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Blue 258

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Dia 2

02
Jan10

Segundo dia do novo ano. Chove lá fora. O vento ruge que é uma loucura. Lá me levantei da cama a muito custo. Comi qualquer coisinha. Liguei o pc - quase que me dá uma coisinha má quando vejo a quantidade de emails que tinha para ler (pensei logo que a maluca tinha andado a fazer das dela, mas não, nada disso). Respondi a um comentário ou dois, e a um email - os outros que esperem - hoje não estou em condições. Queria dar uma volta pelos blogues, mas nem para isso tenho disposição.

As mesmas dores de cabeça alucinantes - as mesmas que tive há duas semanas (give or take) - voltaram. Aquela dor de cabeça com que me deito. E a mesma dor de cabeça com que pareço acordar. E o engraçado  (ou estúpido) é que da outra vez atribuí-a ao cansaço, à falta de descanso. Hoje (bem, ontem) compreendi que não é nada do cansaço - é do stress. Estou parva comigo mesma. Garanto-vos. Sempre me considerei forte. Nunca me deixei abater por qualquer coisinha. E no entanto, percebo agora que o corpo apenas procura  traduzir algo que não está bem. Daí a temperatura elevada. Daí sentir o corpo dorido, massacrado. Tal como a cabeça. Onde posso arranjar uma nova? Não fazem trocas?

Resoluções ou as tretas que ficam por resolver

01
Jan10

Dia 1. E que dia. Quer-me parecer que tudo o que ficou por resolver em 2009, quer ser resolvido hoje. Logo hoje. Mas como me disseram, e bem, nós temos o hábito de adiar as coisas: porque é Natal, depois a passagem de ano, um aniversário, mais outro, e as coisas vão-se arrastando.

 

Tratando-se de coisas sérias, importantes, e de coisas insignificantes também! Vamos lá rir-nos um bocadinho... então não é que a maluca volta a atacar, ou comentar, melhor dizendo? Pois é. Está visto que 2010 vai ser o ano dos comentários moderados neste blog.

 

Portanto, vamos lá a recapitular: depois de uma madrugada algo conturbada, depois de uma tarde, um tanto ou quanto difícil, vou, com a parceira de sempre até à praia. Saio do carro, e para segurar a cadela (aproximavam-se outros carros) aproximei-me do banco... e não é que bato em cheio com a canela direita? Porra, como doeu! Isto promete.

 

Páginas de um livro

01
Jan10

 

O ano de 2009 acabou. Acabou. No entanto, não é pelo virar do ano que, como por magia, viram as páginas do livro da vida. Não, não é. Eu sei-o. Vós sabei-lo. Os problemas, as dúvidas, as crises semi-permanentes, continuam cá.  À medida que o burburinho da festa começa a esvanecer, tudo o que passou - que efectivamente ainda não passou - volta a reaparecer nas páginas desse livro... e em letras garrafais.

A vida é como um livro. Imaginemos um livro de contas ao qual é sujeito um balanço nesta altura. Percorrem-se as páginas, relê-se o que foi escrito, refazem-se as contas, procura-se o erro. Ou os erros. Corrigem-se. Da mesma forma, na vida, há coisas que, agora, e olhando para trás, diríamos com toda a certeza que as teríamos feito de outra forma.  Mas a dura realidade é que não podemos voltar atrás. Não podemos corrigir. Podemos, isso sim, ser fiéis a nós próprios a partir deste momento. Fiéis ao que sentimos querer. Ao que desejamos.  Fiéis a nós próprios.

Sempre me considerei uma pessoa correcta. Sincera. Mas se não o tenho sido comigo própria... poderá isso significar que não o tenho sido com os outros? 

 Hoje é o primeiro dia do novo ano. Ano esse que não será mais do que uma simples sucessão de dias. Cabe a nós tornar cada dia especial. Vivê-lo. Saboreá-lo. 

 

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