Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013

"Um abraço daqueles"

Há pessoas que falam a nossa linguagem. Que nos entendem. Que são como nós e pertencem a uma categoria diferente na qual não se encaixa qualquer um. Pessoas que percebem aquilo de que falamos sem termos de o explicar; para quê explicar se elas sabem do que falamos, conhecem o que escrevemos e lêem o que sentimos. Principalmente quando falamos de abraços. E aí, até nos completam as frases, escrevem o que tão bem (e também) sentimos e o publicam nos seus blogues.


um abraço. daqueles que nos esperam e que nos recebem quando chegamos a casa. daqueles que nos fazem deixar o mundo inteiro lá fora assim que entramos em casa, assim que entramos no abraço. daqueles que nos fazem esquecer tudo o que ficou lá fora. daqueles que fazem desaparecer os cansaços, as dores, os medos. daqueles que calam e acalmam tudo. daqueles que nos sossegam o coração. daqueles que nos abraçam para sempre. daqueles que (nos) fazem existir só dentro. só por dentro. deste abraço tão... abraço.


Daniela Barreira


publicado por blue258 às 22:52
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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

"Namora com uma rapariga que lê"

«Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro. (...)

Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. (...)
Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.

Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.»


Roubado descaradamente do Conversas com um Estranho. Um daqueles roubos que apetecem e sabem tão bem. Aqueles que nos enchem a alma. Não é preciso escrever muito, nem dizer muito mais. Está tudo dito. 

 

 


publicado por blue258 às 00:42
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Quinta-feira, 3 de Março de 2011

E eu não resisto. É que não resisto mesmo.

 

*roubada à Lolita


publicado por blue258 às 17:47
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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

...

 

 

Imaginar

 

 

«Sigo por um caminho incerto, assombrado pela incoerência. Não quero voar por entre a turbulência nem iniciar uma travessia no deserto. Não me rendo ao acaso nem dou ouvidos ao fracasso. Sou uma voz na multidão, uma chama no seio da escuridão. Não procuro uma revolução, apenas pretendo provocar alegria e emoção. Sigo esta doce ilusão de ser um cupido preparado para acertar num caloroso coração. Mas não cedo à fácil tentação, prefiro esperar por alguém que se entregue à conquista da sedução. Não há nada melhor que partilhar a  intensidade de um beijo, a volúpia do desejo e a ternura de um olhar. E é bem melhor realizar do que imaginar...»

 

 

someone4u, no Não desistas de mim

 

 

 

 

 

 

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publicado por blue258 às 23:53
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Da lua e dos roubos encadeados

 

 

 

 

«É em dias assim que as almas mais próximas se podem tocar»

 

 AlienSoul

 

 

©blue258

 

 

Quinta-feira passada, em casa de uma amiga. A lua estava deslumbrante. A lareira acesa lá dentro, e eu,  apesar da noite um pouco fria, cá fora, a disparar a objectiva vezes sem conta como se a lua mudasse a cada minuto. A lua estava deslumbrante. O meu olhar fixo nela, e o meu pensamento, a 40 km dali. E eu sei em quem estava a pensar. E eu sei o que estava a sentir. Por isso me dizem tanto as palavras que se seguem.

 

 

 

  

«Esse silêncio

Essa dor

Essa nostalgia

Traz tudo isso contigo

-(quando vieres)

 

E vem

vem ter comigo

só esta noite

mais uma noite.»

 

 por AlienSoul

 

 


publicado por blue258 às 00:23
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

Das palavras que nos cantam

Já lhe efectuei um roubo, e hoje, não resisto a perpetrar o segundo. Não sei se é o chegar ali e sentir-me presa, docemente emaranhada nas palavras, se é o sentimento em si, um sentimento que reconheço, que se adequa perfeitamente ao momento. A este preciso momento. Mais do que um roubo, um destaque, tão merecido, pela qualidade da escrita, pelo sentimento que desenha as palavras, pela pessoa que escreve. E começando a ler, não se consegue parar sem ler todas as palavras. Todas. Visitem, deixem que as palavras vos cantem aos ouvidos. Garanto-vos que assim o fazem. Aqui, no Não desistas de mim.

