Sábado, 22 de Junho de 2013

Afinal, estou em casa.

É hora de fazer o pequeno-almoço para mim e para o meu coração.

 

música: New York, New York - Cat Power

publicado por blue258 às 10:27
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Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Celebration is in order :)

O blogue fez anos em Março. Quatro anos. Quatro. Parabéns azuis a todos os que ajudaram a fazer deste blog aquilo que ele é. Aquilo que ele continua a ser.  Este blog guarda pedacinhos, pedacinhos meus e vossos. Pedaços que ficam. Sempre.

 

E hoje, o meu devagarinho delicioso faz anos. Parabéns a ele, e a mim, que procuro da mais pequena forma que seja alegrar-lhe o dia e adoçar-lhe a vida. Porque é isso que importa. Que a vida seja doce.

 

*
*imagem retirada da net

publicado por blue258 às 23:06
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

...

Três da tarde. Penso em enviar-te uma mensagem: tomamos café logo? Vejo-me disposta a fazer 60 km* para tomar café contigo. 60 km. Só para tomar café contigo.  Internem-me, vá. Eu deixo.

 

 

 

 

 

 

* Ia daqui à lua, se fosse preciso.


publicado por blue258 às 15:19
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Happiness hit her like a bullet in the head

 

 

Adivinhem quem é que se baldou às aulas de manhã, e andou a passear por Braga? Quem? :)

 

 


publicado por blue258 às 14:55
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

...

 

 

— Tenho de te dizer. Não devia, se calhar não devia dizer nada, mas tenho de o dizer. Nunca pensei que conseguíssemos ficar numa boa. Sair só os dois, outra vez, e... (mas não era ele que dizia que tinhamos porque tinhamos de conseguir manter a amizade?)

— Não devias dizer mesmo nada. Nem sequer devias tocar no assunto.

— Mas eu acho que sim, que devo, que devemos e podemos falar. E que vamos acabar por voltar a falar disto mais vezes... (teimoso, és um teimoso, raios! Tão parecido comigo...).

 

 

— Ai... esta música não... (Parados em frente a casa dele, não o vejo com pressa de sair do carro. Desligo o motor e ficamos ali a conversar. Pouco depois, começa a tocar aquela música, aquela, aquela...)

— Sim, esta música sim. Em que te faz pensar? A mim faz-me lembrar de ti.

— E a mim? Em quem achas tu que me faz pensar?... Em ti, em ti, em ti.

— Era o que eu pensava. Só queria confirmar.

— :)

— :)

 

 

— Lembras-te de me teres perguntado porque é que te mostrei esta música naquela noite?

— Lembro-me de não me teres respondido.

— Naquele momento não respondi, porque pensava não saber a resposta. Mas sabia. Depois fui para casa a pensar no que me perguntaste, e bateu-me assim de repente. Pode ser que um dia to venha a dizer. Um dia... Ou nunca.

— Tu és impecável.

— Sou? Obrigada. :)

— És, quando dizes um dia. Na parte do nunca, estragas tudo.

— :)) (Eu sou terrível. Aguenta.)

 


publicado por blue258 às 23:19
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Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

...

Tu aprendes todos os dias, certo? Portanto, nada melhor do que te deixares ir, e viveres um dia de cada vez. A saída de sábado foi surreal, foi, mas terá sido isso mesmo que fez com que eu nem pensasse uma única vez em ti. E tinha-te mesmo ali ao meu lado. E tu falas, tratas e preocupas-te comigo da mesma forma. E tudo parece ser como antes. Parece, porque não o é propriamente. Mas está lá perto.

 

 

 

 

P.S. E o truque é não sairmos só os dois. Acho que esse é o truque. Depois, é só juntar-lhe umas noites como a de sábado, em que nem um nano-segundo tenho disponível para pensar seja no que for.

Eu sou boa a fazer controlo de danos. E tu és bom a controlar os ânimos. Desde cedo que te achei muito parecido comigo. Manténs a cabeça fria no meio da confusão. Manténs-te sóbrio, no meio da embriaguez. E há uma lucidez que nos segura a todos no meio da loucura.

