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Blue 258

Blue 258

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"Amo-te Pedro"

24
Mai09

Atentem às aspas: não sou eu que o digo. Não tenho um Pedro na minha vida, tenho o meu mais-que-tudo, e só, e é tudo quanto basta.

Esta declaração de amor, pode encontrar-se nada mais, nada menos do que numa casa de banho das senhoras do NorteShopping.

 

Sim, leram bem. Ora, não é por nada, nem tem a ver com o danificar propriedade alheia que até é crime. Por outro lado, quem nunca escreveu nas portas das casas de banho das estações de serviço, das discotecas, dos bares, e até nas mesas dos cafés? Ok. Você nunca o fez. Muito bem. Parabéns.

Eu tenho de admitir que talvez o tenha feito, alegadamente, e saliente-se este alegadamente, numa porta de uma qualquer casa de banho, numa dessas viagens de estudo que fazemos no secundário. Tinha sido para os lados de Lisboa - ou Leiria talvez; a minha memória faz-me alusão à Batalha, já não sei bem. Ah, e com a minha amiga S - que saudades - o que é feito de ti?

 

Não pretendo julgar, nem muito menos criticar. A questão que me tem atribulado o pensamento, foi a mesma que me fez escrever este post: ó miúda, não seria melhor enviar-lhe uma sms, um mail, ou até declarares-te num blog aqui do Sapo?

 

É que o que eu não percebo, é em que situação é que ele poderia, tomar conhecimento dessa paixão, pronto, digamos, esbarrar com a tua declaração de amor, tão prontamente rabiscada nessa divisória de contraplacado de um dos wcs de uma das muitas casas de banho de senhoras, saliente-se o senhoras. Hã? Hã? Quem me puder esclarecer, faça o favor.

 

Mães e filhas

22
Mai09

É certo que durante a infância mães e filhas se dão lindamente, ou pelo menos, como as agruras da vida o vão permitindo. Não podemos negar que é tudo muito bonito: vestidinhos, bonecas, miminhos - a mãe é a nossa figura de referência: é como ela que queremos ser, acreditamos que nos vai sempre proteger, amar acima de tudo e de todos (e é o que fazem, sempre - ou pelo menos tentam, não esquecendo que agem da forma que é para elas a mais correcta).

 

Só que chegada a altura dos namoros, o amor que nos tem e o medo injustificado de perder o amor que nós lhes temos de volta, tolda-lhes o juízo. Porque será assim tão difícil perceberem que não vão perder o nosso amor? Que o que ocorre é pura e simplesmente um desviar das atenções? Que amor temos muito para dar - e que a quota delas ninguém a tira? Para além do mais, elas já deviam saber que de namorado podemos trocar, de mãe, nunca!

 

Pergunto-me como vou eu ser como mãe: igual ou pior? Esse é o meu medo.

 

Inconscientemente, pelo menos defendo eu, procuram exercer o seu poder: não podes sair, não podes namorar, e é não porque eu digo não.

Tradução: quero guardar-te dentro de uma caixinha, e nunca, mas nunca te perder. Ora nós, as filhas, teimosas e seguras de nós, batemos o pé e procuramos abrir caminho a toda a força pelo mundo que há a descobrir. Sem falar que, estando apaixonadas, e tratando-se logo do primeiro amor, inflama-nos uma força que não nos deixa esmorecer.

 

Lançamo-nos então na batalha: quem ganhou? Ninguém. Perdemos as duas.

 

 

 

 

 

Twilight

21
Mai09

 

Finalmente vi o filme - sim.

 

Mas atenção: teenagers malucas que criam blogs a torto e a direito sobre o filme/actores/e tudo o mais que se lhe relaciona - este blog não é assim. Já tinha tomado conhecimento deste fenómeno estranho/ou não assim tão estranho com os 1001 blogs dos Tokio Hotel - isso sim pandemia generalizada.

 

 Mas pronto. Eu até compreendo. Vamos deixar as teenagers sonhar. Enquanto sonham com os actores, não fazem outras coisas - digo eu. A culpa é dos homens, claro está. É sempre dos homens. Como não podia deixar de ser. Deviam compreender que a nós, mulheres, nos falta algo - algo que eles não nos proporcionam - aceder a um mundo de fantasia.

 Recordem que em miúdas brincávamos ao faz-de-conta, com os peluches, com as nossas bonecas, depois com a Barbie e o Ken, fazíamos café, chá, bolos imaginários. Agora crescemos, e tivemos de largar as bonecas - arranjem-nos outra coisa. Ou até nem é preciso - nós arranjamos. Precisamos é da comparência do sexo masculino. ( Ai que acho que isto não saiu bem - ou sou eu que já vejo malícia em tudo?)

 

 Adiante, que o post é sobre o Twilight. Sempre gostei da ideia romantizada do vampiro - da ideia de viver para sempre. E convenhamos, a ideia de um borracho vir devagarinho, e com jeitinho dar uns beijinhos gelados no pescoço, e finalmente morder... e o sangue docemente a fluir...ai que deve ser mesmo muito bom! Mas pronto, eu tenho esse fetiche - no meu caso compreende-se que imagine gostar.

 

Vamos então voltar ao filme: soube-me como um aperitivozinho - a pouco. Até foi bom, mas soube-me a pouco, muito pouco. Valeu-lhe o pedacinho residual de teenager que ainda tenho em mim. Só que já sou crescida - portanto já não me chega. Queria o Twilight2 logo de seguida. ( Ui que isto continua a não me agradar - não sei se me sai bem o que quero dizer, ou por outra até sai.) 

 

E como o novo filme - New Moon - só em Novembro - e como já comprei o livro (para confirmar se este é um daqueles casos em que a obra perde na adaptação para o cinema) - decidi comprar o segundo livro da saga também (quero saber como continua a história, e nem pensar que aguento até Novembro sem saber - a minha curiosidade não o permite.) 

