Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Vem, e serei tua, tua, na rua que nos leva a ver o mar. Naquela rua. Naquela.

 

 

Vem e serei teu na rua que nos leva a ver o mar

 

«Hoje fiz das tuas mãos o meu fogo. Não vês que fujo por entre cada uma das tuas palavras e não acredito numa só? Porque nas madrugadas em que te amo, toco o teu coração mais um pouco e perco-me dentro de ti e da tua vontade.

E esse aperto que me mata por dentro a razão, e esse teu olhar que me consome de longe querendo-me perto…  Desculpa se te faço chorar nas noites em que mais precisas de mim. Se de longe te rompo a alma que amo e que nos juntou. Não foi sorte, foi desejo. E quanto não é tão mais forte a vontade que qualquer trejeito do destino…

Os meus braços estão vazios sem ti.

Volta. Traz esse sorriso para perto de mim. Vamos ser nós nessa encosta de sol que suja de amarelo as estradas. Vem cantar-me ao ouvido, vem! E no encontro das nossas mãos encontraremos-nos felicidade em dias calmos.

Vem. Vem para a minha mão e serei teu na rua que nos leva a ver o mar. É duro e feio de se desejar. É tão grande a vontade que não posso ter-te.

Mas vem. Sou tudo para que sejas feliz sem me perguntares porquê!»

 

 

 

Liliano Pucarinho, no night indigo

 

 

 

P.S. Gajos que escrevem bem. Porra, gajos que escrevem tão bem!

E palavras, palavras, que se adequam. Que dizem. Tanto. Tanto.

 

 

 


publicado por blue258 às 13:27
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

# 47 Some kind of wonderful

[Post não recomendado para mentes tacanhas. Se o caso for esse, é favor não ler. Nem ver o vídeo, já agora. Be open-minded, please.]

 

 

 

 

Aproveitamos os dias solarengos que nos restam.  Os finais de tarde na praia. Os mergulhos no mar. O pôr-do-sol.  Os beijos entontecidos.  Os jantares no alpendre à luz de velas. A noite quente que ainda nos envolve quando as estrelas se deitam. Pool party: casa de  férias de um casal amigo. Amigos em comum, amigos novos. Caipirinhas e muito álcool. Piscina. Banhos nocturnos. Diversão pela noite dentro.

 

 

 


publicado por blue258 às 23:30
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

# 45 When a tornado meets a volcano

 

O dia parece soçobrar pelo peso da noite que impiedosamente se abate sobre ele. O céu parece querer libertar as águas que aí aprisiona. Querer. Até o céu tem querer. O mar que retumba sem parar, parece agitado, não pela força do vento estranho que lhe escarpa as ondas, mas pela tempestade que se quer formar. Querer. Há um querer que se foi alimentando durante o dia, sorvendo tudo à sua volta, acrescentando, engolindo tudo em que toca, encrespando-se na crista de um tornado, impulsionado pela demora de ter. De te ter.

 

 

 

just gonna stand there and watch me burn
that’s alright because i like the way it hurts

 

A sala quente, crepitante,  vibra quase silenciosamente nos aromas de laranja e canela, nos tons alaranjados que a compõem.  Um vulcão. És lava que me corre nas veias. Que me incendeia. E eu sou tempestade. Os meus desejos parecem comandar  os ventos, as marés, a cadência da chuva e das estrelas. Abres a porta, e os ventos inflamam o incêndio que me queima a pele. E ao entrares, trazes contigo o tornado que te espera. Voas para os meus braços, e é o meu fogo que te queima a pele.  Sou eu que te consumo, que te quero consumir, que me consumo a mim própria contigo. Em te querer. Querer. Este querer que balança no ar, contagiando-nos, aliciando-nos, iludindo os sentidos.

 

Os corpos envolvem-se numa dança que conhecemos tão bem. Sabem de cor os passos, mas sinto-os improvisar a cada toque, a cada arrepio. O sabor da pele dita o compasso da entrega. De te receber. De te ter.

