Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blue 258

Blue 258

Post com os votos de um Feliz Ano Novo

12
Jan12

Não é que não me lembrasse e não tivesse tentado escrever um post no Natal - a net tem destas coisas - mas nunca é tarde para desejar a todos, os que acompanham desde o início, e aqueles que por aqui vão passando, um feliz ano novo.

 

Era a propósito da felicidade que eu me propunha escrever aqui no Natal; nada de transcendente, mas, naquela altura, tive uma epifania. Sim, uma epifania. Talvez em tudo relacionada ou potenciada pela época festiva. Como as epifanias têm toda a importância que lhes é devida, não fossem elas também significado de manifestação ou aparição divina, e o facto de esta me ter surgido numa época que também tem (ou deve ter) o seu quê de especial, não pode permanecer no silêncio. Deve ser partilhada.

 

Quem gosta de nós, procura fazer-nos feliz. Ponto final.

 

Podia agora aprofundar o assunto, tinha até todo o direito de divagar, mas isso seria deturpar a epifania. Porque uma epifania, seja ela qual for, bate-nos  de repente. Ultrapassa os limites da alma sem respeitar os limites de velocidade e qualquer outro código. Rouba descaradamente o lugar de estacionamento de outro qualquer pensamento que se preparava para efectuar as manobras de acomodação num lugarzinho qualquer do pensamento. E pior: sai do carro e põe-se ali, descarada, a olhar para nós em tom de desafio. Percebeste, ou queres que te faça um desenho? E nós, podemos até continuar os passos na calçada e tentar ignorar o ladrão de meia-tigela que nos afronta assim, em pleno dia de compras e outras preocupações, afinal, temos ainda tanto que preparar para a festa, temos que tentar deixar a casa com cheirinho a Natal, com brilho natalício. E prosseguimos. Ou tentamos. Mas inconscientemente, a um nível consciente, aquilo não sai dali. E repete-se continuamente como se fosse uma mensagem qualquer que não conseguimos bloquear ou apagar. Fica ali, a entupir-nos a caixa de mensagens. Assim, como se fossemos um aparelho qualquer daqueles antiquados, que com poucas mensagens nos dá logo o sinal vermelho: caixa de mensagens cheia.

 

Caixa de mensagens cheia. Obriga-nos a ter de ler as mensagens, a apagar o inútil e a guardar o que possa ter alguma importância. Mas bloqueamos. Sim, bloqueamos. Naquela mensagem que está logo ali, em primeiro lugar, a coberto de um manto qualquer de vermelho. Quem gosta de nós, procura fazer-nos  feliz. E nós podemos remoer, mas a mensagem é mesmo aquela e é para ti. Quem gosta de nós, procura fazer-nos feliz. E lá por dentro o teu mundo desmorona um bocadinho. Porque percebeste.  Não foi engano. A mensagem é mesmo para ti. E tu que não gostas nada de desmoronar. Mas percebes. E acabas por crescer. Quem sabe? O que desmoronou podia não ser assim tão forte. Podia mesmo precisar de uma reconstrução. E reconstruindo, tornas-te mais forte.

 

Quem gosta de ti, procura fazer-te feliz. Ponto final, parágrafo.