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Blue 258

Blue 258

Espaço

21
Jan10

Uma mala. Imaginemos uma mala. Agora não importa o tamanho. Seja ele qual for, há um espaço. Há a forma correcta - a mais organizada, a mais certinha, seja o que for - de fazer a mala. Não vamos, por exemplo, colocar os frascos de champô e gel de banho, assim, sem mais nem menos, ao lado dos fatos caríssimos. Não, isso não. Para isso serve a bolsa de toilette - é para isso que se destina. Tem lógica, ou não? Claro que tem, era tipo uma pergunta retórica. Tipo, porque não o é propriamente, ou totalmente.

Os sapatos - não vamos colocar os sapatos, nem que sejam Laboutin ou o raio que os parta, ali num ménage  descarado com as sedas do nosso vestuário. Não é propriamente higiénico, e eu diria mais: é uma porcalhice. (Ando com uma escolha de palavras deveras interessante, não haja dúvida. Nenhuma.)

 

Ultrapassadas estas questões mais básicas, põe-se o problema de acomodar a roupa. Temos um espaço finito - que por mais que se desespere não há forma de expandir - e é nesse espaço que temos de acomodar o que pretendemos levar  connosco. Se quisermos levar roupa, mais do que a necessária, acabamos por nos ver forçados a entalar o vestuário, a comprimi-lo, umas peças contra as outras, sem qualquer espaço de manobra, sem permitir a circulação do ar. E convenhamos, tratando-se de fatos caríssimos, merece os devidos cuidados. Da mesma forma, se levarmos pouca roupa, não a acondicionamos devidamente, e isso, também não é nada bom. Vai a roupa andar ali, aos trambolhões, dentro daquela mala tão pouco acolhedora. Não pode ser, é que não pode mesmo. 

Daqui se infere (novamente, uma excelente escolha de vocabulário - mesmo ao nível de trambolhões) que há um número x ideal de peças a levar connosco. Torna-se quase obrigatório - eu já explico este quase - evitar o excesso e o défice. Até aqui, tudo bem, vamos lá ao quase. Digo quase obrigatório porque muitas vezes, se não de quase todas, insistimos em levar a mais, ou a menos, connosco. Se levamos a menos, corremos o risco de não estamos devidamente prevenidos - podemos contar com sol, e levar com chuva -; se levamos a mais, temos que arcar com aquele peso excessivo em cima do lombo (olha agora, que linda escolha de vocabulário).

 

A porra toda (mãe, desculpa, sei bem que não foi esta a educação que me deste) é que acertar com o número certo de peças de vestuário, é fodido. É que é mesmo fodido. E se a isso, lhe juntarmos o número de sapatos que vamos levar... ui, aí é que a coisa se torna ainda mais fodida. E os sacos? As carteiras? Esta condiz com aqueles sapatos, aquela com os outros, preciso desta para usar com as botas, etc, etc. Estamos fodidos. É o que vos digo. Fodidos. É que esta treta do espaço, pode até parecer que não, mas é muito importante.

 

 

P.S. Nunca é demais relembrar: vem aí o meu aniversário. Já sabem: mala rígida Samsonite.  Não importa a cor. De bom tamanho. Shock resistant, se houver.

 

8 comentários

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    blue258 22.01.2010

    :)) és tão prática, Samy...
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    S 25.01.2010

    lol, ter sido maria-rapaz até aos 14/15anos ajudou bastante...
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    blue258 25.01.2010

    eu também fui uma maria-rapaz jeitosa ;)
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    S 25.01.2010

    Eu era do piorio, até tenho pena da minha mãe pelo que aguentou, só a quantidade de vezes que vi a morte à frente...
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    blue258 25.01.2010

    a sério? eu não era tanto assim...
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    S 25.01.2010

    Eu era por demais, em todos os aspectos, até no desporto, houve uma altura em que a minha semana era 2ªfeira, ingl~es, 3ªfeira atelectismo, 4ª futebol, 5ªfeira basket, 6ªfeira futebo, e fim de semanas jogos, lol...
    EU trepava árvores, andava de bicleta por todo o lado, não parava queita e depois via a morte à frente com as minhas asneiras...
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    blue258 25.01.2010

    Bem, eu também trepava árvores, andava de bicicleta por todo o lado, andava por cima de muros e tal... mas nunca apanhei grandes sustos, pelo menos isso!
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