 

 

 

(Co)Existir

«O meu interior é tempestuoso e sombrio. Carrega um sentimento invisível e vazio. Sinto-me impotente para travar o seu desatino. Procuro na solução uma interrogação para resolver a sua questão. Começo pelo fim para impedir o início de acontecer. A minha mente confunde o meu coração e impede a sua evasão. Não é uma simples prisão, é por vezes uma ilusão. O reflexo engana na mesma proporção e assume a sua intromissão. Lentamente o dilema trava a sua batalha entre a razão e a emoção. Desalinhado observo sem reacção. A omissão é por demais evidente e a acção renitente. Perdido, continuo a persistir sem desistir. Ou somente a (co)existir.»

 

 

someone4u

 

 

 


publicado por blue258 às 00:01
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Da paixão. Do coração. Da alma.

 

 

"A paixão não altera o ciclo dos rios, não move montanhas, não abre fendas na terra. Mas altera o ciclo das vidas, o rumo dos corpos, o bater do peito, o estado da alma".

 

 

 

 

Trazido pela mão da MVM, e retirado daqui.

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publicado por blue258 às 22:38
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

Das desistências. Ou das insistências.

  
 
«De uma amizade desiste-se. Do amor, temos que esperar que ele desista de nós.»

Pedro Mexia
 
 
*Roubado à Ana, do Tudo o que tenho cá dentro
 
 
 
 
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publicado por blue258 às 23:38
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...

 

 

*roubado daqui


publicado por blue258 às 17:45
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Do sentir. Do desejar. Do lembrar.

 

 

 

Realidade vs Sonho

 

«Não escolhemos o que sentimos, não sentimos o que desejamos, não desejamos o possível mas sim o impossível. A doce ilusão por vezes é bem melhor do que a dura realidade. No entanto, permanecer no seio de uma mentira magoa mais do que a dolorosa verdade. Não podemos ser uma promessa por cumprir, uma palavra abandonada, uma memória esquecida. Não temos de ser uma sombra escura quando podemos ser uma luz que ilumina. Porque a realidade será sempre uma certeza e não apenas mais uma possibilidade. É nela que temos de (sobre)viver e continuarmos a sonhar. Até estarmos completos completamente.»

 

 

someone4u, no Não desistas de mim

 

 

 

 

 

 

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publicado por blue258 às 00:48
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Das estrelas que escrevem

Há quem escreva, seja por querer escrever ou pelo simples prazer de o fazer. Depois há quem pinte com as palavras, quem desenhe sentimentos, estados de alma, quem transcenda, mesmo sem o querer fazer. Este, é o caso da Ana. Umas das estrelas desta blogosfera.
 
 
 
(quando ela acorda ainda chove lá fora mas o princípio do dia vestia-se aos poucos de luz e magia. abre os olhos mas deixa-se ficar um pouco entre os lençóis desalinhados.
ele invadiu-a toda a noite. percorreu-lhe a pele como se a tocasse. tem nos lábios o sabor intenso dele e na pele nua o calor do corpo, a ponta dos dedos, o rasto da saliva.
pede que lhe levem um café ao quarto enquanto põe a correr a água na banheira, onde entra depois relutante. não tem vontade de o afastar da pele. mesmo que sonhado.
fecha os olhos e as palavras começam a formar-se por dentro em desalinho e uma única a subir pela garganta, a roçar o céu da boca percorrendo a língua e escorrendo-lhe dos lábios. o nome dele preenche os espaços vazios.
ele contra ela. ele dentro dela. ele a transportá-los para um sítio distante.
abre a janela e deixa agora o mundo invandir o quarto. as grandes cidades apenas são barulhentas para quem não as sabe escutar, pensa. e ela poderia decompor todos os sons naquele momento. os carros. o vento e as árvores. o bater do coração dele em qualquer sítio da cidade.
bebe o café que os pensamentos fizeram arrefecer e olha para o relógio. os ponteiros estão a rodar preguiçosamente. tem ainda tempo para uma volta na cidade.)
 
