Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

What's love all about?

 Ao longo dos séculos, a tentativa vã de procurar definir o amor, traduziu-se nas mais belas obras; inspirou poetas, músicos e pintores. Inspiração, encantamento, exultação - o amor é tudo isso e muito mais.

 

Dou por mim a pensar, que o amor não se deve procurar definir. Deve sentir-se. De todas as formas. Na verdadeira acepção da palavra. Não se deve procurar entender, ou sequer perceber. Deve sentir-se. Deixar que nos empole o coração, nos faça ferver o sangue, nos arrebate os pensamentos.  Porque a verdade é uma e só uma, quando o amor polvilha a nossa vida, seja de que forma for, tudo nos parece sorrir. A vida parece sorrir. Há aquele brilho no ar, aquele encantamento, aquela energia que parece destilar de todos os poros. Enfrentamos o dia, a noite, o trabalho, as viagens,  o trânsito, as filas, a ida às compras, com outra disposição. Até aqui, concordam comigo?

 

Amor. Talvez não devesse usar tão libertinamente este  vocábulo.  Amor e/ou paixão - continuo sem procurar diferenciar os dois, pois para mim, são o mesmo. Um faz parte do outro. Quando me refiro à paixão, refiro-me à paixão carregada de sentimento, aquele sentimento que é efusivo, explosivo até, aquele sentimento que nos consome. Mas aliado a esse sentimento, está o outro, de querer o regaço, o colo, de  querer deitar no sofá, deixar a chuva cair incessantemente lá fora, e o mundo parecer reduzir-se a dois corpos, a dois seres que se deleitam na companhia um do outro, a duas almas que dançam ao som da chuva, embalada pela música que toca cá dentro.

 

Seja qual for o tipo de amor a que nos encontramos presos - pode ser um amor platónico, por aquele ou aquela a quem nunca ousamos dirigir uma palavra, na  viagem diária no metro, aquela tão ansiada viagem que imperceptivelmente, ou não, se tornou o ponto alto do dia. Aquele ou aquela a quem beijamos com o olhar, a quem acariciamos com os nossos pensamentos.

 

Pode ser um amor antigo, o primeiro, quiçá, que nos marcou de tal forma que pensamos jamais poder voltar a sentir o mesmo. Ou outro amor, que não o primeiro, e que nos tenha marcado dessa mesma forma contundente. E aí ficamos, no limbo, presos àquele sentimento.

 

Pode ser um amor que nos arrebatou, assim, sem contar, que nos prendeu  com a doçura das palavras.  Amor que começa com palavras. Amor que já existia antes mesmo dos olhos se encontrarem,  dos lábios se beijarem, das peles se tocarem.

 

Amor. O que será isto do amor? Este sentimento que corrói e enleva.

 

 


publicado por blue258 às 19:20
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Espaço

Uma mala. Imaginemos uma mala. Agora não importa o tamanho. Seja ele qual for, há um espaço. Há a forma correcta - a mais organizada, a mais certinha, seja o que for - de fazer a mala. Não vamos, por exemplo, colocar os frascos de champô e gel de banho, assim, sem mais nem menos, ao lado dos fatos caríssimos. Não, isso não. Para isso serve a bolsa de toilette - é para isso que se destina. Tem lógica, ou não? Claro que tem, era tipo uma pergunta retórica. Tipo, porque não o é propriamente, ou totalmente.

Os sapatos - não vamos colocar os sapatos, nem que sejam Laboutin ou o raio que os parta, ali num ménage  descarado com as sedas do nosso vestuário. Não é propriamente higiénico, e eu diria mais: é uma porcalhice. (Ando com uma escolha de palavras deveras interessante, não haja dúvida. Nenhuma.)

