Segunda-feira, 31 de Março de 2014

Dos livros

«Dê por onde der, os livros não vão desaparecer. Ocupam espaço, gastam papel, enchem-se de pó, ficam amarrotados, mas é a vida. A sustentabilidade do planeta não fica em causa por existirem livros e nada substitui a experiência de folhear um livro (...). Nada substitui a possibilidade de sublinharmos com marcadores, esferográficas ou lápis os trechos que por uma razão ou por outra nos tocaram. Nada substitui o cheiro dos livros, aquele cheiro a papel por vezes fresco acabado de imprimir, por vezes velho, amarelento com aquele cheiro a livro-velho quase em decomposição que só os livros velhos, amarelentos e usados conseguem dar.

Há uns dias em conversa com um amigo, falávamos do vício de comprar livros. Lamentei-me contudo que a dificuldade, muitas vezes era conseguir lê-los, por falta de tempo quando existe vontade ou por falta de vontade quando existe tempo. Ele respondeu de forma simples: muitos dos livros não são para ler; compramos porque sabemos que um dia aquele livro vai ser útil ou importante por qualquer motivo.»

 

A Felicidade é uma livraria

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publicado por blue258 às 16:42
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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

"Namora com uma rapariga que lê"

«Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro. (...)

Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. (...)
Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.

Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.»


Roubado descaradamente do Conversas com um Estranho. Um daqueles roubos que apetecem e sabem tão bem. Aqueles que nos enchem a alma. Não é preciso escrever muito, nem dizer muito mais. Está tudo dito. 

 

 


publicado por blue258 às 00:42
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Terça-feira, 2 de Julho de 2013

Leitura

"Esta expressão «Leitura», há cem anos, sugeria logo a imagem de uma livraria silenciosa, com bustos de Platão e de Séneca, uma ampla poltrona almofadada, uma janela aberta sobre os aromas de um jardim: e neste retiro austero de paz estudiosa, um homem fino, erudito, saboreando linha a linha o seu livro, num recolhimento quase amoroso. A ideia da leitura, hoje, lembra apenas uma turba folheando páginas à pressa, no rumor de uma praça."

                                                                                                                                                                              Eça de Queirós


Se uma altura houve em que determinadas publicações eram raras (proibidas) e no entanto passadas de mão em mão e lidas ávidamente, hoje (o nosso hoje, em tanto diferente do de Eça) temos (ainda temos) a liberdade de lermos o que bem entendemos e onde bem entendemos. Lemos no comboio, à beira-mar, num jardim, no shopping e em casa. Ainda lemos nas bibliotecas. Ainda lemos que é o mais importante.

O leitor perde-se nas palavras de outrém apenas para encontrar pedacinhos de si próprio, pedacinhos de um caminho, de uma vida. Imaginamos, envolvemo-nos, perdemos a noção das horas e do tempo. O espaço faz-se nosso: meu (teu) e do livro nas minhas (tuas) mão(s). 

 




Exposição "Noites Brancas", de Julião Sarmento - Fundação Serralves, Museu de Arte Contemporânea


Imagens roubadas do Numa de Letra.


publicado por blue258 às 12:28
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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

Sorrio-me

Leio-me.

 


publicado por blue258 às 00:07
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

...

Ler(-te). Ter(-te). Sentir(-te).

 

Ler(-me). Recordar(-te). Recordar(-me).

 


publicado por blue258 às 00:36
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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

...

O dia de hoje foi belíssimo*  para ronronar, aconchegar a pele, sentir as páginas dos livros fluirem por entre os meus dedos e a alma esquecer-se de si. Esquecer-me de mim. Ou pensar única e exclusivamente em mim.

 

 

* e para conversas que roçam a pele, marcam o corpo e incendeiam a alma. Há um tempo (vontade) para tudo.


publicado por blue258 às 00:21
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010

...

Apago a luz. Pode ser que deixe de te ver. Páro de escrever. Pode ser que deixe de te ler. Aprisionas-me os sonhos, escravizas-me as palavras.

 

Matas-me. Destilas veneno no meu sangue. Sinto o sabor na boca, e agora vejo que és como os outros. Matas-me. Se não em mim, para os demais. E isso é matar-me da mesma forma.

 

Silleda, 12 de Junho


publicado por blue258 às 00:25
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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Agora, lembrem-se

Do rímel preto que não era à prova de água - quem sai para trabalhar, de manhã cedo e sem contar com este miminho, é apanhado desprevenido.

Das zonas que raramente estão expostas ao sol - e por isso, mais delicadas mesmo com o sol a partir das quatro da tarde.

De adormecer, na espreguiçadeira, com os phones nos ouvidos - é no que dá levantar cedo e deitar tarde.

De sonhar com Henry & June; com Anaïs e paixões tórridas - e acordar estremunhada e a pensar what the fuck, I had the weirdest dream.

 


publicado por blue258 às 19:43
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

quero-te

viajo pelos blogues. embrenho-me na leitura. encontro-te. encontro-me. nas palavras dos outros.  nos sentimentos que transmitem. vejo-te. vejo-me.

a continuar assim, deixo de escrever. palavras minhas. e recorro às dos outros. se transmitem o que sinto... para quê transtornar as minhas? e deixo de ler. para deixar de te encontrar. deixar de me encontrar. deixar de te ver.  deixar de me ver. não te quero ver. não me quero ver. quero ter-te. quero que me tenhas. quero-te. simplesmente, quero-te.

 


publicado por blue258 às 14:02
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