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Blue 258

Blue 258

"A Margem de Um Corpo de Água"

31
Mai13

Sou água. Sou praia. Sou o sol e o mar. Sou o cristal de areia que o mar desenha na praia. Sou o salgado na tua pele morena. Sou o arrepio do vento na tua pele molhada, o brilho nos teus olhos, o beijo na tua boca.

 

Somos pele, apenas pele. Somos o calor de um abraço perdido nos grãos de uma ampulheta que marca o compasso das ondas e do tempo. Somos a cadência dos elementos. O brilho dourado do sol num mar de prata.

 

Somos a força das ondas. Intemporais.

 

 

As ondas serpenteiam num avanço sem fim, numa praia que se deixa rendida.  O mar, esse, não se rende, nunca se rende, não se quer render de indomável que é. Mas deixa-se perder e encantar. 

O luar ilumina agora a praia, que é o teu abraço. E eu sou cada cristal salgado na tua pele. Cada gota de água. Sou a tua pele. O teu abraço.


E eu sorrio, embalada pelas cadência das ondas que é o teu amor. 




*




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Este é um desafios mais interessantes que alguma vez encontrei na blogosfera: descrevam como seria a vossa margem - de um rio, um lago, o mar (tudo o que possa ter água) - tentando descrever cada pormenor, cada detalhe, presenteando o leitor com cor, aroma e sentimento.  Aqui a Blue não planeou nada, as palavras perspiraram gentilmente das pontas dos dedos e conduziram à praia, ao mar, ao abraço das peles salgadas. 


O desafio partiu da Bruna e eu não resisto a pedir que o levem e o façam, porque vale sempre a pena ler. E eu quero ler as vossas margens! Tenho em mim uma obrigatoriedade que me move a nomear a minha querida mvm - porque água me lembra sempre o rio e eu me lembro sempre de ti :) Passo o desafio à minha doce Dani, a uma Estrela brilhante, à  Sam, à Sara e à Droky Maria**. 



 * imagem retirada da internet


**(umas falta encontrá-las, outras, avisá-las) A Maggie, a Maria e a izzie parecem ter os blogues de férias -.-

Anna Karenina

20
Mai13

Finalmente, vi o filme (versão 2012). O meu Jude Law, perfeito no papel do conde Alexei Alexandrovich Karenin.

 

O filme desenrola-se como se uma peça de teatro fora, entrelaçando as cenas e tecendo a teia do amor trágico num pano de fundo leve e solto, tornando-o deveras agradável. Surpreende pela leveza, portanto. Pela graça, pela originalidade. Aconselho vivamente. O livro e o filme.

 

Sempre defendi que se deviam ler os livros primeiro, sempre e acima de tudo, tendo comigo a ideia de que o filme não poderia ser mais do que uma desilusão. Nem sempre são. Cada vez mais são um prazer e a encarnação quase perfeita das personagens que antes viviam apenas no papel. Confesso que a minha opinião tem vindo a mudar e com ela a forma de ler. Vejo nos filmes o convite perfeito para a leitura. Portanto, para quem ainda não leu, porque não ver o filme e depois, quem sabe, não resisitir a ler a obra de Tolstoi. 

 

 

Porque dias de chuva...

17
Mai13

São perfeitos para nos instalarmos no sofá com um bom livro, é hoje mesmo que aqui promovo esta Campanha de Incentivo à Leitura.

 

As regras são:

 

1. Indicar 10 blogs para receberem o Selo (é proibido apenas deixar para quem quiser pegar sem indicar 10 blogs)

2. Avisar os blogs escolhidos

3. Colocar a Imagem no Blog para apoiar a Campanha

 

4. Responder à pergunta: Qual Livro Indicaria Para alguém Começar a Ler?


Como as regras são para ser infrigidas,  e esta campanha pode e deve ser partilhada por todos, fica aqui à disposição de quem por cá passar e quiser levar. Pontos 1, 2 e 3 feitos.
Quanto a livros, e porque eu acredito que são muitas vezes os livros que nos escolhem a nós, e não o contrário, a minha vontade é a de vos guiar em direcção aos clássicos. Qualquer clássico da literatura é um bom livro para se começar a ler.
 O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë marcou-me de tal forma que sinto ter sido a partir desse momento que a Literatura entrou  verdadeiramente na minha vida. Posso deixar-vos também a nota para Anna Karenina de Leo Tolstoi e para Lolita de Nabokov. Lêem-se bem e é o curso da história que nos leva página após página até perdermos a noção do tempo e do espaço. E não é isto mesmo que um bom livro faz?
Porque  não guiar-vos através de Os Maias de Eça de Queirós? E Pessoa? Fernando Pessoa é um mundo.
Eu, que sou eu, não poderia deixar de vos falar de Pearl S. Buck, Prémio Nobel da Literatura e aconselhar-vos Terra Bendita, Os Filhos de Wang-Lu e Casa Dividida (só para provar que isto das trilogias não é de agora).
Aproveito a deixa para nos transportar para a literatura contemporânea com José Luís Peixoto, Pedro Paixão e Pedro Mexia, não podendo deixar de fora o fenómeno japonês: Haruki Murakami.
Para terminar e só porque não pretendo ser maçadora, tenho de vos falar naqueles livros que marcam a vida ou que a revolucionam (o que vai dar no mesmo): Papillon de Henri Charrière (marcante), Sexus de Henri Miller (nu e cru) e Henry & June de Anaïs Nin (tocante e verdadeiro mas a quilómetros do piegas).

The Great Gatsby

16
Mai13

 

 

Um clássico da literatura. Romance de F. Scott Fitzgerald ao som de uma banda sonora do mais delicioso que pode haver: Lana Del Rey, Florence And The Machine, The XX, Sia, Jack White e muitos mais. Do mesmo produtor de Romeo + Juliet e Moulin Rouge (bandas sonoras memoráveis das quais me orgulho de possuir os originais). Escusado será dizer que este já ganhou o lugar na lista dos meus favoritos. Estreia hoje.


P.S. Com Leonardo Dicaprio e Tobey Maguire. Querem mais motivos para ver? A não perder!