 

Ultrapassadas estas questões mais básicas, põe-se o problema de acomodar a roupa. Temos um espaço finito - que por mais que se desespere não há forma de expandir - e é nesse espaço que temos de acomodar o que pretendemos levar  connosco. Se quisermos levar roupa, mais do que a necessária, acabamos por nos ver forçados a entalar o vestuário, a comprimi-lo, umas peças contra as outras, sem qualquer espaço de manobra, sem permitir a circulação do ar. E convenhamos, tratando-se de fatos caríssimos, merece os devidos cuidados. Da mesma forma, se levarmos pouca roupa, não a acondicionamos devidamente, e isso, também não é nada bom. Vai a roupa andar ali, aos trambolhões, dentro daquela mala tão pouco acolhedora. Não pode ser, é que não pode mesmo. 

Daqui se infere (novamente, uma excelente escolha de vocabulário - mesmo ao nível de trambolhões) que há um número x ideal de peças a levar connosco. Torna-se quase obrigatório - eu já explico este quase - evitar o excesso e o défice. Até aqui, tudo bem, vamos lá ao quase. Digo quase obrigatório porque muitas vezes, se não de quase todas, insistimos em levar a mais, ou a menos, connosco. Se levamos a menos, corremos o risco de não estamos devidamente prevenidos - podemos contar com sol, e levar com chuva -; se levamos a mais, temos que arcar com aquele peso excessivo em cima do lombo (olha agora, que linda escolha de vocabulário).

 

A porra toda (mãe, desculpa, sei bem que não foi esta a educação que me deste) é que acertar com o número certo de peças de vestuário, é fodido. É que é mesmo fodido. E se a isso, lhe juntarmos o número de sapatos que vamos levar... ui, aí é que a coisa se torna ainda mais fodida. E os sacos? As carteiras? Esta condiz com aqueles sapatos, aquela com os outros, preciso desta para usar com as botas, etc, etc. Estamos fodidos. É o que vos digo. Fodidos. É que esta treta do espaço, pode até parecer que não, mas é muito importante.

 

 

P.S. Nunca é demais relembrar: vem aí o meu aniversário. Já sabem: mala rígida Samsonite.  Não importa a cor. De bom tamanho. Shock resistant, se houver.

 


publicado por blue258 às 01:01
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Bagagem de mão

Estão a ver, quando temos de viajar de avião,  uma viagem qualquer de poucos dias, e levamos apenas uma mala pequena - ok, impossível, poucos dias corresponderia a uma mala de tamanho considerável -, leia-se, quando temos de ir e voltar no mesmo dia - e só levamos bagagem de mão? Não há, portanto, necessidade de despachar a bagagem - evitam-se perdas de tempo, o risco da bagagem ser extraviada, etc. Levamo-la connosco. Vamos ao café, mala atrás. Casa de banho, idem; corredor do avião, etc, etc.  - o raio da mala, vai sempre atrás! Uma chatice. Um inconveniente. Pois na vida, passa-se exactamente o mesmo. Todos nós temos esta bagagem de mão, e quer se queira quer não, anda sempre atrás de nós.

 

E a porra da coisa, é que teimamos em continuar a sobrecarregar o raio da mala com coisas supérfluas. Quando damos por ela, estoura, como se vomitasse, e aí, só aí, é que nos apercebemos de toda a merda que tínhamos guardado lá dentro. É cotão, bilhetes de concertos, embalagens vazias de uma gordura polinsaturada qualquer, mais cotão, e um sem número de outras coisas, que não nos fazem falta nenhuma, mas que a dada altura, por acharmos que mereciam ser guardadas dentro da mala, ou por não termos  um caixote de lixo mesmo ali ao pé, resolvemos enfiar lá para dentro. Estupidez. Da mais profunda. Para além de ocuparmos o espaço que deveria estar disponível para coisas novas, importantes, e até interessantes, sujamos o forro do interior da mala, emporcalhámos aquilo tudo e desrespeitamos as letras da marca, que se repetiam na seda do forro.

