Terça-feira, 1 de Janeiro de 2019

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publicado por blue258 às 23:28
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

Dos abraços

Na semana passada, dei o melhor dos meus abraços. Acho que em todos estes anos nunca abracei daquela forma - que nunca me dei daquela forma; tão intensa, tão completa, tão eu - e que foi a primeira vez em que vi a intensidade do meu abraço ser devolvida na mesma medida. Talvez não fosse pelo melhor motivo - o falecimento de um familiar - ou talvez tenha sido no exacto momento em que mais era necessário.

Eu não era capaz de transmitir por palavras que lhes percebia o sofrimento, ou que o intuía (nunca sou numa situação destas), mas que estava ali, que toda a minha força era para eles. E dos vários abraços que dei, os mais memoráveis foram o que dei ao meu primo predilecto e à minha prima mais nova que também adoro.

Não sei se foi por achar que numa situação daquelas não teriam, com o coração a sofrer, a força sequer para receber o meu abraço quanto mais para mo devolverem na mesma medida. Mas assim foi. Abracei-os com todo o meu amor, com todo o meu ser, e eles abraçaram-me com a mesma intensidade  e demoramo-nos naquele abraço sem pensar em todas as outras pessoas que estavam presentes porque nada mais importava naquele momento a não ser o nosso abraço. 

Percebi depois como isso me marcou. Já tive e tenho 2 ou 3 abraços memoráveis na minha vida que nunca vou esquecer. Estes abraços - que são aqueles abraços -  ficam marcados de forma indelével no meu coração.

Só lamento andarmos tão ocupados no dia-a-dia que acabamos por não abraçar as pessoas desta forma só porque sim. Porque as queremos, porque fazem parte da nossa vida, porque nos completam.  Porque essa é a verdade. Se fazem parte da nossa vida, é porque nos completam. Se nos completam, fazem parte de nós. Quando as encontramos, porque não abraça-las desta forma para que o elo que existe entre nós nunca se apague, nunca esmoreça? Porque um abraço destes é eterno. É um abraço entre almas. E estes, nem a morte consegue apagar.


publicado por blue258 às 00:01
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018

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Ultimamente tenho pensado muito em ti. Não sei se é por estarmos próximos do Natal; seja o que for, a verdade é que me fez voltar aqui e escrever sobre (para) ti. Não é que pense sequer em voltar a reatar a amizade  - até porque isso não seria possível - mas não, não é isso. Continuo a lamentar que uma amizade como a nossa se tenha esfumado assim, do nada e para o nada. Sempre senti que a nossa amizade era especial; havia um profundo entendimento, uma empatia natural e uma química, bem, que química. Sempre disse que era má jogada misturar as águas; mais vale uma amizade longa e duradoura do que deixarmo-nos levar pelo arrebatamento e acabar por perder um bom amigo. 

E eu que sempre disse isso mesmo, eu que te disse isso mesmo, cedi às tentativas incessantes de derrubar os meus altos muros  e deixei-te entrar. Não vale a pena aqui falar de quem errou, de quem fez ou não fez o quê. Tudo isso é passado e está arrumadinho na sua devida caixa e guardado lá bem ao fundo de um canto qualquer da memória. Mas a verdade é que ultimamente tenho pensado muito em ti.

Não sei se terá porventura a ver com a música que ando a ouvir. Partilhamos o mesmo gosto; gostamos das mesmas bandas, ouvimos tantas vezes juntos. E, como me lembrei de ti, ao ouvir o que tenho andado a ouvir, torna-se difícil esquecer que me lembrei de ti. E o resto vem por acréscimo. E num ciclo deveras vicioso. Daí estar agora a escrever num blogue que já tinha dado por encerrado. 

Entretanto já criei outro blogue; escrevi o meu primeiro post. Percebi que o registo, este registo, aquele registo do qual eu me queria distanciar se mantém. Pensei que talvez ainda não fosse o momento certo. Não está ainda em mim mudar o registo. Quando estiver em mim, serei capaz de o fazer sem me sentir presa. Daí ter optado por voltar aqui. Não digo que, secretamente, espere que ainda te lembres de que eu tinha um blogue e que possas passar eventualmente por cá, e se o fizeres, poderás ler o que escrevi para ti (ou será para mim?). Se não vieres, também não importa.