 

A minha apreciação: não foi mau - estava à espera de melhor - achei pouco - queria mais - o argumento quase que me parecia fraquinho (mas quem sou eu?).

 

 

P.S. O facto de me dar vontade de mais, digo, o facto de querer saber o que acontece a seguir - deve valer alguma coisa, não?

 

 

Favoritos

20
Mai09

Ok - parem lá com isso se faz favor. A minha lista de favoritos já tem um kilómetro. Portanto que se acabe a sopa dos blogs. Todas as semanas adiciono 4 ou 5. Não pode ser. Não pode continuar. Fora os destaques, os amigos dos amigos dos amigos, e as minhas leituras que agora têm um novo apontador - descobrir o blog desse ou dessa que me despertou curiosidade - tenho uma lista de favoritos a roçar o infinito. Começo a pensar: porque é que me meti nisto?

 

Ainda por cima, hoje fiquei toda invejosa: VIANAnoCASTELO (e não Viana do Castelo como está no destaque) com um template giríssimo que me fez corar de vergonha porque ainda não me dei ao trabalho de fazer o meu! E Durex+Alt+Delete com cada teoria de meter as minhas no saco! Parabéns a vocês - é bem merecido o destaque - e só prova que há tanta coisa boa por aí. 

 

 

 

Príncipes Encantados

18
Mai09

Já desde o post sobre os problemas do coração, e também por ter ouvido falar por aí em príncipes encantados, que me tenho lembrado recorrentemente desta minha teoria. Obviamente que não pretendo falar aqui do príncipe que beijou a Branca de Neve, nem de qualquer outro que se lhe assemelhe, isso não.

Vou tratar desses príncipes dos nossos sonhos, ou das nossas fantasias, que a bem dizer é a mesma coisa, desses príncipes de carne e osso, sejam eles o Brad Pitt (quase todas deliram com ele), o Leonardo Dicrapio (para gostos mais jovens) ou o Johnny Depp (sei que muitas adoram). Menciono estes, como poderia muito bem mencionar outro qualquer actor, modelo, músico, desportista, etc, etc. Fica também ao vosso critério. E gosto pessoal.

 

Eu, muito pessoalmente, gosto (é verdade), do Brad Pitt - agora ainda mais do que quando era mais novito - por incrível que pareça, também gostava do Leonardo mesmo naquela fase em que ainda era jovem - lembram-se de The Beach/A Praia? Pois aquele ar de ai-eu-sou-tão-bom-e-doce põe-me maluca. Johnny Depp - só às vezes, mas sei que tantas deliram com este bad boy.  Adoro o Heath Ledger -  quando era mais novita tinha queda pelo Richard Gere - lembram-se de Pretty Woman? - e sempre gostei do George Clooney - charme a rodos.

 

Vejam o cúmulo então: essa ideia que deles fazemos, vai sendo construída com as personagens que eles próprios interpretam nos filmes - como se não bastasse a vida de glamour e aquela capa daquilo que lhes convém aparentar por serem figuras públicas - e pelo bem da sua popularidade - que se traduz num melhor cachet e mais papéis - acabam por ser as personagens que eles interpretem que nos cativam. Estou agora a lembrar-me de Tom Cruise nos Ases Indomáveis - ui ui! - e do Richard Gere no filme Oficial e Cavalheiro - quem não deseja um cavalheiro assim na sua vida?

Apaixonamo-nos pelos heróis, pelos médicos que salvam vidas, pelos polícias corajosos - digam lá que o Bruce Willis não tinha o seu charme no Assalto ao Arranha-Céus e sequelas; digam lá que o caricato do Dr. House não tem o seu charme?

 

Já viram que o que nos cativa é essa ideia que formamos na nossa mente? Também sei e compreendo que de certa forma são escapes - quando não temos na nossa vida um destes, nada nos impede de usarmos a nossa imaginação - pelo menos nesses momentos são nossos.

 

Agora o que eu defendo é que, por exemplo, adoraria ter o Bublé - a cantar baixinho ao meu ouvido, imaginam a delícia? Só que pensemos por um momento, que ele era do tipo de mexer nos meus livros - o que não tem problema nenhum, à partida - e depois, não os voltava a colocar exactamente como eu, digamos obssessivamente, os arrumo - cada coisa tem o seu sítio - ora isso já não ia dar. Imaginemos por um momento que alguma vez o universo coordenava as coisas de modo a que nos conhecêssemos e a que ele me achasse piada - daí a começarmos a sair, a ele dispender toda a sua energia e atenção para me conquistar - e vai daí que acabava por ter que lhe dar com os pés porque há coisas que não tolero. Ok. Estou a extrapolar - but I'm trying to make a point here - por favor, acompanhem-me.

 

Pensem sempre naquelas coisas que já nos irritam nos nossos homens, e lembrem-se que eles são iguaizinhos. O problema é que podem ser bem piores.

 

Vem daí, nós também não somos propriamente a Angelina Jolie (que inveja!), pois não? 

 

O que eu pretendo dizer, é que temos de olhar para os príncipes que andam por aí, bem perto de nós - podem até nem ser o Brad Pitt, mas de vez em quando até nos abrem a porta para passar, podem não cantar como o Bublé, mas de vez em quando também nos dizem coisas bem doces ao ouvido.

 

Moral da história: príncipe encantado é aquele que nos trata bem, aquele que se preocupa com o nosso bem estar, com a nossa felicidade. Se tivermos isto, teremos então encontrado o nosso príncipe encantado.

 

 

 

P.S. E já ouviram aquela: Príncipe Encantado só há um e está na cama com a Cinderela!