Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blue 258

Blue 258

Happy New Year!

31
Dez09

 Podia agora divagar, mas não o vou fazer. Apenas vos quero desejar a todos um bom ano - 2010 - que seja um ano de força, coragem, convicção. Que seja um ano pleno de felicidade e alegria.

 

 

E agora, uma musiquinha, como não podia deixar de ser. Death Cab For Cutie - um grupo do qual nem todos gostam - but that is the fucking point - é para quem gosta ;)

 

 


I wish the world was flat like the old days
Then i could travel just by folding a map
No more airplanes, or speed trains, or freeways
There'd be no distance that could hold us back.

There'd be no distance that could hold us back

So this is the new year

 

What do you see?

30
Dez09


Enemy of mine, I'll fuck you like the devil. Violent inside, beautiful and evil. I'm a ghost. Your an angel. One that was saved... just remains of an age.

Lost in a day dream, what do you see? If looking for Jesus, get on your knees!

Enemy of mine, I'm just a stranger in a strange land. Running out of time, better go, go, go! Angel or a demon, it came from my soul, I'm guilty of treason, a vaticans son. Tonight...

Angels coming... everybody run... everybody run
You wanna live forever tonight... gonna live forever. Tonight...

 

 

Roubadinha ao Joshua ;)

Barcos

29
Dez09

O ser humano é como um barco. Começamos pequeninos, e esperamos um dia chegar ao nível daquelas embarcações de grande porte. Aquelas que se aguentam sozinhas,  cruzam os mares dias a fio, parecem não temer o desconhecido.

Começamos por navegar ao lado dos pais, embarcações maiores, que nos auxiliam - mas não convém estar sempre perto deles - também eles provocam ondulação, e corremos o risco, de mesmo assim, meter água, embater contra eles - e partir a nossa embarcaçãozinha.

Temos de navegar sozinhos, embora seja difícil, embora seja um risco. Lá vamos embatendo contra uns calhaus, rachamos aqui, ali, tentamos remendar, e seguimos viagem. Mas a verdade, é que metemos água. Tentamos não deixar o barco afundar - só que, por vezes, há um temporal mais forte, e aí, atrapalhamo-nos... vemos tanta água a entrar no barco, que só pensamos que vamos afundar. No meio da aflição, fazemos um esforço - dentro daquilo que as nossas forças nos permitem - e tentamos tirar a água do barco. Passado o aperto, seguimos viagem. Descuramos os arranjos que o barco necessita.

Pelo mar fora, encontramos outras embarcações. Poderíamos facilmente pedir auxílio, e no entanto, não o fazemos. Compreendo que muitas vezes, poderão não ter interesse em nos ajudar - e também porque cargas d'água haveríamos nós de sobrecarregar os outros com os nossos problemas?

Por vezes até, são as outras embarcações que nos encontram em apuros - aproximam-se e perguntam se precisamos de ajuda - e nós o que fazemos? Dizemos que não, que está tudo bem, tudo sob controle. Quando, na verdade, não está. Pergunto-me se duvidamos das suas boas intenções. Podem ser piratas, salteadores, podem vir com a desculpa de ajudar, quando só querem pilhar o pouco que ainda há para ser pilhado. Roubar o pouco que ainda temos, e depois afundar a embarcação para não deixar rasto, ou deixá-la à deriva.

Teremos nós um problema em confiar? Talvez. Nunca se sabe.

 

 

 

 

#23 Linhas

28
Dez09

 

As gotas de chuva estremecem no vidro da clarabóia. Parecem brotar dos céus como que afastadas de um rio doce e etéreo. Perderam-se do seu curso natural... e beijam agora tudo em que tocam.. Beijam o mar salgado, a areia molhada, o vidro  aparentemente frio, a pedra viva, a madeira quente.

Abro os olhos. Vejo os teus. Castanhos. Brilhantes. Como brilham os teus olhos! Os teus lábios nos meus. A tua língua já balança com a minha. A minha boca, tem o teu sabor... o nosso sabor. Sinto  o teu perfume, o cheiro da tua pele, o teu cheiro no meu corpo - indícios da noite mais doce perdida no meio do temporal. Recordo o meu corpo colado ao teu... recordo saborear a tua pele - como adoro o sabor  da tua pele! -  beijar-te o pescoço, os ombros... perder-me na tua boca... no teu beijo! Não sei se me completas... não sei se me fazes esquecer de mim... ou se, simplesmente, me trazes à superfície. E isso importa?

Envolve-me no teu abraço... faz-me perder no teu beijo... no nosso beijo. Faz-me esquecer o mundo lá fora... envolve-me novamente na doce loucura a que nos entregamos.  Reaviva as marcas desta loucura no meu corpo. Relembra as linhas do meu rosto... desenha os meus lábios... com a ponta dos teus dedos. Dedilha o meu corpo... fazendo ressoar novamente a música... o mel.

 

Pág. 1/9