Domingo, 6 de Março de 2016

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que nunca te chegue o que não te enche as medidas até transbordar. mas que não te encha de sufoco. sufoco só de sorrisos, de amor que não te caiba no coração, na alma, no corpo todo. que nunca te chegue o que não te faz sentir tanto. que nunca te chegue o que não te toca por dentro. que nunca te chegue o que não te brilha nos olhos e no sorriso. que nunca te chegue o que não te abraça com sabor a casa. que nunca te chegue o que não te salva do mundo. que nunca te chegue o que não te sabe ver de olhos fechados. que nunca te chegue o que não te sabe ouvir em silêncio. que nunca te chegue o que não muda o teu mundo. que nunca te chegue o que não te quer para sempre. que nunca te chegue o que não te cura o coração. que nunca te chegue o que não é amor. nunca menos que amor. que nunca te chegue o que não chega para ficar.

 

(a minha) menina dos abraços

 

 

E eu fico feliz. Fico feliz por saber o que quero, por saber (cada vez mais) quem sou. Posso ainda não saber para onde vou, mas sei que sigo caminho para algum lado. Parar é morrer e eu gosto de ventanias; deve ser por isso que adoro as caminhadas ao longo da praia e nunca me importo com o vento que me assoberba, quase me sufoca. Mas agora eu sei, agora eu sei que só o vento o poderá fazer e porque eu quero, porque eu deixo. Porque o vento pode atrapalhar-me a respiração, mas eu sei que logo a seguir inspiro profundamente e mostro quem é que manda. Deve ser por isso que sempre adorei mergulhar e só agora me apercebo disso. E nadar: a liberdade que sentimos.

E eu fico feliz. Fico feliz por continuar a encontrar o que sinto nas palavras dos outros.Porque andava eu a pensar nisto e eis que leio exactamente o que andava a sentir. Fico feliz por existirem pessoas assim, que são tanto, no meu mundo. Fico feliz porque me completam, porque me sustêm, porque são (lá está) o meu porto de abrigo. Fico feliz por ter tido quem me mostrasse que deixar que me sufoquem está errado. Fico feliz pelas pessoas que entraram na minha vida e me ajudaram a crescer. E devo-lhes tanto. E por isso também fico feliz. 


publicado por blue258 às 15:21
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Sábado, 24 de Novembro de 2012

Estava eu aqui...

A dedilhar as músicas publicadas no blogue, quando dou por mim a reler os posts. A reler o que foi escrito num passado não tão  longínquo quanto eu pudesse pensar (sentir). E dou por mim a reler(-me) e a associar-me ao espaço e ao tempo (porque tudo tem um espaço e um tempo; tudo teve um espaço e um tempo: um momento).

Dei por mim a racionalizar o que lia (o que pode ser bom ou muito mau): isto pode-se apagar, isto pode e deve ficar. E sorria, eu sorria enquanto lia. Porque achava lindo o sentimento que as palavras exalavam. Porque há coisas que não se entendem, não se percebem, sentem-se apenas. Porque há coisas, coisas do coração, que não são para entender, não são perceber. São para sentir.

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publicado por blue258 às 02:45
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Sábado, 6 de Outubro de 2012

Back Online

Depois de um interregno de pouco mais de 6 meses, eis que volto à casa do Sapo. Ele é verde, eu sou azul, benfiquista de coração, e estou de volta. Continuo é sem saber se vim para ficar. As saudades trouxeram-me de volta, é um facto, mas não sei se fico. É que não sei mesmo. Isto já não é o que era, eu já não sou quem era, e se me identifico com o que escrevi, a verdade é que é enorme a distância que sinto ter percorrido. Estarei mais crescida?


Procurei despersonalizar o blogue, sabendo que nunca o poderia fazer totalmente.  Sinto que para continuar a escrever por aqui, muita coisa terá de mudar. Tal como eu. É que a exposição excessiva já não me cai bem. Vá, estou mesmo mais crescida. Mas continuo a ser mesma miúda. E tenho mesmo saudades disto.


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publicado por blue258 às 22:22
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Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!

 

 

«It took me nearly a year to get here. It wasn't so hard to cross that street after all, it all depends on who's waiting for you on the other side.»

Elizabeth, in My Blueberry Nights

 

 

 

 

Once I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stop me
And then came the rush of the flood
The stars at night turned you to dust

 

 

Fazendo agora uma retrospectiva do ano que passou, uma retrospectiva daquelas tão típicas de fim de ano, daquelas que parecem impor-se sorrateiramente, sorrio. Sorrio. O caminho que percorri. O que eu mudei, o que eu optei por mudar, o que eu consegui até agora, e tudo aquilo  que me proponho ainda alcançar. Se custa? Custa, e muito. Se se desanima? Também. Mas vale a pena. Isso, sem dúvida nenhuma.

E vale a pena mesmo sem termos quem nos espere do outro lado. Vale a pena a coragem, a força, a determinação para cruzar outros caminhos. Para voar. E mesmo sem termos quem nos espere, há sempre quem espere por nós, mesmo sem saber que nos espera. E nós, nós, mesmo sem saber, esperamos por eles também. E pode ser que nos encontremos, mais cedo ou mais tarde, numa dessas encruzilhadas que a vida nos apresenta.

