Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

Hoje

Um belíssimo fim de tarde, em que podíamos sentir a chuva na terra, nas folhas, no ar. Os frutos que ainda se escondem por entre uma folha e outra, provam que o verão esteve aí. O imenso céu a perder de vista, o horizonte que mergulha no mar... toda aquela luminosidade em campo aberto e a promessa do frio. Aquele frio que chega devagarinho e se vai enroscando em ti. Envolve-te devagarinho, baila nos teus pés, enlaça-te e beija-te no pescoço. E uma lareira a crepitar, mantas e écharpes assaltam-te o pensamento como se de recordações tratassem. E tu pensas em voltar porque são quase 8 e agora os dias escurecem mais cedo. O frio que começa a ganhar terreno aos poucos, convida-te ao aconchego de casa. E tu pensas no frio que está a voltar... e naquele abraço. Na saudade de um abraço.


publicado por blue258 às 23:25
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (2) | favorito
|
Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Oh, let me wear your overcoat, my bones are super chill and all the ponies have gone home

Porque é Dezembro, e o frio já se instalou de mansinho, o frio, aquele friozinho tão bom, que chama a cada esquina das cidades iluminadas, que pede a lareira acesa, o agasalho de lã, o cachecol envolto no pescoço e as mãos nos bolsos. E é quando te vejo (imagino) na rua,  de sobretudo elegante, charme nos lábios e o mesmo brilho no olhar. E é quando me perguntas: és tu, és mesmo tu? E eu apenas te respondo: Não vês o brilho no meu olhar e o sorriso nos lábios?

 

Wonderful Unknown (feat. Greg Laswell) by Ingrid Michaelson on Grooveshark

 

Cinco minutos e um segundo de música é quanto dura este abraço. Para continuar, press replay or repeat :)

música: Wonderful Unknown - Ingrid Michaelson
tags: , ,

publicado por blue258 às 19:17
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (1) | favorito
|
Domingo, 9 de Janeiro de 2011

Mil Vezes Mais,

Li isto, hoje, na página do facebook da irmã daquela nossa amiga, aquela, que é tanto. Lembrei-me de ti. Inevitavelmente, lembrei-me de tudo.

 

 

«Á deriva num rio procuramos agarrarmo-nos a uma rocha para estarmos seguros. Mas é quando nos conseguimos desprender e nos deixamos, que percebemos a beleza de não controlar a corrente, mas apenas decidir em que direcção flutuar....»

 

 

P.S. E não poderia vir mais a propósito.


publicado por blue258 às 22:19
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (11) | favorito
|
Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Não me faças esperar

Na esquina daquele prédio sombrio, junto ao candeeiro verde, abrigada debaixo do guarda-chuva que conta as gotas, uma a uma. O vento marca-me o rosto,  o frio faz-me arrepiar, a chuva entranha-se nos ossos. Não me faças esperar. Por um abraço que nunca mais chega, por um calor que nunca mais sinto. Não me faças esperar. 

 

 

 

tags:

publicado por blue258 às 03:44
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (4) | favorito
|
Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

Where'd you go?

E esta foi a música que marcou o regresso a casa de ontem. O final de tarde em que a noite nos abraça com o frio que se entranha nos ossos e não nos deixa adormecer. Em que o frio nos gela a alma.

 

 

 

 

She said "Some days I feel like shit,
Some days I wanna quit, and just be normal for a bit"

 

 

 


publicado por blue258 às 10:50
link do post | dá-me um pouco da tua cor | favorito
|
Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

Das saudades

Ontem, bateu-me uma saudade... assim, de repente, como se estivesse à porta, à espera de entrar, à espera do acender de uma luz, do correr de uma cortina. Noite fria. O frio... lembras-te? E eu lembrei-me de ti.

Esqueci o burburinho do computador, recostei-me na cadeira, abracei o frio em mim, e com um sorriso nos lábios, lembrei-me de ti. Pensei em mais uma quarta-feira  passada, e num ritual que deixa inevitavelmente de ter lugar. Porque evito procurar-te.  Porque te deixo partir, aos poucos, de mim. E custa-me este avançar, este avançar que ainda dói, que ainda me custa. Porque ainda me lembro de ti. Ainda penso em ti.

 

 

 

Yesterday I saw the sun shinin',
And the leaves were fallin' down softly,
My cold hands needed a warm, warm touch,
And I was thinkin' about you.



publicado por blue258 às 22:14
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (5) | favorito
|
Terça-feira, 28 de Setembro de 2010

...

Tomar café, logo depois de jantar, junto ao mar. O frio salgado que nos envolve o corpo, as malhas suaves de meia estação que nos acariciam a pele. Sente-se o retumbar do mar, a areia salgada,  o vento e a noite que brindam entre si. Sente-se a  serenidade de uma alma reconfortada. Um frio bom, que nos enrubesce a pele, acelera a circulação sanguínea e faz bombar o coração apressado. E apressado já ele é.

