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Blue 258

Blue 258

Livros e tecnicalidades

14
Jun14

Eu sei que tinha dito que não havia feiras do livro para mim, que não podia comprar mais livros, que isto e aquilo. Eu sei. Mas eu continuo sem poder comprar mais livros, isso não mudou, o que mudou foi uma tecnicalidade: eu posso comprar mais livros desde que estejam a bom preço e desde que sejam de um dos meus autores de eleição. Ou qualquer livro da minha booklist a um preço incrível. 

 

Feira do Livro de Lisboa

12
Jun14

Estar a mais de 300 km de Lisboa, significa que não é assim tão simples quanto eu desejaria dar uma voltinha pela feira do livro e aproveitar os belíssimos descontos da hora H (de segunda a quinta-feira, das 22h30 às 23h30, livros a metade do preço - sim, leram bem - 50% desconto).

Mas como quem tem amigos tem tudo, 4 livros de Murakami, compradinhos na hora H, já com o meu nome, não tarda nada serão entregues em mão cá no Norte. Quem tem amigos tem mesmo tudo.

Estes quatro meninos, em breve, juntar-se-ão aos outros, numa das minhas shelfies preferidas :)

 

 

A minha Phalaeanopsis

10
Jun14

Presente de aniversário que surgiu numa altura em que eu me propunha à derradeira tentativa de ter uma orquídea de interior. A minha história com as orquídeas é longa e curiosa: acho que nunca tive uma que fosse minha, mas a partir de uma dada altura era o que eu oferecia à minha mãe no aniversário dela, no dia da mãe, ou em qualquer outra ocasião.

 

Portanto, isto só quer dizer que lá em casa já tivemos muitas, e ao contrário do que acontece com os afortunados, as nossas morriam sempre. Sempre. Poderíamos já ter mais de 20 (30 ou 40) orquídeas de interior lá por casa, mas tal não se verifica. Por vezes, em vez de lhe oferecer uma orquídea de interior, optava por lhe oferecer uma de exterior - e essas sim, proliferam a olhos vistos! Serão mais resistentes? Talvez. Mas a verdade é que qualquer planta de interior tem os dias contados lá em casa. Porque será?

Na altura em que comprei a stevia para ter no meu jardim-varanda, comprei outra para levar para casa: quando a vi há dois fins-de-semana, nem queria acreditar que aquilo que eu estava a ver era a stevia que eu tinha oferecido à minha mãe.

 

Voltemos à minha  Phalaeanopsis, oferecida pela minha grande amiga de longa data, a G. Depois de saber que eu me propunha a comprar uma, prontificou-se logo a ser ela a oferecer-ma no meu aniversário. 

 

Regra geral, as orquídeas podem e devem manter-se nos vasos originais quando as trazemos para casa. Podem manter-se assim durante dois anos, altura em que é aconselhável mudá-las de vaso. No entanto, e como já puderam perceber, isto nunca resultou muito bem comigo.  

Portanto o que fiz desta vez foi transplantar logo a orquídea para um vaso maior: coloquei argila no fundo do vaso para escoamento, depois o substrato próprio e a orquídea mantendo-a no vaso em que veio. Acondiciono então tudo na terra, coloco mais um pouco de substrato por cima,  e tenho o cuidado de regar à volta do vaso original, de forma a molhar apenas a terra que o envolve e deixar que a planta retire daí a humidade que precisa. O resultado foi este:

 

Agora é só ir regando cuidadosamente (evitando encharcar a planta), e, se tudo correr bem, daqui a dois anos voltarei a transplantá-la, aí sim, seguindo os passos referidos no post anterior.

 

Cuidados a ter com as orquídeas

10
Jun14

Desde que me aventurei a ter um mini-jardim na minha varanda, o interesse em ter e saber cuidar das plantas tem aumentado. As ideias proliferam, novos projectos são definidos, reúnem-se informações e dicas, que eu pretendo guardar e partilhar. Para isso serve o blogue.

 

As orquídeas são plantas tropicais, crescem geralmente no abrigo das árvores: gostam de luz (apesar de não directa) e humidade (mas não devem estar ensopadas senão morrem). Quando trazidas para as nossas casas, estes dois critérios são importantes de reter. 

 

 

Passo 1: Quando compramos uma orquídea (e desde que invadiram os nossos hipermercados isto tornou-se mais comum do que possamos pensar) devemos ter o cuidado de, ao escolhê-la, optar por aquelas que apresentam as folhas mais saudáveis; devemos prestar atenção especial às raizes: devem ter cor esverdeada e não devem estar murchas ou secas (mortas). Já me explicaram (quem sabe bem mais do que eu) que tanto as folhas como as raízes se devem apresentar "crocantes".

 

Passo 2: Quando as levamos para casa, podemos manter a orquídea no vaso em que a compramos até ser altura de a mudar - quando perde as flores e a haste seca. 

"As orquídeas floridas devem ser reenvasadas assim que as flores secam. Uma orquídea que está num vaso, passado algum tempo, começa a ter deficiências a nível alimentar. O substrato decompõe-se e fica cada vez mais pobre em nutrientes. Para que a planta continue saudável, chegou a altura de substituir o substrato e, dependendo do seu tamanho, de mudar de vaso. Geralmente, esta operação é feita de dois em dois anos. Por vezes, nem é necessário mudar para um vaso maior."