 

Eu estou a precisar de um conjunto de viagem novo. Digo-vos isto assim, porque até estou. E daqui a poucos meses é o meu aniversário. Por isso, a minha marca preferida é a Samsonite. Não importa a  cor. Das rígidas - muito importante - convém não esquecer. Das rígidas. Aquelas que parecem suportar o mau trato abusivo das companhias aéreas. 

 

 


publicado por blue258 às 00:31
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

"Os homens são como os aviões"

Isto de estar em casa, engripada, levou-me a limpar a caixa de correio electrónico. O que forçosamente, me levou a ver os emails que lá tinha à espera. Encontrei este, entre outros, que confesso, contribuíram para a animação de ontem. Este, em especial, fez-me lembrar uma teoria, uma daquelas minhas, a qual pareço defender desde sempre. Eu sempre disse que uma mulher deveria andar com um homem mais novo. Pelas ilações óbvias que daqui se podem retirar.

Não é que eu o faça, ou procure fazer, nada disso, mas sempre o defendi. Tudo bem que nós, quando somos novas, temos a tendência de ter interesse por homens mais velhos. Isso é ponto assente. Com o passar dos anos, essa tendência vai atenuando, ou não.  Muitas vezes, mantém-se. Também há o caso de se voltar a ter esse interesse, quando nos aparece um charmoso como o George Clooney (ou melhor) pelo caminho. Quando isso acontece, dá-se um click. E pode suceder-vos o mesmo que a mim: recordo uma ida ao shopping, na altura do Natal, em que bastava ver um homem charmoso, estilo George Clooney, de perfil, de costas, ou até de frente, para ficar com um sorriso parvo nos lábios a olhar para ele. Mas o sorriso, o meu, devia ser delicioso (ou estava de tal forma a dar  bandeira), que muitos deles me retribuíram o sorriso.

 

Os meninos que me desculpem - isto é mais a título de brincadeira, ok? E claro, há sempre excepções, boas excepções! E as meninas, leiam bem, estas coisas têm sempre muito de verdade!


OS HOMENS SÃO COMO OS AVIÕES!

O Homem, até os 20 anos:     Avião de Papel.
Faz apenas vôos rápidos, de curto alcance e duração.

O Homem, Dos 20 aos 30:     Caça Militar

Sempre a postos, 7 dias por semana. Ataca qualquer objectivo. Capaz de executar várias missões, mesmo quando separadas por curtos intervalos de tempo.

Dos 30 aos 40:    Avião Comercial de vôos internacionais

Opera em horário regular. Destinos de alto nível. Vôos longos, com raros sobressaltos. A clientela chega com grande expectativa e, no final, sai cansada mas satisfeita.

Dos 40 aos 50:    Avião Comercial de vôos regionais

Mantém horários regulares. Destinos bastante conhecidos e rotineiros. Nem sempre descola no horário previsto o  que provoca mudanças e adaptações que irritam a clientela.

Dos 50 aos 60:    Avião de Carga.

Preparação intensa e muito trabalho antes da descolagem. Uma vez no ar, manobra lentamente e proporciona menor conforto durante a viagem. A clientela é composta maioritariamente por "encomendas" já muito viajadas mas ainda sequiosas de ocasionalmente voarem.

Dos 60 aos 70:    Asa Delta.

Exige excelentes condições externas para levantar vôo. Dá um trabalho enorme para descolar e, depois, evita manobras bruscas para não aterrar antes da hora. Após a aterragem, desmonta e guarda o equipamento.

Dos 70 aos 80:  
  Planador.
Só voa eventualmente e com o auxílio de reboque. Repertório de manobras extremamente limitado. Uma vez no chão, precisa de ajuda até para voltar ao hangar.

Após os 80:       Modelo em escala.

Só serve para enfeite. 


 
 

 P.S. Engripada, sim senhor - obrigada pela correcção, Ruim! - gripada, só se pretendesse fazer uma piada qualquer com o facto de.... ah, é melhor não ir por aí ;)

 


publicado por blue258 às 15:21
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Geografia e sentido de orientação

Seria de esperar que os homens, na sua generalidade, pelo menos, tivessem um claro sentido de orientação. Temo confirmar, para vergonha masculina, e desespero feminino, que tal não passa de um mito. Mito. Pura e simplesmente, um mito.