 

 

 

 

bum bum bum bum bum bum bum bum
bum bum bum bum bum bum
bum bum bum bum bum bum

 

 


publicado por blue258 às 00:58
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (2) | favorito
|
Domingo, 25 de Julho de 2010

Estórias do rio

E a estória é esta: estava no meio do rio, sozinha e já com frio, e de tanto tempo à espera, enquanto que o sangue me fervilhava nas veias, pus-me a pensar, vou mas é dar uma alta festa aqui mesmo no rio. Montes de gente e diversão a rodos. Porque é assim que a vida deve ser. Vivida, pelo menos. Pelo menos? Acima de tudo. E não podemos simplesmente passar por ela sem deixar mossa.

 

E porque eu deixei uma margem para atravessar para a outra. Pelo prazer, pelo incêndio que se afigurava no meu sangue. Entretanto vi-me no meio do rio, e insegura em terminar a passagem sozinha para o outro lado, ali me deixei ficar. Para trás não queria voltar, e ao continuar arriscava-me a cair à água e a não ter ninguém naquela margem que me desse a mão. E ali fiquei. E agora penso em fazer ondas e em fazer barulho. Em atirar-me ao rio, agitar as águas, nadar e mergulhar. Em molhar a roupa, em secar-me nessa mesma margem, em repousar e ficar estendida ao sol. E em depois voltar a mergulhar no rio, e sentar-me de novo nas pedras, bem no meio do rio. Porque mesmo sem ter quem me chame da outra margem, decidi nadar pelo prazer de nadar. Sem pena de molhar a roupa.

 

 

Too many shadows in my room
Too many hours in this midnight
Too many corners in my mind
So much to do to set my heart right
Oh it's taking so long i could be wrong, i could be ready
Oh but if i take my heart's advice
I should assume it's still unsteady
I am in repair, i am in repair

Stood on the corner for a while
To wait for the wind to blow down on me
Hoping it takes with it my old ways
And brings some brand new look upon me
Oh it's taking so long i could be wrong, i could be ready
Oh but if i take my heart's advice
I should assume it's still unsteady
I am in repair, i am in repair

 

And now i'm walking in a park
All of the birds they dance below me
Maybe when things turn green again
It will be good to say you know me

Oh it's taking so long i could be wrong, i could be ready
Oh but if i take my heart's advice
I should assume it's still unready
Oh i'm never really ready, i'm never really ready
I'm in repair, i'm not together but i'm getting there
I'm in repair, i'm not together but i'm getting there


música: In Repair - John Mayer

publicado por blue258 às 00:10
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (23) | favorito
|
Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Posso esquecer a neve

Só chuva e frio, por aqui.

E eu queria tanto que  nevasse...

 

tags: , , ,

publicado por blue258 às 14:23
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (6) | favorito
|

Eu, estou a mel.

E o carro não quis trabalhar.

sinto-me:
tags: , ,

publicado por blue258 às 11:42
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (21) | favorito
|
Domingo, 29 de Novembro de 2009

#19 Cadências

 

Sentas-me no teu colo. Seguras-me pelos braços e manténs a distância suficiente entre os nossos corpos... para demoradamente percorreres o meu rosto, o meu pescoço, os meus ombros, o meu peito... com o olhar... esse olhar que diz tanto... sem palavra alguma.  Acaricias-me o  rosto com a mão, afastas o cabelo que emoldura o meu rosto... colocando firmemente a mão no meu pescoço... Sinto o meu coração que palpita tumultuosamente na ponta dos teus dedos... matas-me de desejo!

Mantendo sempre a mesma distância, como que para poder apreciar o espectáculo... Acaricias-me agora o peito... e os teus olhos deliram deliciosamente perante o frio que se torna tão visível sob  a seda índigo...  entreabres ainda mais a blusa, revelas o negro brilhante que me cobre os seios... inclinas-te e pareces querer beijar o frio do meu corpo...   e com o calor da tua boca, procuras mitigar esse frio.  Sinto os teus lábios quentes  que envolvem a pele fina, contorcida... sinto a tua boca quente, que envolve... ora um , ora outro...  sinto a tua boca que desliza  sinuosamente para o pescoço... que se demora nos ombros... Meu Deus... que doce tormento!

Quero lançar-me impetuosamente nos teus lábios, no teu beijo... e tu, pareces  manter-me hipnotizada sob o toque das tuas mãos. Já não é o frio que sinto... é o calor que me abrasa a pele!

 

A chuva tempestuosa parece perfurar impiedosamente a areia, a cada gota... com cada gota... mas não, apenas a beija.... acaricia.

O mar ruge, rebentando furiosamente as ondas contra os rochedos. Parece querer destrui-los, mas não... permanecem imóveis, intactos perante a sua fúria...  e afinal, apenas se serve deles para lançar as suas ondas ainda mais alto.

As tuas mãos deslizam agora até ao fundo das minhas costas... tal como a onda afaga a areia. Sinto o seu aperto firme... que me pressiona ainda mais contra ti... balanças o meu corpo... sobre o teu... queres levar-me à loucura... seguramente. Vês-me lamber os lábios, mordê-los... e só então, só assim é que finalmente procuras o meu beijo. Finalmente, finalmente, bebo a doçura da tua boca... finalmente. Como te quero, como te desejo...