E já que estou numa de confidências, posso confessar que eu de vez em quando ainda te pesquiso no Facebook; só para saber se estás vivo. Se estás bem. Se és feliz. Se sorris. Entro, dou uma espreitadela, e saio tão sorrateiramente como entrei. É  vantagem do perfil público, sabias? E já que estamos a falar de redes sociais, deixa-me dizer-te que me deste um trabalhinho do caraças quando resolvi remover a tua amizade de tudo aquilo que (ainda) nos ligava. Percebi que era parvoíce quando, tempos depois, ainda te encontrei no Spotify. Aí disse, merda, não é que depois de tudo, ainda me esqueci de o remover daqui? Mas deixei ficar. Porque percebi que era estupidez remover uma pessoa de tudo quanto é sítio, um desperdício de tempo, quando era tão mais simples ignorar. 

Se calhar é mesmo do Natal que se aproxima - a razão pela qual ultimamente me tenho lembrado de ti -  porque tive, a dada altura, a vontade de te desejar um feliz natal. É claro que se vai ficar só pela vontade. Não poderia ser de outra forma. Mas é curioso ter-me lembrado de, neste Natal, te enviar uma mensagem. E se calhar é isso que me incomoda. Daí tentar dar-lhe uma forma. Ao quê, não sei. Porquê... porque ultimamente tenho pensado muito em ti. 

E, para finalizar, esta música que anda a tocar em repeat. Podia ser outra qualquer; mas por acaso é esta. E agora, está na hora de mudar de faixa.


publicado por blue258 às 18:20
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Sábado, 31 de Março de 2018

Crónica de uma morte anunciada

Não, não venho aqui falar do livro de Gabriel Garcia Marquez. Não tenho lido grande coisa o que é típico meu nos primeiros meses do ano - percebi isso graças ao registo que fui fazendo dos livros lidos no blogue - e aprendi a aceitar(-me). Tenho mantido o blogue porque lá está, sou daquele tipo de pessoas que gosta de guardar tudo mesmo que já não lhe faça falta.

Faltava-me a inspiração para escrever e no entanto, sentia a necessidade de um registo diferente. Este ano aprendi que devemos libertar-nos daquilo que já não precisamos para fazermos espaço para algo novo. E deixar o Blue258 é isso mesmo: fazer espaço para criar um blogue novo. Não consigo sequer expressar em meras palavras o meu agradecimento a quem me acompanhou neste percurso e a quem me ajudou a crescer. Porque as histórias (e estórias) partilhadas são pedacinhos nossos. E eu por aqui deixei tantos pedacinhos de mim e levo tanto comigo. Tanto.

Levo daqui amizades. Portos de abrigo. Sorrisos. Lágrimas engolidas por rios tempestuosos porque sim, essas também fazem parte da vida.

Relembro hoje a razão que me impeliu a começar este blogue, a necessidade que sentia de pôr cá para fora aquilo que me atormentava cá dentro. Problemas da vida dos outros que pelo simples facto de as nossas vidas se entrelaçarem em dado momento, a tempestade quando chega, atormenta-nos a todos. Mas hoje decido partir por mim. 

Para explicar melhor o post anterior: despedi-me do meu emprego. Estava a adorar, é um facto, era excelente no que fazia e os elogios de hóspedes e parceiros era (e é) prova disso. Mas quando o nosso sucesso é difícil de engolir para a entidade empregadora, rapidamente percebemos que há ali um problema. Como a entidade empregadora não ia mudar, mudei eu. Não estás bem, muda-te. E foi o que eu fiz.

Temos de fechar portas para abrir janelas.

Se custa? Claro que custa. Mas sei que não há nada como sentir aquela sensação de alívio, o peso que retiramos dos ombros com uma simples decisão. 

Tal como fiz no meu último emprego, quis deixar a "casa" arrumada e pretendo fazer o mesmo por aqui. 

O meu agradecimento a todos os que fizeram da viagem do Blue258 uma viagem tão memorável e em especial à incrível equipa do Sapo e ao nosso amigo verde, o Sapinho.

Isto não é um adeus, é um até já.

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publicado por blue258 às 23:05
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Quinta-feira, 1 de Março de 2018

Hoje foi o dia

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publicado por blue258 às 23:31
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2017

Where’s the light I used to know?