 

 


publicado por blue258 às 02:29
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Sábado, 4 de Dezembro de 2010

Lareira, vinho alentejano e boa companhia

E perceber que, afinal, fui eu a primeira a aprender algo. As primeiras três horas passei-as bem. A partir de um determinado momento, culpa do alentejano, digo eu, infiltravam-se no meu pensamento imagens que eu tentava bloquear à força toda. Meu amigo, a investida americana ao Japão na segunda grande guerra, deu-se na minha cabeça. Porque, meu amigo, a partir de determinado momento, o esforço colossal que eu tive de fazer para controlar o que queria, para me controlar, lançou-me um uppercut traidor que quase me leva ao tapete. Percebi não ser capaz de o suportar. Pensei logo em me cortar. Às saídas, à amizade, a tudo. Pensei mesmo: a partir de hoje, corto. Com tudo. Pode ser que um dia regresse. Ao que restar. De mim. De ti. Do nós que nunca foi. Ou foi. Num momento qualquer em que paraste o tempo.

 

 

E hoje, hoje, tiro as luvas e atiro-as ao chão. Não luto mais. Percebi que estava a lutar contra mim mesma. Desferia socos certeiros a mim própria. E os meus golpes doem-me. Deixam-me dorida de uma forma que se sente de dentro para fora. E esta é a forma que mais dói.

 

Atiro as luvas ao tapete. Não luto mais. Raio de coração que se mete em cada uma! E sim, a culpa é do coração. Do coração que é parvo.


publicado por blue258 às 15:05
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

...

«Esse sorriso, esse brilho no olhar, não engana ninguém... Eu já não te via há muito tempo, e nota-se: olha para ti, esse sorriso, olha para isso, e esse brilho no olhar que ofusca de uma maneira... o gajo só não percebe se for parvo.»

 

 

 

 

 

 

P.S. Foi mais ou menos assim, não foi, meu amigo?


publicado por blue258 às 23:34
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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

Da possessividade de algo que não é teu. Que não é de ninguém.

Há uma diferença incontornável entre o que tu falas e o que tu fazes. Os teus gestos traem-te. As tuas atitudes revelam o que sentes. As tuas palavras denunciam sentimentos escondidos. O teu olhar... o teu olhar é o  único que não procura esconder. Que não consegue esconder.

 

 

Ontem aprendemos alguma coisa. Ou estamos a caminho de aprender. Mas vais ter de me explicar muito bem aquela cena. Se conseguires.


publicado por blue258 às 23:26
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Das carruagens paradas. Dos sentimentos cristalizados numa gota de orvalho.

O amanhecer junto à carruagem. Os passos aparentemente seguros e determinados, na erva molhada, no caminho de areia. Passos aparentemente seguros e determinados. Os meus e os teus. Aparente. Porque será que connosco tudo parece ser aparente?

A determinação que pareciam ganhar os meus passos, quando fugiam dos teus. Determinação aparente. Somente aparente. Lembro-me de estarmos a dez metros de distância um do outro. E tão perto. Tão perto. De tão perto que estávamos, sorriste. Ou terá sido pela figura que fazíamos? Ou... por ser tão evidente que eu fugia?

Um frente a frente impiedoso. Porque deixou a dor, a dor, a nu. Incrivelmente visível. Porque se via, porque se sentia, como se sente na pele quente o frio da gota de orvalho que acaba de cair da árvore despida. Porque se vê, porque se sente, como se sente na alma a clareza atordoante da manhã que parecemos não querer receber.





You don't move slow
Taking steps in my directions
The sound resounds, echo
Does it lesson your affection
No





publicado por blue258 às 22:04
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Faithfulness

"Fool you are. People ain't no good."

Cair a primeira vez é ingenuidade. A segunda talvez seja fé. Mas a terceira sem dúvida que é estupidez.
  
Ana, no Tudo o que tenho cá dentro

 

 

 

 

 

Tinha lido isto, e da cabeça não me saiu durante todo o fim de semana. Tanto, que resolvi procurar onde o tinha lido. E é isto mesmo, é. E vamos ver no que isto dá. Quer-me parecer que ambos vamos aprender alguma coisa. Muita, muita coisa mesmo. 