 

Balançamos nós, agora juntos, em uníssono, como um só. Já não há o meu querer... e o teu querer... apenas um querer. Parecemos acompanhar a cadência das ondas do mar. E acompanhamos. Mergulhamos na imensidão do calor da nossa paixão. Entregamo-nos. Rendemo-nos. Um ao outro. Sucessivamente, como o vaivém das ondas... eu sou tua... e tu és meu... e eu sou tua... sempre tua. O desejo parece inflamar cada vez mais. Cedemos... cedemos... cedemos.

E agora... já não acompanhamos a cadência das ondas... são elas que procuram seguir o nosso ritmo, são elas que procuram acompanhar-nos e...  falham, como falham...

 

Assim como o mar culmina o seu abraço  com a espuma da rebentação... também nós explodimos de prazer... Como a areia húmida brilha docemente sob a luz desta lua que nos ilumina... também a nossa pele reflecte a doçura perspirada pelos poros. Como o mar, agora calmo, jaz  rendido aos pés da praia... também nós...  assim permanecemos... neste doce abraço... doce, tão doce...

Os teus olhos castanhos exalam a doçura do mel... procuro bebê-lo mais um pouco dos teus lábios... só mais um pouco... e agora sim, vamos para casa... aquela, na praia, sem vizinhos por perto.

 

 


publicado por blue258 às 21:20
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (18) | favorito
|
Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

#5 Aromas

 

Cá dentro, o aroma do café dispersa-se pela casa.

Sirvo o licor. Aprecio as marcas que deixa no vidro. A cor. A doçura. A luz que o trespassa. 

Encaminho-me para a lareira. Para ti. Deslumbro-me com o fogo que reflecte no teu rosto, nos teus olhos. Penso em beijar-te os lábios quentes. Penso em beijar-te no pescoço. Em deliciar-me com a tua pele. Perdida nestes pensamentos, de pé e  de copo ainda na mão, reparo que olhas para mim. Ris com esse sorriso delicioso. Adivinhas os meus pensamentos.  Ajoelho-me, junto de ti, no chão. Coloco um pouco de licor na boca. Pouso o copo e... beijo-te. Pergunto-me porque não paras de sorrir tão travessamente.

Dizes-me que sou insaciável. E ris-te. Respondo-te que sim. E de ti.

Beijo-te o pescoço. Desço lentamente pelo teu peito. Saboreio a tua pele com a língua. Sinto o quente, o calor da lareira. Sinto o teu sabor. Como adoro o teu sabor. Beijo-te o corpo. Vou desenhando serpentinas com a língua na tua pele. Vou descendo. Descendo. Sinto-te rendido. Rendes-te sempre que o faço. De todas as vezes.

Já sabes o que quero. Tenho-o estampado na cara. Avanço e encaixo-me em ti. Beijo-te ardentemente. E tu, mostras que me queres provocar. Entras no jogo. Susténs os meus avanços. Seguras-me os braços atrás das costas, e beijas-me o pescoço. Sabes como gosto... e como isso me põe louca. Provocas-me um arrepio. Era o que querias. Divertes-te com os efeitos que provoca. Não tiras os olhos de mim. Nem tentas. Adoras aquela pele fina e sensível que se enruga. Não resistes nunca a provocar-me ainda mais... com a língua... sinto-a húmida e quente - a tua língua - como adoro a tua língua. Não consigo explicar que  sentimento é este que me faz crer que é perfeita... perfeita.

Com os lábios, provocas-me um pouco mais. Finalmente, sinto a tua boca. Quente, tão quente. Doce, tão doce. Nada mais existe, não há nada lá fora. Nada. Apenas nós existimos neste momento. Nós, e o calor da lareira.

E eu aqui, digo-te que te quero. Quero-te, quero-te. Sabes que não aguento mais. E, só  agora, depois de completamente rendida nos teus braços, e a chamar por ti, é que tu finalmente te rendes.  A mim. Completamente. Totalmente. Consumimo-nos agora num fogo que se inflama cada vez mais.

O vento fustiga a vidraça. Lá fora.

 


publicado por blue258 às 23:20
link do post | dá-me um pouco da tua cor | ver outras cores (5) | favorito
|

.10 anos, 10 razões :)

10 anos de Blogs do SAPO

.mais um pouco de azul


. procura-me

. segue-me

. 101 seguidores

.azuis recentes

. Hoje

. Oh, let me wear your over...

. Mil Vezes Mais,

. Não me faças esperar

. Where'd you go?

. Das saudades

. ...

. Estórias do rio

. Posso esquecer a neve

. Eu, estou a mel.

.a cor da minha música

.pesquisa-me

 

.arquivos azuis

.azul também por aqui:

.links

.favoritos

. este mundo que nos ensina...

. passando, sem ficar.

. quando o medo te assalta.

. um abraço. o meu lugar.

. como comer sushi como um ...

. A Dani, segundo a MilVeze...

. ...

. abre parêntesis

. menos não (me) chega.

. 30 coisas sobre ti (que n...

.tags

. todas as tags

SAPO Blogs

.subscrever feeds