E os meus braços perdem-se nos teus. A minha boca palminha o teu corpo, tacteando cada centímetro, na escuridão intrincada. O meu cheiro dispersa-se no teu. O teu sabor grava a passagem por cada recanto do meu corpo. Os teus dentes marcam-me os ombros. As minhas unhas marcam-te as costas. Cedemos. Soçobramos sob a fúria que se abate sobre nós. Somos tempestade. Somos.

 

Encostamos os corpos suados à vidraça gotejante da sala. O mar, lá fora, reage à provocação da cadência dos nossos corpos desnudos. Vergamos os  corpos ao desejo, amamos, sugamos a vida, consumimos a energia sem fim. Pára. Sentes? Juntos originamos um terramoto violento, cujo epicentro se forma aqui mesmo. Aqui. E agora.

 

 

música: Love the way you lie - Eminem ft Rihanna

publicado por blue258 às 23:04
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010

...

 

Porque este blogue tem sido pele, desejo, paixão. Porque eu tenho sido pele, desejo, paixão. Porque a tua pele me envolveu, o teu olhar me prendeu e o teu perfume me enfeitiçou. Porque por mais que procure resistir, por mais que procure ocultar e silenciar as palavras, sou pele, sangue frenético que me corre nas veias e coração que bate descompassado quando penso em ti. Em ti.

 

 

 

P.S.: E como a imagem do cabeçalho traduz na perfeição o que este blogue tem sido, decidi mantê-la até Setembro. Tinha planeado umas coisinhas para a altura das festas da terra - vou então guardá-las para depois.

 

 


publicado por blue258 às 14:17
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Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

#44 Pinto a tua pele (parece-me que precisa de bolinha vermelha - é do calor, eu não tenho culpa - está calor, não está?)

No estúdio, as tintas cedem sob a loucura do calor. Loucura? Diria tortura. Sim, tortura. Também eu cedo como elas a esta tortura, a este calor. Nem o mar possante acalma o fogo que se faz sentir. A brisa passeia-se sómente pela casa, aquela, na praia, sem vizinhos por perto.

 

 

 

música: Lounge - Maria Gadú

publicado por blue258 às 00:07
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

...

Abraça-me. Prende-me no abraço mais doce que é o teu. Aperta-me bem. Vem, envolve-me mais um pouco. Cinge o meu corpo ao teu. Deixa-me sem fôlego. E que nada reste. Nem corpo, nem pele. Que nada reste entre nós. Que nada reste. Sejamos respiração entrecortada. Saliva. Calor. Desejo. Sejamos.

 


publicado por blue258 às 01:43
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

#42 Have me in your arms

I was a heavy heart to carry, my beloved was weighed down. My arms around his neck, my fingers laced to crown.

I was a heavy heart to carry, my feet dragged across the ground... and he took me to the river, where he slowly let me drown.

My love has concrete feet. My love's an iron ball. Wrapped around your ankles... over the waterfall.

 

 

 

Cala-me. De paixão. Atordoa-me. De querer. Sufoca-me. De desejo. Mata-me. De prazer. Morde-me o pescoço, os ombros. Marca-me a pele. Tolda-me o espírito. Acorrenta-me. Prende-me com a paixão. A ti, a ti, a ti.

Encaixada, enlaçada. Presa, perdida. Os meus braços, no teu pescoço.  Os teus, sustentam o peso do meu corpo. A minha boca, na tua pele. A tua, desvairada, morde, beija e marca. As minhas pernas envolvem-te pela cintura. As tuas, encaminham-nos para o mar.

 

Corpos entrelaçados sob um manto escuro, sobre uma cama molhada. E a água fria beija-nos a pele. Arrepia a exultação dos corpos na água. A animação do teu... no meu. E do meu, do meu, do meu...

Abraço. Arranho. Beijo. Mordo.  Sacio a fome. A fome... Mitigo a sede. A sede... Do teu corpo. Da tua boca. De ti.

Solto o teu pescoço. Deito as costas no mar. Pairo sobre a água. Agarro o céu.  As tuas mãos comandam sucessivas invasões. Fortes e destemidas.

Abrandas o ritmo. Avanças... e eu deliro. Recuas... e eu espero, insaciável.