 

Esperamos uma vida por alguém que faça a diferença. Que acrescente. Que nos acrescente. Que nos faça ver a força que temos dentro de nós. Que nos leve a voar de novo. E isso, isso, não tem preço. E quanto a ti, a ti, só posso dizer que um ano passou e continuo a ter-te na minha vida. E como foste, és, importante.

 

A todos os que me acompanham desde o ano passado: um bem-haja. Ergo o copo a vós, e brindo: foi bom ter-vos encontrado.  É bom ver-vos, ter-vos ainda na minha vida. Saber-vos à distancia de uma mensagem, de um email, de um telefonema, de um abraço.* Aos que se acabaram de juntar: um brinde a essa força maior que nos colocou na vida uns dos outros. Este ano, deixo-vos poucas palavras, mas compenso com algo ainda melhor: um abraço. Daqueles, que dizem tanto.

 

 

 

P.S. E será esta música a última do ano no blogue. E parece-me perfeita. Perfeita. Sinto que não poderia ser outra. Porque é isto que devemos desejar todos os dias. Porque é esta a força que nos deve fazer respirar todos os dias. Porque é o que eu espero de mim. Porque é o que eu que eu quero de vós.  O melhor que temos em nós. Feliz Ano Novo a todos.

 

 

* Palavras semi-roubadas.


publicado por blue258 às 16:31
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Domingo, 17 de Outubro de 2010

Não me morras nunca

Dou por mim a pensar no tempo. No tempo que decorre e discorre intravenosamente, sem nos pedir licença, sem nos pedir perdão. Perdão pelos segundos, pelos minutos, pelas horas que nos rouba sem misericórdia, impiedoso, incontrolável, assassino a sangue-frio.

Perco-me na imagem desfocada que ainda guardo de ti. Fotografia corroída pelo tempo. Papel empedernido, desgastado pelas vezes sem conta que te voltei a segurar nas mãos, que te segurei junto do peito. Imagens, momentos, recordações. O teu olhar. O teu sorriso.  Os contornos do teu rosto. Temo a recordação que a ausência fará de ti.

Eis que o tempo se entranha no meu corpo. Debilita, como doença maldita que nos rouba a memória. De momentos, de quem fomos, de quem ainda somos. Discorro no tempo. Penso num mundo sem ti. Penso em mim, sem ti. Não encontrar mais esse sorriso. Esse olhar profundo que nos embriaga e desperta ao mesmo tempo. Não  me morras nunca.

 

 

"do they collide?"
I ask and you smile.
With my feet on the dash
The world doesn't matter.

 

 

música: Passenger Seat - Death Cab For Cutie

publicado por blue258 às 14:53
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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

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Sou difícil* de aturar quando estou virada. Mas quando a minha disposição é como a de hoje... gostais mais de mim do que chocolate!

 

 

 

 

* terrível, terrível


publicado por blue258 às 19:20
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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

Reler

Estive a reler-me. A viajar pelo tempo de post em post. Porque me apeteceu. Simplesmente por isso. Li coisas lindas, outras parvas, algumas profundas. Relembrei momentos bons, outros maus, outros divertidos e alguns hilariantes. Foi bom reler os menos bons e  senti-los como parte de um determinado momento da minha vida - senti-los ainda meus - mas conseguir relê-los de forma distante. Continuam a dizer-me muito - foram/são meus - mas é como se já não me afectassem de modo algum. Sou como uma simples leitora que acabou de chegar aqui.

 

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publicado por blue258 às 01:00
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Sábado, 25 de Setembro de 2010

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Porque eu sou terra. Sou água. Sou chuva, rio e mar. Sou as luzes que se reflectem nas águas. Sou o crepúsculo que abraça a cidade. Fui pele, paixão tórrida e querer louco. Fui areia, sol, mar, lua e estrelas. Fui. Deixo que me invada agora o Outono e procuro que me tempere a alma e apazigue o coração. Procuro ser... Eu.

 

 


publicado por blue258 às 01:15
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Transformações

 

 

Dizia-me hoje uma amiga: estás linda, tão linda. Sorri-lhe, incrédula. E ela persistiu: já to disse ontem, estás linda, mesmo linda. Estás tão bonita. A veemência das suas palavras levou-me a baixar o espelho do lado do passageiro. Deixa-me ver se há aqui algo de extraordinário, pensei eu. Não eram os olhos, não era o cabelo, não era a pele. Constatei as olheiras marcadas, o aspecto cansado. Não, não há nada aqui de novo, pensei eu. Entretanto, ouço-a dizer: é a transformação na tua vida. Já se nota. É algo que se nota. Ela tinha razão. Quanto à transformação.

 


publicado por blue258 às 00:40
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

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Sempre aceitei o que me estavam dispostos a dar. Pouco ou muito. O que fosse. Sempre aceitei o amor que se dispunham a conceder-me. Sempre fui assim. Toda a minha vida. E a minha vida tenho-a vivido eu. Percebo agora que isto não é forma de ser. De viver. Mereço mais, muito mais. E  começo a ver que estou disposta a bater com o pé e a barafustar por tudo aquilo a que tenho direito.