 

Vamos a exemplos práticos:

Decathlon. Maia. 3ª tentativa após um curto período de tempo sem regressar áquela loja , já tão nossa conhecida.

 

 M, pela terceira vez consecutiva, não encontra o caminho. Já anda às voltas. Perdido. Aproximamo-nos de uma bomba de gasolina. Tentando ser uma querida (leia-se, contendo-me de lhe berrar umas verdades) apenas digo: bomba de gasolina e aponto (sim, é feio apontar, eu sei). O que eu queria dizer, pura e simplesmente, já todas as mulheres que possam estar a ler, o perceberam, era simplesmente: pára e pergunta.

E o que faz o M? Pára e pergunta? Claro que não. Segue em frente. Homem que é homem, não pergunta direcções. Não. Claro que não. Temem provavelmente ficar sem um pedaço vital da sua masculinidade.

 

A odisseia continua... seguimos em direcção ao Porto, por uma estrada que ambos desconhecíamos... aí não resisto a perguntar: sabes por onde vais? Ao que ele me responde: ah, sim, claro, vamos ao Norteshopping, mas apetece-me ir por aqui. Para ser diferente. (Sem comentário possível aqui.)

Depois de muitos quilómetros - já eu deduzia que íamos desembarcar no centro do Porto, sim, é que eles, nem geografia, nem calcular distâncias - reconheço onde estávamos: perto do local onde um querido qualquer se encantou com o meu auto-rádio, e tal foi o encanto que o decidiu levar  com ele. Toca a indicar-lhe o caminho em direcção à Boavista, e depois seguir em direcção ao shopping.

 

E isto, no país que conhecemos. Numa terra por onde já passamos inúmeras vezes. E lá fora?

 Recordo-me, por exemplo, de San Sebástian (País Basco) - não fosse o meu sentido de orientação, não voltaríamos sequer a dormir no mesmo hotel - what the hell? Nem conseguiríamos regressar ao hotel após o primeiro passeio pela cidade!

 Pontos Cardeais: Norte Sul Este Oeste. Simples. Exactos. Será assim tão complicado?

 Meninos com GPS no carro: não vale... é batota ;) Se bem que , muitos, mesmo com GPS  acabam por se perder. Bravo para os que, mesmo assim, conseguem chegar  ao destino. Sózinhos.

 

Vejamos agora, outra vertente da geografia, a chamada geografia mais a sul.

Imaginemos um homem habituado a percorrer os montes e vales. Ao qual é facilitado o acesso à bela paisagem. Homem que tem a liberdade para percorrer a seu bel-prazer,  as  linhas, cada curva... e mesmo assim, acaba por se desviar dos pontos cruciais. Só vos posso dizer: lastimável. Imperdoável. Falta de tacto? Sinceramente, não sei.

Não são obrigados a conhecer o percurso? Barafustam já os homens, protestando. É um facto, não são obrigados a conhecê-lo logo à partida. Mas tratando-se de um percurso habitual, que já deveria ser familiar, bem,  a verdade é que isso não abona muito em vosso favor, certo?

Acabamos por ter de lhes indicar o caminho. Temos de ser o co-piloto. Estar ali, atentas às curvas e contra-curvas... nossas e deles. O que os salva de cair na lama, é aparecer um, entre muitos ou poucos, que dispensa o guia turístico, e sabe facilmente encontrar os pontos de referência mais cruciais. É o que os salva. Da vergonha total.

 

E agora, lembrei-me de outra... mas esta era só para vos contar ao ouvido... é que o sentido de orientação não lhes é inato... como poderíamos pensar (nós, e até eles); e não deixa de ser curioso, visto eles gostarem de brinquedos grandes, aviões, por exemplo, falemos de aviões, e muitas vezes temos de ser nós, mulheres,  a tomar o controlo do avião nas nossas mãos e aterrar o aparelho suavemente na pista. Ou não.

