua e escorrendo-lhe dos lábios. o nome dele preenche os espaços vazios.
ele contra ela. ele dentro dela. ele a transportá-los para um sítio distante.
abre a janela e deixa agora o mundo invandir o quarto. as grandes cidades apenas são barulhentas para quem não as sabe escutar, pensa. e ela poderia decompor todos os sons naquele momento. os carros. o vento e as árvores. o bater do coração dele em qualquer sítio da cidade.
bebe o café que os pensamentos fizeram arrefecer e olha para o relógio. os ponteiros estão a rodar preguiçosamente. tem ainda tempo para uma volta na cidade.)
 
Ana, no Fogo Posto

publicado por blue258 às 15:56
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

...

 

 

O que sinto por ti acaba agora e começa amanhã

 

 

«Ficar parado, perdendo a noção do tempo e do comprimento da conversa que estendemos ao sol. Queres falar da razão do amor? Então erraste de novo. Não é a tua vez de dizer que me amas?

Ouço o som que nos aconchega e onde a luz baixa nos chama a dois. Porque quando são duas as vontades, depressa se tornarão em uma só - e quem nunca provou a doçura do afecto.

Detesto amar-te sabendo-te longe e indiferente. Custa-me todos os dias um pouco mais, mas um pouco menos com os anos. Sabes que quanto mais privamos a vista do que o coração sente, melhor ele segue caminho na direcção de outro. E custa-me largar-te em sombras, nas noites que prendem os teus braços aos meus.

Hoje queria ter-te dito o quanto te amava, mas o coração esteve longe, fora do meu peito. Prefiro matar-te agora em luz, que arrastar-te comigo para fundo do meu orgulho e do meu vicio de negar o que está certo.

O que sinto por ti morre hoje e nasce comigo todos os dias. Amanhã amar-te-ei pelo primeiro minuto da madruga e odiarei amar-te em todas as outras horas do dia, até que seja tarde de mais. Até que um dia seja o amanhã, que me segredaste ao ouvido.

Queres falar da razão do amor? Então erraste de novo. É a tua vez de dizeres que me amas.»

 

 

 

Liliano Pucarinho, no night indigo

 


publicado por blue258 às 22:07
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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

Dos roubos

Já há algum tempo que não encontrava alguém que me conseguisse prender desta forma a um texto. Que me obrigasse a encontrar o momento certo para o ler. Com calma e atenção.

 

 

 

«A música, como a leitura e a escrita sempre me fizeram viver. Vibrar. Os amores também. Muito mais, claro. Nada como um amor agora. É o que me apetece dizer. E fazer. Então um amor com música e leitura... Mas não pode ser. Decido. Não agora. Depois. Prometo. Agora não, que não confio em mim agora. Informo. Sou uma desvairada irresponsável. Tenho a certeza. Revelo. Tenho provas. Que vou guardar. Sou uma cedente e concedente. Capaz de deixar tudo por amor. Uma incapaz, portanto. Tenho testemunhas. Em tempos, devia ter sido inabilitada. Obrigada a andar com um tutor à perna. A minha familia só não me processou por causa do amor por é composta por um conjunto de corações moles.»

 

Cat2007, no Café Expresso

 

 

 

Ler texto na íntegra, aqui.



publicado por blue258 às 19:39
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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Vem, e serei tua, tua, na rua que nos leva a ver o mar. Naquela rua. Naquela.

 

 

Vem e serei teu na rua que nos leva a ver o mar

 

«Hoje fiz das tuas mãos o meu fogo. Não vês que fujo por entre cada uma das tuas palavras e não acredito numa só? Porque nas madrugadas em que te amo, toco o teu coração mais um pouco e perco-me dentro de ti e da tua vontade.

E esse aperto que me mata por dentro a razão, e esse teu olhar que me consome de longe querendo-me perto…  Desculpa se te faço chorar nas noites em que mais precisas de mim. Se de longe te rompo a alma que amo e que nos juntou. Não foi sorte, foi desejo. E quanto não é tão mais forte a vontade que qualquer trejeito do destino…

Os meus braços estão vazios sem ti.

Volta. Traz esse sorriso para perto de mim. Vamos ser nós nessa encosta de sol que suja de amarelo as estradas. Vem cantar-me ao ouvido, vem! E no encontro das nossas mãos encontraremos-nos felicidade em dias calmos.

Vem. Vem para a minha mão e serei teu na rua que nos leva a ver o mar. É duro e feio de se desejar. É tão grande a vontade que não posso ter-te.