A cadência das estrelas. O compasso do mar.  O balanço dos corpos. O batimento do coração. A força  maior que rege o universo.

E eu sou tua. E tu, meu. E eu recebo-te, todo. Em mim, em mim, em mim.

 

 

This will be my last confession... I love you never felt like any blessing. Whispering like it's a secret, only to condemn the one who hears it with a heavy heart. I was a heavy heart to carry, my beloved was weighed down. My arms around his neck. My fingers laced to crown.

 

I was a heavy heart to carry
But he never let me down
When he had me in his arms
My feet never touched the ground

 


música: Heavy in your arms - Florence + The Machine

publicado por blue258 às 00:41
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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

# 41 E tu... (bolinha vermelha ainda pequenina... ainda...)

 

Louco. O desejo que se apodera do meu corpo. Louco. O desejo que incendeia a alma. Louco. Este querer, louco. O beijo, louco.  A loucura num beijo. Loucura.

A tua pele morena. O teu perfume. O teu cheiro. Os teus olhos castanhos.  O olhar penetrante. A tua boca. O teu sabor.   A envolvência que me aprisiona. O teu sorriso.  O teu rosto. O teu pescoço. Os teus ombros. Os teus braços fortes. As tuas mãos. Os teus dedos. Todo o teu corpo. Tudo em ti é loucura.

A forma como te quero. Como te desejo. A minha alma quer entrelaçar-se na tua, enquanto que o meu corpo resume o seu querer ao teu corpo. A ti. A ter-te. Selvagem e frenética. Jovem e impetuosa.

Toma-me. Nos teus braços. Na tua boca. Na tua pele. Inflama este corpo que arde de desejo pelo teu. Cala esta boca que espera pela tua. Sustém o arrepio gelado que percorre a  pele  que queima. A alma que arde. Toma-me nos teus braços. Abraça este corpo que estremece.  De frio.  De calor. De prazer. Desejo.

 

 

On candystripe legs the spiderman comes
Softly through the shadow of the evening sun
Stealing past the windows of the blissfully dead
Looking for the victim shivering in bed
Searching out fear in the gathering gloom and

Suddenly! A movement in the corner of the room!
And there is nothing I can do, when I realise with fright
That the spiderman is having me for dinner tonight!

 

A ténue luz lunar, revela fragmentos de pele expostos, aqui e ali; concede tons dourados à areia; dá voz ao mar silenciado. E nós, ambos de olhos semi-cerrados. Percebo a sede no teu sorriso, a fome no teu olhar. Apercebo cada gesto, cada movimento. Apercebo-te.

Deslizas as mãos pelo meu corpo. Entranhas-te cada vez mais em mim. Eu morro um pouco de cada vez. E tu trazes-me de volta à vida, a cada vez.

 

Libertas-te das minhas pernas que te entrelaçavam. As tuas mãos perdem-se no seu contorno. Definem os músculos exaltados. Acariciam a pele.

Olhas para mim com aquele olhar que incendeia. Sorris, com aquele sorriso que me mantém cativa. Escrava. Prisioneira.

Os teus lábios frios beijam a pele. Cada centímetro de pele. Decididos. Demorados. A tua boca, prova, saboreia. A tua língua, serpenteia. E eu, deliro.

 

His arms are all around me and his tongue in my eyes
"Be still be calm be quiet now my precious boy
Don't struggle like that or I will only love you more
For it's much too late to get away or turn on the light
The spiderman is having you for dinner tonight"

 

Demoras-te na virilha, no interior da coxa. E mordes. E sugas. E mordes. Sugas. A minha carne, na tua boca. E eu deixo de ser um corpo, para ser apenas carne. Pele e carne. A minha, e a tua. A tua boca, as tuas mãos, na minha carne.  A minha carne, na tua boca... eu, nas tuas mãos.

A forma como me tocas... beijas e mordes. A forma como me sabes tua. Deixo de sentir a carne e sinto apenas as tuas mãos. E as tuas mãos tornam-se parte do meu corpo. E o meu corpo... parte de ti.