 

 

 


publicado por blue258 às 16:50
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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Ainda... os homens...

 

São os homens que mais nos fazem sofrer que nos marcam mais. São os homens que nos conseguem magoar, que nos fazem SENTIR de verdade.  E isto, meninas, é uma realidade. Não me perguntem porquê, pois eu também me pergunto o mesmo.

Não percebo se é ao magoar-nos que fazem com que nos sintamos verdadeiramente vivas - não sei. Não sei se é o que despertam em nós que lhes dá o poder de nos magoarem, de nos ferirem. Não sei se é esse tipo de amor que é assim. Não sei. Não sei se só esse tipo provoca esses sentimentos. Ou basta amar, amar intensamente dessa forma? Porque só quando amamos mesmo é que sentimos a dor que nos podem causar. Será isso?

 

É essa força incontrolável que faz com que pessoas atirem ao ar, assim sem mais nem menos, uma relação de anos - uma vida em conjunto, planos, projectos - pergunto-me é se muitas vezes, as coisas já não estariam bem à partida. Mas, geralmente, as pessoas deixam-se estar, deixam-se levar. A não ser que apareça algo assim. Algo que as arrebate. Algo que as faça sentir de novo. Sentir o amor. Sentir a elas próprias.

Sentir os extremos. Mexer com elas. Agitá-las bruscamente. Virar-lhes a vida ao contrário.

Será isso amor? Será mesmo amor? Ou será apenas paixão - a paixão é tórrida, intensa. Será apenas isso? Será apenas um arrebatamento? Passageiro. Se se fugir dela, será que acaba por passar? Será que nos conseguimos esquivar? Será que devemos?

 

Pode correr bem, e ser a escolha certa, e ao fazê-lo, escolher a felicidade.

E pode correr mal, e deitar-se tudo a perder. Assim, num abrir e fechar de olhos. Deitar a perder a felicidade que já tínhamos. E tínhamos e não sabíamos? Ou esquecemos?

 

Se bem que é uma força do outro mundo, se bem que nos apanha desprevenidos, se bem que quando damos por ela, já estamos envolvidos, isso não é desculpa, pois não? Não pode ser desculpa. É que não pode mesmo.

 

 

 

 


publicado por blue258 às 23:53
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Tipos de homens

 

 

Ok meninas, os últimos acontecimentos, deram largas à imaginação. Vamos lá falar de homens. Bom tema, não?

Se bem que têm o dom de nos infernizar a vida, em alguns momentos, a verdade, é que não passamos sem eles, certo?

Por vezes, acho que seria o ideal, mas depois, pronto, há coisas... que fazem falta. Pensem o que quiserem. Quanto mais não seja, isso. Sim, o que estão a pensar.

 

Ora, na realidade, os homens não são todos iguais. Não. Pensem lá no que quiserem ;)

A verdade é que há tipos de homens - como há de mulheres. Não gosto muito de generalizar, mas a verdade é essa.

 

 

Hoje, falo aqui apenas de dois tipos, sim, dois, que são os que tenho algum conhecimento de causa. Não é muito, não, eu sei. Mas basta para me partir a cabeça. Oh, se basta.

 

Primeiro tipo: aquele que mexe connosco - que nos arrebata - que nos faz sentir a força incontrolável do amor.

 

É bom, não haja dúvida que é. Quem quiser sentir o que é amar de corpo e alma, é com um destes.

O defeito é que são capazes de nos fazer sentir com a mesma intensidade qualquer tipo de sentimento - seja amor, raiva ou até ódio.

Esse é que é o defeito. Ao fim de alguns anos, torna-se desgastante - física e psicologicamente. Entra-se num círculo vicioso: zanga, faz amor, zanga, faz amor novamente. Escusado será dizer que o make up sex com este tipo é do melhor que há. Oh, se é.