 

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publicado por blue258 às 20:57
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Vazios

Podemos sentir um vazio sem perceber bem porquê. Sem entender o que nos causa ou poderá ter causado aquele buraco enorme bem cá dentro. Podemos. Mas chega o dia em que apesar de os problemas pesarem sobre nós, percebemos que já não nos sentimos assim tão... vazios.

 

 

Sento-me aqui, hoje, a escrever isto e sinto-me com uma determinação que outrora parecia não ter. E isso é bom, sem dúvida que é.

 

 

 

[Post escrito perto das duas da manhã. Guardado em rascunho não sei porque razão. Como o sono parece teimar em não vir, e o que escrevi/sinto parece não me sair do pensamento, decidi vir publicá-lo.]


publicado por blue258 às 04:59
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

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Pendem sobre mim decisões importantes a tomar. Passos a dar. Abate-se sobre mim a dúvida, a incerteza. Velhos medos que nem sequer eram meus, nunca foram meus. Duvido de mim. Da minha força. Das minhas capacidades.

 

Sinto precisar de ti como nunca. Porque agora sei o que é estar a sufocar e receber o fôlego que me faltava para respirar. Sei que preciso de bastar-me a mim própria, sei disso, mas não consigo, ainda não consigo. Tenho de conseguir. Sei que tenho. Mas seria muito mais doce contigo ao meu lado. Dá-me a mão. Basta dares-me a mão. Se me sentires tropeçar, aperta-me a mão com força. Se me sentires perder as forças, cerra o meu corpo contra o teu, se me sentires perder o chão, abraça-me. Abraça-me forte.

 

[Se me sentires não querer o azul do céu, encosta o teu rosto ao meu. Se me sentires perder a vontade do mar, beija-me. Beija-me. E provoca o maremoto de novo dentro de mim. Beija-me nos teus braços. Encerra o meu mundo num só abraço. Faz-me voltar a sentir completa. Faz-me voltar a sentir eu.]

 


publicado por blue258 às 15:27
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Domingo, 22 de Agosto de 2010

Quero amar-te

Perder-me nos teus braços. Deliciar a minha pele na tua. Saciar a sede da minha boca, esta sede, na tua. Matar o desejo do meu corpo, no teu.

Despir a alma e deitar-me contigo. Perdidos sem espaço, sem tempo, sem palavras. Mudos em qualquer uma das línguas que falamos. Silenciosos no querer. No dar e receber.  Na entrega.

Deitar-me contigo. Amar-te devagarinho, em câmara lenta. Saborear-te. Aos poucos. Provar-te de cada vez como se fosse a primeira vez. A  cada vez. Entranhar-te cada vez mais em mim. Marcar a minha pele com o teu perfume. O meu corpo com o teu cheiro. A minha alma com o teu querer. Deitar-me contigo. E amar-te muito mais depois.

 


publicado por blue258 às 20:51
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

Este post autodestruir-se-à em 5 segundos

Este blogue está a precisar de uma mudança nas linhas editoriais. Está. Já penso nisso há muito tempo. Já sinto essa necessidade há muito tempo. E a partir de agora, vamos estabelecer um código musical. Sim, musical. A partir de agora, sempre que eu quiser colo - sim, porque lá por não falar nisso, não quer dizer que já não queira, me lembre, apeteça ou precise -, aparecerá uma determinada música. De cada vez que eu estiver a pensar em ti, aparecerá outra música. De cada vez que eu sentir a tua falta, não o traduzirei por palavras, não. As palavras calaram-se de vez. É a ditadura que a razão impõe ao coração. E não tenho mais nada a dizer. Quer dizer, ter, até tenho, e muito, mas para quê, se tu não ouves?

 

 

Tu. Simplesmente tu. Eu. Nós, no tempo em que havia um nós. E aqueles quero-te, quero-te, quero-te. [...] Isto significa que voltei a reler... e a recordar. Recordo e o sentimento está todo cá. Guardado, preso, e o coração a querer rebentar pelas costuras. Quero-te, como te quero.

 

Caramel. Mel. Ponto rebuçado. Quero-te. Penso em ti. Na tua pele morena, no teu olhar doce, no teu beijo...

 

Acho que isto diz tudo. Ou quase tudo. E volto a sentir de novo a tua falta. E a querer-te. E a querer mimo e afundar-me no teu abraço.

 

Desgraça total. Quando for esta, o estado de espírito não é dos mais aconselhavéis. Aliás, não me recomendo minimamente.

 

 


publicado por blue258 às 23:06
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Notas de rodapé

Editei os dois posts que ontem quis apagar. E por editar entenda-se apagar o principal do post. Fica lá a nota - post editado - e sempre que virem isto: [...] compreendam que tudo o que eu queria dizer está ali, naquelas reticências caladas. Naqueles três pontinhos mudos. E isto é só para eu não me chatear comigo própria. E pronto. Está feito.

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publicado por blue258 às 11:20
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