 

 

música: Lullaby - The Cure

publicado por blue258 às 00:20
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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

#40 Quero-te. Já. Agora. (bolinha vermelha, mas pequenina... pequenina)

 

 

 

Os meus lábios perdem-se nos teus. As nossas bocas envolvem-se na saliva doce. O meu corpo  balança de encontro ao teu. Descubro a tua pele... e saboreio-te. Beijo-te, mordo-te, quero-te todo neste beijo. Quero-te. Já. Agora. Quero-te!

 

I can hardly wait

 

As minhas mãos perdem-se no teu corpo. As tuas não largam o meu. E a tua boca beija a minha sem pudor, marca-me o pescoço e morde-me os ombros. E eu gemo e deliro. E balanço o meu corpo de encontro ao teu.

As  minhas mãos percorrem a tua pele ávidas de desejo. E eu quero-te. Já. Agora. Quero-te. E é este mesmo desejo que não nos deixa chegar a casa... aquela, na praia, sem vizinhos por perto.

 

It's been so long
I've lost my taste
Say angel come
Say lick my face
Let fall your dreams
I'll play the part
I'll open this mouth wide
Eat your heart

 

I can hardly wait

 

Unes os nossos corpos num abraço apertado. Nem o desejo permites respirar. A boca, ofegante, morde-te a orelha:  Tenho fome de ti. Quero-te. Já. Agora.

Deliras com a certeza do meu querer. O teu corpo quer o meu e sem demora. Num rompante, fazes da duna, sofá. E já eu liberto o teu corpo da camisa. Arranho-te as costas. Mordo-te os ombros. Beijo-te a morder. É a fome deste querer. De te querer. E eu quero-te. Como te quero!


Lips cracked, dry
Toungue blue burst
Say angel come
Say lick my thirst
It's been so long
I've lost my taste
Here Romeo
Make my world as great

 

Prevejo o meu corpo na areia fria. Deliro ao sentir as tuas mãos no meu corpo quente. A tua boca, na minha. O teu beijo, no meu. E eu bebo despudoradamente o teu sabor. E a sede da minha pele quer engolir a tua. Tenho sede...  sede de ti.

E deixo-me perder no teu beijo molhado. Deixo a saliva marcar-te de desejo. Saboreio o teu na minha pele. As minhas pernas enlaçam-te pela cintura. Prendem-te contra mim. A minha boca não deixa a tua. As minhas mãos saciam-se da vontade do teu corpo. Fome. Sede. Fome. Sede. Fome... e sede.

Capturados num abraço de querer. Um abraço que é desejo. Mordo-te. Beijo-te. Deliro. Gemo. Quero. Quero-te. Já. Agora. Aqui.

 

 

 


sinto-me: I Can Hardly Wait - J. Lewis

publicado por blue258 às 14:14
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Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

...

Mordia-te agora o lóbulo da orelha, no escuro, sem que ninguém visse, sem que ninguém desse por ela. Sem encostar o meu corpo ao teu. Assim, ao de leve. Mordia-te... e afastava-me.

Voltava a aproximar-me de ti... e afagava o teu pescoço apenas com a respiração.

Afastava-me de novo, mordendo os lábios. Assim, como os mordo agora...

Ao voltar a aproximar-me, ofuscava-te com o brilho dos meus olhos, e encurralava-te num canto.

No escuro, sem ver, as minhas mãos percorriam o teu corpo, ávidas de desejo.

Enlaçava-te. Prendia-te num abraço que diz tanto. Deixava que os nossos corpos, colados, lessem o desejo à flor da pele. Deixava que falassem... um com o outro... a comunicação ao mais alto nível.

Deixava que o meu corpo transmitisse ao teu, o desejo... este desejo...

Acariciava o teu rosto com o meu. Deixava que a tua boca, sentisse a minha, assim, tão perto. Provocava-te. Deixava-te sentir o calor da minha boca, os meus lábios quentes na tua pele.

Desabotoava a tua camisa, e beijava-te os ombros. Deslizava os meus lábios nos teus. Mordia-os de novo. Os meus. Depois os teus. Encostava-te à parede.

E aí sim... lançava a minha boca na tua, e o meu corpo contra o teu.

Aí sim, o meu corpo mostrava a sofreguidão com que espera pelo teu.