 

Mas vidinha amorosa estável e sem precalços, não é com este tipo definitivamente.

 

 

Segundo tipo: aquele que é carinhoso - que nos põe em primeiro lugar - para o qual a nossa felicidade parece ser o mais importante.

 

Pois, este é fiável - até certo ponto, claro, os homens, lá no fundo, são mesmo todos iguais - é seguro, é estável. Alguém com quem se pode contar, que está sempre lá para o que for preciso, que está sempre lá para nós. Isto é muito importante. Não é?

Corremos é o risco de esquecer, ou não lembrar, que este, é melhor do que o outro tipo - sem dúvida - e de sentirmos saudade do arrebatamento que o outro tipo nos dá. Tem solução: deixá-los arrebatar-nos de vez em quando - também o sabem fazer, e bem. Oh, se sabem.

 

Não contem é com make up sex  deste tipo. Aviso-vos desde já. Também, não se pode ter tudo, não é?

 

 

 

 

P.S.  E não, não ando a ter make up sex. Isso já lá vai.

       E não, não ando a ter os dois tipos ao mesmo tempo  (credo, isto soa tão  mal , foi mal pensado, mas é da hora) -  e isto, é uma achega para as mentes pérfidas que andam por aí.

      Ironicamente, ou não, tive o primeiro tipo, primeiro, e agora, tenho o segundo tipo. Better this way than the other way around!

 

 


publicado por blue258 às 00:38
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Homens e mulheres

 

Na sequência de me ter andado a dedicar à exportação das minhas teorias para o blog aqui ao lado, dei por mim a relê-las. E não pude deixar de sorrir. Coisas, enfim, que nem vale  a pena explicar. Coisas minhas. Mas isso tem-me feito pensar nelas (nas teorias), e por esse mesmo motivo, andam já outras a fervilhar.   

 

O contacto com outros seres da blogosfera - reparem, contacto; pensamos que não há, mas há - e as circunstâncias actuais - e porque tudo muda na vida, certo, as tais mudanças inerentes - levaram-me a ver muita coisa, e para falar verdade, ajudaram-me a crescer e a compreender as coisas de outra forma.

 

 Nós, mulheres e homens, ou homens e mulheres, não somos assim tão diferentes. No que respeita ao amor, claro. 

 

Ambos os sexos amam. Lutam. Conquistam. São conquistados. 

Ambos os sexos sofrem aquando da ausência desse amor.

Desfazem-se em pedacinhos. Quebram.

Deitam-se no chão com o olhar fixo no que ficou despedaçado.

Passam dias, semanas, meses (e até anos, posso ousar dizer) ali, a olhar para os cacos do coraçãozinho.

Os dias que passam apenas por ter de passar. A vida lá fora que se ri de nós. O nosso mundo desfeito em ruínas.

Mas, finalmente, lá é chegado o dia, de recolher os pedacinhos. De os tentar colar.

E tenta-se. Mas é difícil. Faltam pedaços. E convenhamos, o que fica colado nunca volta a ser igual ao original - as marcas estão sempre lá. Sempre.

Mas cola-se. E é um passo. É o primeiro passo. Depois é o da coragem. Sim, coragem para nos reerguermos com o coração ainda debilitado, ainda naquele estado. Coragem para voltar a amar. Coragem para voltar a ser amado.

 

Não é tudo escuro, não é tudo negro. Não. Se amarmos de novo e esse amor for grande e forte - as marcas, as cicatrizes começam a ser cobertas por um velo, progressivamente camufladas - camufladas pois continuam lá, visíveis, tão visíveis e aí permanecem -  mas chegará a altura, em que não esquecemos que as temos, porque tal, francamente não será possível, mas quase que já não recordamos a guerra em que foram feitas.

 

 

Porque eles, os homens, partem-nos o coração.

E nós, mulheres.... partimos o deles.

