Quarta-feira, 6 de Novembro de 2013

Cartas a ti #2

Olá de novo! Já tinha enviado a tua carta pelo correio quando cheguei a casa e ouvi esta música:

 

 

Peguei num envelope - ainda estavam sobre a secretária - e coloquei a música lá dentro com esta nota. Selei-o. Sopesei-o abstraídamente porque na verdade me distraíam os pensamentos destes últimos dias. Tenho-me recordado de pessoas queridas e essas recordações trazem saudade. Ou será a saudade que traz consigo as lembranças?

De qualquer forma, quis enviar-te esta música do David e da Rita. Apareceu-me assim do nada e como diz tanto. Tanto. Dos dias, das recordações, das pessoas. De ti. De tudo.

 

Sweet kiss,

 

Blue

 

 

 

 

 

música: David Fonseca ft Rita Redshoes - Hold Still

publicado por blue258 às 20:53
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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

#53 ...

 

 

 

 

A casa.  Prática e funcional. Sólida. Elegante e despretensiosa. Um espaço encerrado nas memórias agora habitado pelo som do mar que invade a sala, o vento que percorre as traves de madeira, a luz que ainda ousa reluzir os tons vibrantes e a música que ecoa em cada pedra.  

 

Uma casa, uma história de peles. Escrita na pele pela sede, uma sede que  nunca se saciou, que se sacia a cada dia, que sorve o amanhã.

Uma história de reticencias, faladas, escritas, sentidas, nunca explicadas. Porque há coisas que simplesmente não se explicam.

 

Long days, short nights. Heart rate, sky high. Time flies. Come to me, you know what to do. You say the things that i wanted to hear. But i'm not sure if you are what i need...

Long days, short nights. Heart rate, sky high. Time flies. Can you hear that sound... It's the sound of my heart and it's beating just for you.                                    Hope you feel it too.

 

Uma casa agora vazia. Faltas tu, falto eu. Falta a minha pele na tua. Peles que se tocam, que se falam, que se adivinham a cada gesto. Agora resta o vazio.  A espera. O relógio conta os segundos. Os minutos. E a cada hora os dias tornam-se mais longos. O coração bate compassado com a cadência do mar e é dessa forma (apenas dessa forma) que ainda (sobre)vive. Porque o mar não morre. O mar não morre nunca!

Uma casa visitada por almas errantes que apenas saciam a sede, a sua própria sede, uma sede que se agarra às memórias como os moluscos se agarram às rochas negras. Que se entranha na pele. 

 

Aquela casa na praia, aquela, sem vizinhos por perto... 

 

 

música: Long Days - I wil, I swear

publicado por blue258 às 19:18
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