 

 

 

 

 

Faithfulness, distracts me from my ever changing tastefulness. My mouth upon the richest tongues, I run for this, static at the same time by it all. Common sense can slap me in the face, and yet I calm disent, embarrassed by your obvious indifference, disgusted at the same time by it all watching as my ego breaks your fall.

Don't you know that I've been running from your heart and I feel like you've been running too. Don't you know that I've been lying from the start and I feel like you've been lying too.
Leave you now, can't convince myself that you're the one somehow to free me from this smile I call my loneliness. Stuck inside this need to feel complete, now I've left you standing on your feet.

Don't you know that I've been running from your heart and I feel like you've been running too. Don't you know that I've been lying from the start and I feel like you've been lying too.
Faithfulness is just a little rule we break... still pretending lust was just a fool, we faked, we made...

 

 

 

 

 


publicado por blue258 às 21:55
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Da sexta que se fez sábado*

Da saída de sexta. Das horas tardias a que não nos deitamos. Do alvorecer resiliente que entrava pelas janelas. Do almoço que se prolongou pela tarde. Do regressar a casa para jantar com as famílias. Das oito da noite de sábado. Um novo recorde, pensei eu.

 

Do muito que há para dizer. Do que fica por escrever. Do nada. Do tudo.

 

 

I’m like a soldier with no cause to fight. Playing with bar boys to test you just right. I watch your features, I check for a sign... of some kind of failure, then I feel sublime. Now I know I have to live without you... I can only bend so far. Guess it’s time to make some moves... without you. Now you’ve gone and trashed my heart.

 

*Nem todas as sextas se fazem sábado da mesma forma... mas eu já percebi que contigo, contigo, o tempo deixa de existir. As horas vergam sob um poder misterioso qualquer que pareces deter. Os minutos deixam de contar. Os segundos deixam de existir. Não sei como o fazes, só sei que o fazes. É assim sempre que estou contigo. Sempre.


publicado por blue258 às 12:54
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

E esta música és tu

 

 

Wake up look me in the eyes again
I need to feel your hand upon my face
Words can be like knives
They can cut you open
And the silence surrounds you
and hunts you
I think I might’ve inhaled you
I could feel you behind my eyes
You gotten into my bloodstream
I could feel you floating in me


publicado por blue258 às 16:06
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Meu devagarinho delicioso,

Eu, que por vezes pareço ter o dom da palavra, e disserto sobre qualquer outro tema, quando respondo aos teus emails, parecem-me faltar as palavras. Pareço poupá-las, como se fossem preciosas. Raras, tão raras. E não percebo porquê. 

 

 


publicado por blue258 às 20:50
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Dos clicks

Dizes que não estás à procura de nada (de ninguém). Aliás, passas os últimos meses a repeti-lo aos amigos mais próximos: não quero ninguém nos próximos tempos, não quero ninguém. Quero estar sozinha, quero poder ser eu. Eu. Quero um tempo para mim, dizes tu. E acreditas no que dizes, sabes que é verdade, sabes ser aquilo que precisas, aquilo que queres, mesmo que aos olhos dos outros possa parecer estranho. Mas é o que queres. É o que sentes. Correu-te mal, ou não - porque estas coisas não correm mal, são como são, e com tudo o que vives, aprendes - aquilo de seguir o coração.

 

— ... 

— Segui o meu coração até aqui. Segui o meu coração até ti. 

— E por isso vales ouro.

— ...

 

Se naquele momento me pareceu bater de frente num beco sem saída, pouco depois compreendi que nada na vida são becos sem saída. São encruzilhadas, isso sim. Entroncamentos, diria eu. Tens um tempo para te deixar estar, indecisa/o sobre o rumo a tomar, duvidas sobre qual será o próximo passo a dar. Demoras o teu tempo, o tempo que é sempre teu, apenas teu. E a dada altura, dás por ti a caminhar, a seguir em frente. Porque é inevitável seguir em frente. Por mais que isso te custe. Por mais que... ainda te lembres. O raio do coração não te deixa esquecer tão facilmente. Não. É parvo, quantas vezes o disse eu? O coração é parvo.