 

 

 

 

 

Mas shiuuuu, eu não disse nada...

 

 

 


publicado por blue258 às 14:14
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Relações - Prazo de validade

 

 Pergunto-me se as relações terão validade - se chega a data em que a relação deixa de funcionar, porque é assim mesmo - terá efectivamente um prazo de validade, e findo esse prazo, obrigatoriamente a relação estará no fim.

Ou, será que somos nós que temos esse prazo - seremos nós a ter um prazo para cada pessoa que entra na nossa vida? Será que quando se perde o interesse, ou se sente que ali já não há nada, é porque o prazo atingiu a data limite?

 

Por vezes, tentamos, mesmo após o prazo terminado, prolongar a sua duração - o que, apesar dos esforços, se revela infrutífero. Teria nesse caso a relação chegado inevitavelmente ao fim? Ou fomos nós que deixamos de querer, que deixamos de nos preocupar, que deixamos esmorecer o sentimento?

 

Sim, porque numa relação, seja ela de amor ou amizade - a amizade nada mais é do que uma variante do amor - tem de haver entrega, partilha, esforço conjunto.

Tudo bem que, com o tempo, é mais do que natural que a relação se altere - também nós mudamos, certo? 

 

 

O que inevitavelmente, me leva à questão do "para sempre". Quando o dizemos - isto quem diz, eu já não digo estas coisas - não duvido que seja sentido, naquele momento. Mas os momentos sucedem-se uns aos outros, a Terra não pára de girar. Nunca.

 

E o que acontece a esses "para sempre"? Se quando se deixa de querer, esse para sempre se reduz a nada, se desfaz em pó, quando outrora se erguia tipo montanha orgulhosa insuflada pelo sentimento?

 Sentimento. Tudo se reduz ao sentimento. Se há sentimento, há essas promessas de "para sempre", há esses "amo-te acima de tudo" esses "és o meu mundo". Se o sentimento não estiver presente - não há nada para se dizer.

Mas de que valem estas promessas - se nada são mais do que ar? Sim, ar. Porque se comparáveis à força brutal de um géiser quando proferidas, tão facilmente se esvanecem, e desaparecem sem deixar rasto.

 

Acabamos por duvidar de nós próprios - terão elas existido?

De que é que isso interessa - se não forem cumpridas, perdem todo o valor - tal e qual como as notas e moedas fora de circulação - deixam de ter um valor efectivo - passam a ter valor apenas para os coleccionadores, e para quem é dado a sentimentalismos. Sim, quem também gosta de guardar as coisas, mesmo quando já não têm utilidade nenhuma.

 

É o que nós fazemos em relação ao amor. Sem tirar nem pôr. E o engraçado é que funciona da mesma forma para homens e mulheres. Quando queremos, agarramo-nos, lutamos, não baixamos os braços.

 Há uma das partes que se agarra, que tenta fazer com que funcione, pelos dois - e há uma parte que quer largar. Quem é deixado para trás, sofre sempre. Quem parte, geralmente tem interesses novos - daí que não deva perder muito tempo a pensar no que ficou para trás.

 

Mudamos. Com o bom e com o mau. Mudamos. De qualquer forma. De alguma forma.

O problema é quando um sente e o outro já não sente. Um deixa, e o outro é deixado. O ideal seria os dois deixarem simultaneamente - na mesma e exacta medida.

 

Quanto a mim, os anos mostraram-me que o ideal numa relação seria nunca se perguntar: o que sentes por mim? Porque, convenhamos, se se tem de perguntar, das duas uma, ou não se está muito atento, ou já se sabe bem... que a resposta poderá ser a que não queremos.

 

Acabo a pensar que o ideal poderá passar por: aproveita o que te dou, usufrui da minha companhia, ama-me sempre que puderes... mas não me perguntes nada.  Ama-me. Apenas isso. Ama-me.

 

 

 

 

 


publicado por blue258 às 10:07
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