Mas vem. Sou tudo para que sejas feliz sem me perguntares porquê!»

 

 

 

Liliano Pucarinho, no night indigo

 

 

 

P.S. Gajos que escrevem bem. Porra, gajos que escrevem tão bem!

E palavras, palavras, que se adequam. Que dizem. Tanto. Tanto.

 

 

 


publicado por blue258 às 13:27
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...

«Hoje não precisas dizer nada. Não precisas fazer nada. Olha só para mim bem fundo e abraça-me. Aconchega-me toda em ti, no teu abraço. Toda em ti. No teu abrigo. A ouvir o teu coração bater. Escuta o meu. Fecha os olhos e escuta. E sente(-me). Como se tanto eu como tu tivéssemos nascido para este momento imortal. Quem sabe. Quem sabe

 

 

Daniela, no abraça-me bem

 

 

 

P.S. Palavra por palavra. Podiam ser minhas. Minhas. Tão minhas.

 


publicado por blue258 às 13:15
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Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

...

A Minha Vida é às Listas

 

«Anda toda a gente atrás de uma vida. E acho legítimo, porque há quem não a tenha. Desenganem-se aqueles que pensam que basta viver para ter uma vida. Assim era muito fácil, nascia-se e pronto, tinha-se uma vida. Mas não é assim tão simples.

 

Tem que haver um plano - não tem que ser uma coisa metódica e rígida - mas tem que haver uma estratégia. Aqui o rapaz, que não a tem, faz o que pode em relação à sua e inventou um sistema de listas. É uma coisa muito bonita e viciosa que faz com que eu tenha listas para tudo.

 

Mesmo com estas listas todas, há algo que me acontece que me faz chegar à pele, escrever à pele, viver à pele, como nos filmes do MacGyver, onde é sempre nos últimos segundos, na verdade no último segundo, à pele, que ele consegue com uma colher de iogurte e compota de morango, detonar uma bomba que destruiria um quarteirão inteiro. A minha vida e a de tantos outros, está sempre nesse último segundo, à espera de uma ajuda divina, de uma sorte, de uma inspiração súbita, de um herói como o MacGyver. A minha vida está sempre a ser salva no último segundo. E ou muito engano ou irá ser sempre assim.»

 

 

Fernando Alvim, no Espero bem que não

 

 

Ler texto na íntegra, aqui.


publicado por blue258 às 13:59
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Domingo, 12 de Setembro de 2010

...

E depois, há blogues assim, como o anterior, que encontro sem saber bem como, e que me prendem e apaixonam. Chamou-me a atenção o título - Tardes de chuva e chocolate - por ser o de um livro que li recentemente. Soube-me conquistada no momento em que li o excerto de um poema de Fernando Pessoa:

 

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece…


Entrei, pretendia abrir a porta, e espreitar devagarinho, mas quando dei por ela, já estava lá dentro, sentada, maravilhada. Sentia-me em casa, ou numa casa que me fazia lembrar a minha. Sentia-me em casa. Reconhecia o cheiro, o padrão das cortinas, a cor da colcha. Depois envolveu-me o cheirinho do chocolate quente, e deixei-me embalar pela chuva que caía lá fora e entreguei-me ao sentimento que conheço tão bem. A este. A ti.

 


publicado por blue258 às 18:28
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Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

"Não apetece dar início a uma revolução?"

 

O Shiuuuu conta-te tudo.

 

 

 


publicado por blue258 às 22:22
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Das coisas mais lindas e verdadeiras que me disseram nos últimos tempos

O teu porto de abrigo pode ser tanto. Não precisa ser aquele, aquele que querias que fosse mas não é.
O porto de abrigo é sempre... tanto. Quando tanto é tudo e ainda mais.
E podes encontrá-lo nas coisas mais pequeninas. Nos gestos mais simples. Que de pequeninos então não têm nada. Basta que te dêm o sorriso de volta, mesmo que por breves instantes. Que te segurem, mesmo que por breves instantes. Que te tirem do mundo real, mesmo que por breves instantes. Que te puxem quando o teu barco está prestes a naufragar. E há sempre algo que não deixa. Sempre.
Não te preocupes, mesmo que não o encontres, ele encontra-te a ti.
E se calhar já o encontraste e ainda não te apercebeste :) O abrigo nas pequenas grandes coisas, naqueles abraços :)

 

 

Daniela

 

 

E aqui se vê o bom da blogosfera. O bom que ainda há no mundo. Nas pessoas. Obrigada Daniela, do fundo do coração. Obrigada.