E perdia-me. Sim, perdia-me. Mordia-te. Beijava-te. Mordia-te.

 

Pudesses tu imaginar... o que te fazia agora.

 


publicado por blue258 às 01:09
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Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

#33 Puro prazer (talvez precise de bola vermelha no canto, talvez...)

 

 

 A minha boca delicia-se com a tua pele, mescla o doce e o salgado, estremece com o calor do teu corpo, e nele deixa um rasto  de saliva doce. Saliva. Marcas do desejo... na tua pele, no teu corpo.

Suave e lento, veloz e forte. Suave e lento... mordia-te agora, mas não. Suave e lento.  Sei que a expectativa te desespera. E provoca. E eu quero provocar-te. Suave e lento. Deslizo as mãos pelo teu tronco, apertando-te firmemente.

 


... )

 

 

 P.S.: Música roubada ao Alex

 


publicado por blue258 às 22:30
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

#24 Curvas

 

Penso em ti, e o desejo apodera-se do meu corpo. Ou é o desejo que sinto... que me faz lembrar de ti? A tua pele, o teu perfume, a tua boca, o teu beijo, as tuas mãos, o teu corpo, tu. Tu. Fazes o meu corpo estremecer só de pensar em ti. Em nós, rendidos à doce loucura.

Como quero sentir o teu corpo próximo do meu... como quero diminuta a distância entre os nossos corpos. A tua pele quente colada à minha... ardente.

E eu ardo, como ardo. De desejo. Por ti. De vontade de te ter. Deixa-me perder no teu beijo. Oh! O teu beijo. Que beijo louco é o teu! Sinto o corpo estremecer. Cerro os dentes. Quero-te. Como te quero!

 

As tuas mãos firmes e decididas percorrem as curvas do meu corpo com doçura... plenas de toda a tua doçura. E é essa doçura que deixas na minha pele. A cada toque. A cada beijo.

O ondular do meu corpo chama pelo teu. E como te chama! E o teu corpo, apenas inflama o meu. De  cada vez que te sinto. E  sinto a tua presença.  Sinto-te. Lembro-te. E quero-te. Como te quero! Perco-me por entre doces recordações. Loucas, tão loucas.

A forma como me entrego a cada beijo teu. A forma como me dou. A tua saliva já não é só tua. A minha, tampouco minha.

A tua pele morena e o balançar dos meus cabelos negros enaltecem a minha pele branca.  O teu perfume. A tua pele. O teu cheiro. O teu cheiro envolve-me os sentidos e derrota a razão. Não há razão.  Apenas o sentir. E eu sinto. E eu cedo. E eu entrego. Toda eu. Toda tua. Rendida ao teu toque.  À tua doçura.

Cada toque teu solta um gemido dos meus lábios... e como gosto de gemer ao teu ouvido. E tu... como gostas de me sentir gemer. Como gostas de me sentir assim... perdida, rendida nos teus braços. Como eu quero...que me faças gemer. Quero cada centímetro do teu corpo. Cada milímetro da tua pele.

 

Refreia-me. Sabes como sou. Impetuosa. Obriga-me a saborear cada momento. Quero saborear cada momento. Refreia-me... refreia-me. Ou não. Não me refreies... e entrega-te a mim. Deixa o teu corpo ceder ao balanço serpenteante do meu. Quero que sejas meu. Todo meu.

Enfeitiçaste-me. Doce feitiço. Ah, doce feitiço! Enfeitiçaste-me. Agora toma-me. Faz de mim tua. Só tua. Para quê pensar? Quando apenas me quero entregar. A ti. Só a ti. E a esta doce loucura que me consome.

 

 

música: The xx

publicado por blue258 às 11:28
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Domingo, 29 de Novembro de 2009

#19 Cadências

 

Sentas-me no teu colo. Seguras-me pelos braços e manténs a distância suficiente entre os nossos corpos... para demoradamente percorreres o meu rosto, o meu pescoço, os meus ombros, o meu peito... com o olhar... esse olhar que diz tanto... sem palavra alguma.  Acaricias-me o  rosto com a mão, afastas o cabelo que emoldura o meu rosto... colocando firmemente a mão no meu pescoço... Sinto o meu coração que palpita tumultuosamente na ponta dos teus dedos... matas-me de desejo!