I won’t keep watching you
Dance around in your smoke
And flicker out
You’re not the light I used to know
I don’t believe in safety nets
Strung below that make it alright
To let go
You gotta hold on

 

música: Slip - Elliot Moss

publicado por blue258 às 23:43
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Segunda-feira, 12 de Junho de 2017

Maio

Costumo dizer que não somos nós que escolhemos os livros que lemos; são eles que nos escolhem a nós. Agora dou por mim a pensar que também escolhem a altura em que os lemos. Comprei este livro (já não sei bem quando) e tinha-o ali, à espera. Maio foi o mês (cada vez mais acredito que tudo tem uma altura e um lugar).

Sempre que leio a crítica de um livro, sei que pode ser "interessante", "profundo" e até "tocante" porque são os adjectivos mais utilizados e comuns na nossa língua. São o que são e desempenham a sua função e repetem-se em inúmeras críticas aos mais diversos livros. Esta foi a primeira vez em que li algo verdadeiramente profundo. Este é o livro.

 

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publicado por blue258 às 21:55
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Segunda-feira, 24 de Abril de 2017

And I'll do it a thousand times again

You're broken down and tired Of living life on a merry-go-round And you can't find the fighter But I see it in you so we gonna walk it out And move mountains We gonna walk it out And move mountains

And I'll rise up I'll rise like the day I'll rise up I'll rise unafraid I'll rise up And I'll do it a thousand times again
And I'll rise up High like the waves I'll rise up In spite of the ache I'll rise up And I'll do it a thousand times again

música: Rise Up - Andra Day

publicado por blue258 às 14:29
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Domingo, 23 de Abril de 2017

Abril

845 páginas de puro deleite entre a escuridão e a luz.

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Estava eu quase na recta final deste livro (na luta entre o querer saber o destino das personagens e o protelar o final do livro), quando dei pela minha inocência a perguntar se caso se pedisse com muito jeitinho ao autor ele acederia a escrever mais uns quantos livros desta saga. Carlos Ruiz Zafón, encanta-nos, prende-nos ao seu imaginário e faz-nos apaixonar pelas suas personagens. Se até aqui eu já era fã dos Sempere, de Fermín e de David Martín, então agora com Alicia e Vargas (dupla que tanto me fez lembrar Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist de Stieg Larsson), só me resta mesmo ler as restantes obras do autor.

 

 


publicado por blue258 às 21:07
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«Às nove em ponto, as ruas do centro de Barcelona estavam enfeitadas para o grande dia dos livros na esperança de que as turvas profecias não assustassem os apaixonados, os leitores e todos os distraídos que, desde 1930, todos os anos se reuniam sem falhar no dia 23 de Abril para celebrar aquela que era, na opinião de Fermín, a melhor festa do universo conhecido.»

                                  Carlos Ruiz Zafón, O Labirinto dos Espíritos


publicado por blue258 às 21:02
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Diz que é dia mundial do livro

E assim passou a tarde. 

 

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 Legenda da última foto: Oh, deixa de ler um bocadinho e atira o pau mais uma vez


publicado por blue258 às 18:45
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2017

Só porque sim

Vinha eu aqui escrever que em Março não li absolutamente livro algum, fosse ele de que género fosse; mais uma data de coisas com e sem sentido para os demais mortais quando começa a tocar esta música:

 

E os teus dedos como que perdem a determinação que traziam. Afinal, não era assim tão importante o que tinhas para dizer. Fica para outro dia. Só porque sim.

música: Oh Wonder - White Blood

publicado por blue258 às 22:12
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Sexta-feira, 7 de Abril de 2017

Para ti, enquanto não dou à costa.

I watch the water rising The waves that washed away my crown I lit or managed the fire And felt it burn the whole way down

The lights were out on housestep, and empty streets portrayed the sound Of leaves and stones held singing, the head we held still holds us down

But all the smoke still breathing From ashes from beneath our feet Our hopes still long forgotten, and grass still grows where once lay streets

The house that keeps our secrets, the fall before our humble steps These walls like arms embrace us, the door we smash to get back in

We will run back home Cause we're still running back home The noctuous heart beats loudest, the old and steady and content Our painful clocks unwinding, we came we saw we left.

We will run back home Cause we're still running back home And we will run back home Cause we're still running back home

 

Porque é isto mesmo. Rumo a casa. Num caminho que é só meu. 

 

 

música: Jens Kuross - We Will Run
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publicado por blue258 às 21:52
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017

Fevereiro

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publicado por blue258 às 23:56
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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

Janeiro

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 E cada vez mais encantada com este autor. Segue-se O Labirinto dos Espíritos para completar a tetralogia iniciada com A Sombra do Vento.


publicado por blue258 às 23:32
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