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Blue 258

Blue 258

Porque há coisas que naquele momento, naquele preciso momento, nos parecem mais do que adequadas*

12
Abr11

 

 Walk to the park and take a minute
Maybe some fresh air will help clear our heads

I have seen way too much this month
These grievances take from us, they take

Been realistic about love
Been optimistic about the weather
But I've been complacent bout us
So maybe it's time

We walk to the park and take a minute
To rewrite the map

 

 

*ontem, no Shiuuuu

Da bipolaridade da vida

12
Abr11

A vida tende a ser bipolar. Verdade. Um pouco de confiança em mim que eu passo já a explicar. A vida tende a ser de extremos. Consegue dar-nos coisas tão boas, para, logo a seguir, nos apresentar o reverso da medalha: coisas igualmente más. Na mesma forma. Na mesma medida. Com a mesma intensidade. É o doce e o amargo elevados ao extremo. E agora, replicais vós: porra, então é bem melhor levar a vida naquele meio termo: nem quente nem frio. Morno, smplesmente morno. E eu digo-vos que não. Digo-vos que isso não é vida nenhuma. É um placebo que muito boa gente se digna a consumir. E eu digo-vos que não. Placebos, não. Vidas mornas, sem sabor, sem sal, sem gargalhadas, sem lágrimas, não. Um grande e redondo não. Chamar-me-eis de extremos. Assumo que sim. Fui brindada com uma vida de extremos. Se custa? Claro que custa. Se a trocava por qualquer outra vida... a minha resposta continua a ser um grande e redondo não. Os momentos em que andamos a pisar as nuvens valem ouro. Mesmo que depois se aterre de cara no chão.

 

 

«Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena»

 

Fernando Pessoa

 

 

Adenda: Gaja, mas que tens andado tu a fazer que há quase 20 dias não escreves no blogue? Tenho andado a viver. Uma vida de extremos.