Mantendo sempre a mesma distância, como que para poder apreciar o espectáculo... Acaricias-me agora o peito... e os teus olhos deliram deliciosamente perante o frio que se torna tão visível sob  a seda índigo...  entreabres ainda mais a blusa, revelas o negro brilhante que me cobre os seios... inclinas-te e pareces querer beijar o frio do meu corpo...   e com o calor da tua boca, procuras mitigar esse frio.  Sinto os teus lábios quentes  que envolvem a pele fina, contorcida... sinto a tua boca quente, que envolve... ora um , ora outro...  sinto a tua boca que desliza  sinuosamente para o pescoço... que se demora nos ombros... Meu Deus... que doce tormento!

Quero lançar-me impetuosamente nos teus lábios, no teu beijo... e tu, pareces  manter-me hipnotizada sob o toque das tuas mãos. Já não é o frio que sinto... é o calor que me abrasa a pele!

 

A chuva tempestuosa parece perfurar impiedosamente a areia, a cada gota... com cada gota... mas não, apenas a beija.... acaricia.

O mar ruge, rebentando furiosamente as ondas contra os rochedos. Parece querer destrui-los, mas não... permanecem imóveis, intactos perante a sua fúria...  e afinal, apenas se serve deles para lançar as suas ondas ainda mais alto.

As tuas mãos deslizam agora até ao fundo das minhas costas... tal como a onda afaga a areia. Sinto o seu aperto firme... que me pressiona ainda mais contra ti... balanças o meu corpo... sobre o teu... queres levar-me à loucura... seguramente. Vês-me lamber os lábios, mordê-los... e só então, só assim é que finalmente procuras o meu beijo. Finalmente, finalmente, bebo a doçura da tua boca... finalmente. Como te quero, como te desejo...

 

Balançamos nós, agora juntos, em uníssono, como um só. Já não há o meu querer... e o teu querer... apenas um querer. Parecemos acompanhar a cadência das ondas do mar. E acompanhamos. Mergulhamos na imensidão do calor da nossa paixão. Entregamo-nos. Rendemo-nos. Um ao outro. Sucessivamente, como o vaivém das ondas... eu sou tua... e tu és meu... e eu sou tua... sempre tua. O desejo parece inflamar cada vez mais. Cedemos... cedemos... cedemos.

E agora... já não acompanhamos a cadência das ondas... são elas que procuram seguir o nosso ritmo, são elas que procuram acompanhar-nos e...  falham, como falham...

 

Assim como o mar culmina o seu abraço  com a espuma da rebentação... também nós explodimos de prazer... Como a areia húmida brilha docemente sob a luz desta lua que nos ilumina... também a nossa pele reflecte a doçura perspirada pelos poros. Como o mar, agora calmo, jaz  rendido aos pés da praia... também nós...  assim permanecemos... neste doce abraço... doce, tão doce...

Os teus olhos castanhos exalam a doçura do mel... procuro bebê-lo mais um pouco dos teus lábios... só mais um pouco... e agora sim, vamos para casa... aquela, na praia, sem vizinhos por perto.

 

 


publicado por blue258 às 21:20
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Domingo, 22 de Novembro de 2009

#14 Shoot me down

 

Bang Bang by Nancy Sinatra on Grooveshark

 

 

Baby... shoot me down... the way you know how...

 

 O mar encrespado, salpica de sal o horizonte cerrado, apenas raiado pela chuva que tempestuosamente teima em riscar o céu escurecido. A areia, negra,  parece esquecida. A luz do alpendre, que se revela incapaz de vencer o combate com a noite. Aquela casa na praia, aquela, sem vizinhos por perto, mergulhada na imensidão.

A música aconchega a sala, os tons quentes da lareira, determinam as cores que pintam o ambiente... o jasmim, que sinuosamente se intromete com o aroma da madeira - lutam, degladiando o espaço, acabando por se combinar inusitadamente, de forma algo perfeita.