 

 

 

[E isto remete-me para um tempo, não muito distante, em que a tempestade me assombrava e eu me afastava dos portos de abrigo. Aqui.]


publicado por blue258 às 00:52
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

...

«Às vezes não mando uma mensagem a alguém, não com medo da resposta, mas com medo de não ter resposta.»

 

kiss me, in beijo na boca

 

 

[...]

E depois venham lá dizer que o coração não é parvo.

 

 

[Post Editado]

 

 


publicado por blue258 às 20:05
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Do coração

Há algum tempo que acompanho a Margarida; começou por me agradar a escrita mordaz dos primeiros posts com que me deparei, depois, fui lendo, e aos poucos, fui conhecendo melhor. Devagarinho, vou descobrindo outras facetas. Ao ler este texto, não pude deixar de me lembrar dos textos que tanto adoro do não compreendo as mulheres, e ao lê-lo, senti-o do mesmo calibre do anterior. E lá está, roubei-o da mesma forma. À descarada.

 

 

«Eu deixo-te entrar no meu coração, só peço que limpes os pés de todas as incongruências que possas ter, lido mal com isso. Senta-te onde quiseres mas por favor, mantém-te no mesmo lugar, a casa é pequena e é-me difícil habituar a novos estados de alma. Se me quiseres agradar, acende o rádio e procura uma música, sorri e diz "no outro dia ouvi-a e achei que era tu" e, por favor, faz com que seja mesmo. Não andes à procura de fotos, deixa que seja eu a mostrar-te o meu passado, com tempo e sol. Não gozes com o principezinho, não vale a pena... aqui entre nós, isto de se cativar e tornar o outro especial é bonito, fora de moda, talvez, mas eu gosto, a exclusividade é algo que mostra o carácter do outro. Eu acho. Depois (e só depois) entrelaça os teus dedos nos meus, encaixa-os em silencio mas encaixa-os, preciso do encaixe. Se depois tiveres que ir embora, diz, assim, "tenho que ir embora", por favor não vás quando eu estiver de costas a arranjar-te uma bebida, não gosto, era para ti a bebida, é feio ires embora sem te despedires e diz mesmo "vou-me embora", sem "volto já" nem "até logo", não quero promessas nem entrelinhas. "vou-me embora" e quando saíres, por favor limpa os pés de todas as memórias da minha casa, também lido mal com despedidas.»

 

Margarida, no Sem Filtro

 

 


publicado por blue258 às 23:06
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Das paixões

«As paixões não têm todas a mesma duração. Há paixões de anos, meses, semanas, dias e até de poucos minutos ou segundos. A intensidade da paixão não tem nada a ver com a sua duração, embora normalmente as características de cada uma dessas paixões sejam diferentes.
Posso apaixonar-me pela mulher que passa por mim na rua, e essa é uma paixão de dois ou três segundos. Posso apaixonar-me pela mulher que está a acampar mesmo em frente à minha tenda num Verão qualquer, e essa é uma paixão de alguns dias. Posso estar apaixonado pela mulher com quem vivo e essa é uma paixão de anos ou até de uma vida inteira.
O problema das paixões é que elas às vezes nos fazem confusão. Uma paixão de dois segundos pela mulher que passa por nós na rua é um ruído de fundo na paixão de uma vida. Pode ser um ruído de fundo de apenas dois segundos mas ainda assim um ruído.
Das poucas coisas que aprendi na vida acho que esta foi uma das mais importantes. Foi o que me ajudou a eliminar esse ruído de fundo da paixão de uma vida inteira.»

 

não compreendo as mulheres

 

 


publicado por blue258 às 23:05
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

"Quando se ama não há espaço para escuridões"

1. Responder à pergunta: "Tens alguma pessoa que dê cor à tua vida? E porquê?".

 

Quem é que dá cor à minha vida? Fácil. Todos os que aqui comentam. Seja com um risco tímido, de cor clara, ou um risco ousado, mais carregado. Quem dá cor. Quem dá algo de si. Porque acrescentam algo à minha vida.

 

2. Publicar o selo e dizer quem o passou.

 

Foi o Bruno! Foi, foi :)

 

 

 

3. Passar ao maior número de blog's que achem que têm cor.


A todos os que por aqui passam. Este selo é para todos.

 


publicado por blue258 às 14:34
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