 

Ainda há dias pensava eu: este blogue já foi pele, paixão e... tu. Porque foi. Escrevi as coisas mais lindas,  ditadas pelo coração. Senti. Orgulho-me delas. Orgulho-me de ti. De mim. De teres aparecido na minha vida. Porque foste importante. És. Tanto. Mas a vida continua, e eu deixei-me levar, empurrada pela inevitabilidade das coisas. Estava numa fase em que não queria que me falassem em seguir o coração, em deixar falar o coração, estava, confesso que estava. Mas o coração prega-nos partidas. Oh se prega. E aqui entram os clicks. Pois é. Os clicks.

 

Os clicks são como que sopros no coração - fazem-te sentir uma fraqueza estranha imiscuída na força que sentes, que sabes sentir - e são um problema, oh se são. Podes estar determinada/o em não os querer, mas eles dão-se sem sequer pedir a tua permissão. Podes lutar contra eles, dizer que nem pensar, que não queres, mas quando se dá o click, não há volta a dar. Está lá, e é como se tivesse aberto uma janela no coração quando havias decidido fechar a porta. Fechado para obras. Era o letreiro que inconscientemente pensavas ter pendurado à porta. Mas esqueces-te que não mandas no coração. E que o coração é parvo.

 

 

 

 

 

Dás por ti a ter que lidar com algo que dizias não querer. Começas por querer esconder, até negar, mas tu sabes como estas coisas funcionam. Chegas a um ponto em que por mais que tentes, não o consegues ocultar. E esta história toda ainda se torna mais complicada quando do outro lado, também se dá o click. Porque deduzo que pudesses sentir um click e do outro lado não ser correspondida/o, o que tornaria as coisas muito mais simples. Pensas tu. E nisto dos clicks, também entram os sinais. Os sinais que procuras evitar e que mesmo assim não consegues controlar. E o que é que tu fazes? Tentas mostrar algo que não corresponde à verdade, iludir o que sentes, e que ainda nem sequer sabes bem o que é, e cuja dimensão ainda desconheces por completo. Confundes a pessoa que está do outro lado. E recebes os mesmos sinais trocados de volta. Porra que o coração é mesmo parvo! Pensas até estar destreinada/o destas coisas - e se calhar, na verdade, até estás. Mas não estamos sempre?

 

Mas quando há algo, não há como negar. Nem como esconder. Quem está de fora, percebe, percebe aquilo que queres esconder, ou que ainda te negas a aceitar. E tu vês-te envolvida/o. Resistes. Mas acabas por te deixar que te envolvam ainda mais. Mas como o coração é parvo, e parecemos sempre novatos nestas coisas do coração, temos medo. Damos um passo para logo depois darmos dois atrás. E disso eu não gosto. Sou controlada. Muito. Demais. Até um ponto. Gosto de saber com o que posso contar. E não gosto nada de me ver assim envolvida. Que é bom, é. Mas até certo ponto. Quando se assume, quando o colocas em palavras, cruza-se uma linha, e todo e qualquer retrocesso que eu me veja obrigada a fazer depois, incomoda-me. E muito. Acabo a pensar em que deviam existir uns requerimentos quaisquer em que se pudesse pedir o impedimento destes clicks. Porque não estava mesmo nada à espera. Porque não os procurava. Mas isto serve para aprender que estás sujeita/o. Ao que te dita o coração. E depois? Depois dás por ti a ter de fazer controlo de danos. Vá lá que sou perita nisso.

 

 

E o que decides fazer? Deixar-te ir. Viver um dia de cada vez. Não ter expectativas. De nada. De ninguém. Viver a tua vida, seres tu própria/o e esperar que o coração não te volte a pregar partidas tão cedo. Porque lá no fundo, não estás à procura de nada. Mas compreendes que mesmo que não procures, mesmo que tentes caminhar pela berma da estrada, estás sujeita/o a embates. A atropelamentos.

 

 


publicado por blue258 às 14:05
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