Ana, no Fogo Posto

publicado por blue258 às 15:56
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

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«Acho que o Amor, quando acaba, deixa nas coisas esta mesma fragrância. Nas caixas, nos automóveis, nas casas, nas ruas, nos cafés e principalmente na cama. E que não se vai de vez. Antes fosse. É uma espécie de dança doce que sabe como se fosse amarga. E não acredito em homens apaixonados que passem incólumes por esta dança fantasma.»

 

 

Bagaço Amarelo, no não compreendo as mulheres

 

 

 

Ler texto na íntegra, aqui.


publicado por blue258 às 22:46
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

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Dos nadas

 

 

«É tudo tão louco, é tudo tão insano, é tudo tão fora de tempo, tão fora de forma, é tudo tão disforme, que tu tens dificuldade em perceber se és tu que perdeste o juízo, ou apenas foste levada na corrente da vida.»

 

A Rapariga Que Matou o Coração

 



publicado por blue258 às 15:07
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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

...

carência
s. f.
1. Falta do preciso.
2. Necessidade.
3. Privação.

O cair da noite  trouxe à flor da pele a falta que o meu coração sentia. Uma falta que apesar de não ser física, se torna latente em cada músculo, em cada fibra do nosso corpo. Um movimento, por mais leve que seja, aviva a dor do que pensas sentir. Traz à superfície o que pensavas esconder tão bem lá no fundo. O que colocaste num baú fechado a cadeado, e resolveste guardar, como um tesouro, bem no fundo do mar. Enterraste na areia fugidia, moveste pedras, temendo que mesmo assim se libertasse. Cobriste com a pressão das águas. Com a imensidão da profundidade. O  cair da noite reavivou a carência em  mim.

 

 

«posso contar pelos dedos da minha mão direita, o número de vezes em que toquei a tua pele. e sobra. decidi não relembrar o dia em que tudo começou, já passaram meses, mas achei supérfluo contar os dias. também acho que não os contas, ou que não tens onde os contar. ainda me deixas nervosa, e nem sempre sinto que tenho permissão para te tocar. assustas o que em mim ainda resta sentir. deito-me ao teu lado durante a noite e a intimidade que nos calha no olhar, não se deixa derreter até algo sólido. durmo do lado da janela, e apesar de querer, temo que o meu pé junto ao teu seja inapropriado. estranha relação, esta. onde falar é campo minado, onde tocar é algo escorregadio que por vezes perde a importância entre amantes. medo, metes-me medo.»

 

adele shulze. no velhos hábitos


publicado por blue258 às 21:49
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

...

Soprar-te ao ouvido e mentir-te que não és de ninguém

 

 

«São eternos os tempos e as nossas vontades sensíveis, mas não posso ver-te chorar. Quebra-me a alma ao meio por cada gota que me corta a pele. Queria soprar-te ao ouvido e dizer-te que não és de ninguém. Mentir-te porque és minha nas noites em que descobrimos, mais uma vez, o egoísmo do nosso amor.

Não quero ficar despido com as tuas lágrimas em mim. Deixa-me ser eu a levar-te nos braços e carregar teu peso. 

Passo por ti em roda, sem te tocar. Os meus pés querem enlaçar os teus e marcar longas carícias. Os braços não se cruzam, abrem-se em outras direcções. E de costas voltadas sentimos o friozinho que nos faz girar. Mas resistimos e num instante soltamos a gargalhada do nosso encontro.

Não tarda, estaremos na cama que por preguiça não fizemos, mas enrolados servimo-nos mutuamente do calor, que nunca nenhum lençol nos soube dar. 

Sei que hoje não vais dizer que me amas, bastará a tua pele em mim!»

 

 

Liliano Pucarinho, no night indigo

 

 

 


publicado por blue258 às 12:57
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