O sangue que nos corre freneticamente nas veias, o coração que bate assoberbado pela proximidade  dos nossos corpos. O teu olhar que me despe.  Os teus lábios que me provocam, a tua boca, que me enlouquece. O meu olhar que te pede: despe-me. Os meus lábios que te dizem: beija-me. A minha boca, faminta de doçura, da tua doçura, que te pede: sacia o meu desejo.

Apenas a tempestade fustiga a clarabóia tão veementemente como o desejo fustiga cada centímetro do meu corpo. Toma-me nos teus braços, acaba com o meu tormento. Depõe-me rendida, no chão. Envolve-me, beija-me, faz de mim tua... Faz de mim tua.

 

música: Bang, Bang (You shot me down) - Kill Bill OST

publicado por blue258 às 00:03
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Sábado, 7 de Novembro de 2009

#9 Subjugada...

 

... pelo desejo. Pelo fogo, que me verga à sua vontade. Por ti. Por ti...

Por ti, que hoje, te revelas meu dono e senhor. Por ti, que hoje, me tens nas tuas mãos.  Por ti, que aqui, me tens ao teu dispor. Por ti, que hoje, provas poder fazer de mim o que queres.  O que queres. O que quiseres...

Pelo fogo que hoje te consome.

 

E eu... desejo consumir-me no teu fogo. Nesse teu fogo que a mim alastra. Temerariamente. Esse teu fogo que me incendeia... e ardo, como ardo. Esse fogo que já não é teu, apenas teu. É meu, também meu. E daqui a pouco... um, e apenas um, que  nos consumirá aos dois.

 A cada vez que esse teu fogo  doce e envolvente, me penetra, sinto o seu poder alastrar, atingir proporções desmedidas. A cada vez... e  cada vez mais.

A cada vez que te sinto, inflama o fogo que arde em mim. A cada vez que me possuis, inflama o fogo que arde em ti. À medida que alastra, revela a sua força escondida, o seu poder oculto. Tal como tu. 

E eu, apenas... ardo, como ardo! Como me fazes arder... A cada vez que me possuis - colocas mais de ti, dás mais de ti - a cada vez. Quisesse eu resistir... não o conseguiria. Já não sou dona de mim. Já não tenho poder, vontade... apenas ardo. Sinto a alma escapar-se do corpo, soltar-se de mim. Levita. Acima do meu corpo em chamas. Levita. Etérea. Imortal.

Pelo fogo que hoje me consome.

 

Sei bem que atinges o limiar da loucura, quando sou assim, tua, sem limites - e  mais ainda raias a loucura, ao sentir que hoje, é um desses dias. Sinto que saboreias na boca o poder que  possuis  sobre mim, quando me entrego desta forma. Quando me possuis desta forma. Procuras não pensar nisso, afastar esses pensamentos da tua mente... mas não consegues.

Apercebo nos teus olhos a tresloucada luta pelo poder - entre o  controlares esta possessão nas tuas mãos, em a saboreares até ao máximo, em a fazeres perdurar... e o lançares-te no fogo que já nos consome.

 Não sorris. Procuras não te distrair. Procuras resistir ao avanço das chamas. Procuras atrasar o momento em que te entregas, em que te  dás por perdido, em que finalmente te lanças no fogo.

Até chegar o momento em que cedes. Sem restrições.

E eu ardo, como ardo! Como as moléculas volatilizadas do malte que bailam à nossa volta, também eu sinto as moléculas do  meu corpo que entram em combustão, e se soltam, por  breves momentos, levitando limitrofemente. Separam-se... e voltam a encaixar-se. Repetidamente. Incessantemente.

Concentrado, no entanto balançando entre duas vontades, balançando como as  chamas deste fogo que nos consome... Balançando entre o desejo  de encerrar este poder nas tuas mãos, de o dominar, e entregares-te, cederes ao fogo... fogo  esse que já te consome. Fogo esse, que já nos consome... a ambos.

E ambos subjugados pelo mesmo fogo... somos fogo, apenas fogo.

 

 

 

Running Up That Hill by Placebo on Grooveshark
música: Running up that hill - Placebo

publicado por blue258 às 23:07
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