 

Passo 3: "As orquídeas gostam normalmente de estar apertadinhas em vasos pequenos. A melhor altura para o reenvasamento é logo após a floração, quando a planta se prepara para um período de descanso ou de crescimento vegetativo. As orquídeas que compramos floridas devem ser reenvasadas assim que as flores secam, quando se faz o corte da haste floral." (Nota: há quem não aconselhe o corte da haste).

"Normalmente, essas plantas já estão há dois ou mais anos com o mesmo substrato. Devemos ter um vaso 2 cm mais largo que o anterior (dependendo do tamanho da planta em questão) e substracto novo e adequado para o tipo de orquídea que queremos reenvasar." (Fonte)

 

Como proceder


Passo 3.1 Devemos remover a planta do vaso original e retirar o máximo possível do substrato antigo tentando não danificar as raízes. Aconselham também a lavar as raízes e a cortar com uma tesoura (desinfectada previamente) as raízes mortas - uma orquídea consegue desenvolver-se mesmo que tenha apenas uma raíz viável. Já vos referi neste post, que as raízes que estão fora da terra são próprias do desenvolvimento da planta e não se devem procurar enterrar nem cortar.

 

Passo 3.2 Colocamos um pouco de leca (argila expandida) no fundo do vaso para facilitar a drenagem e, de seguida, um pouco de substrasto. (Volto a salientar neste ponto a importância de comprar substrato próprio para orquídeas - encontra-se à venda nos hipermercados habituais ou em superfícies como o Aki - e já vem preparado para lhes fornecer os nutrientes que mais precisam.)

Acondicionamos a orquídea no novo substrato e delicadamente, adicionamos mais substrato que vamos apertanto com as mãos de forma a segurar a orquídea. Regamos cuidadosamente, procurando humidificar o substrato sem o "ensopar". Colocamos finalmente o vaso no local escolhido e onde a orquídea deverá receber muita luz mas não deverá estar exposta à luz directa do sol. 

 

Para quem está agora a começar a aprender umas coisas (ou para quem lhe está a ganhar o gosto), aconselho o seguinte post - Como cuidar de orquídeas  - que aborda conceitos essenciais como a escolha da melhor espécie de orquídea para ter em casa, a rega, a temperatura, a poda, a fertilização e a transplantação de forma sucinta e explicita. Já agora, este também, muito semelhante mas que completa o anterior.

 

 

...

09
Jun14

Um blog não é apenas um blog. Um blog é uma pessoa em palavras.

 

 

«Um blog é um diário, um expulsar de sentimentos oferecidos a desconhecidos que nos escutam. Mesmo que nada digam. Apenas nos escutam. Porque existem palavras que não merecem mais que o silencio. O que é perfeito. O silencio é perfeito em alguns momentos. Um blog serve para lembrar mais tarde o que foi dito. O que foi feito. Como foi feito, como pensávamos, como construíamos sonhos. Umas vezes realizam-se, outras vezes desfazem-se. Um blog é perfeito para encarar os nosso defeitos, é como nos vermos ao espelho. Escrever num blog é lançar palavras ao oceano dos corações. Uns sentem, outros são pedras. Um blog oferece-nos palavras de coragem, de força, motivação. Traz alguém com os mesmos medos ou desejos. Ou apenas curiosidade.»

 

Cláudia Oliveira

 

 

 

Palavras, imagens, músicas, projectos e sonhos. Palavras nossas, palavras dos outros, histórias partilhadas. Um blogue é feito de pedacinhos: nele guardamos momentos, pequenos tesouros. Efabulamos; desenhamos o contorno de sonhos que nem sabíamos ter.

Construímos casas; vivemos estórias, planeamos viagens. Partilhamos pequenos projectos, grandes expectativas. E no final de contas, não obstante o resultado, corremos sem saber ao som de um metrónomo invisível que marca o passo de cada corrida.

 

 

Já há muito, mas muito tempo que eu não sentia esta vontade de roubar palavra por palavra. Palavras que não são minhas, lidas como se fossem. 

Porque hoje é dia de...

06
Jun14

Algo bem mais importante do que um blogue a seguir. Este follow friday é acima de tudo um fuck-u-cancer. A Bad, não precisa de apresentações, não precisa de posts a promoverem o seu blogue, não precisa de lamentações, não precisa que escrevam sobre ela, porque escrever já ela o faz e melhor do que ninguém. Porque a Bad é uma guerreira. 

 

Sigo o blogue da Bad quase desde que entrei no mundo da blogosfera, e apesar de já não me lembrar de comentar, continuo a lê-la. Porque ela escreve tão bem que só isso vale a pena. Quando soube deste muddafuckacancer, o mundo como que ruiu um bocado. Eu não a conheço pessoalmente, não faço parte do seu circulo intimo de amigos, mas a minha vontade foi chegar e dar-lhe um abraço sem palavras, sem me apresentar sequer, sem dizer olha, eu sou a Raquel, a Blue do Sapo. Não. Abraçá-la, no meio da sua revolta, da minha que se juntava à dela, e da de todos que se uniram com palavras de apoio.

Hoje é o dia em que a abraço, envolta no seu sentimento renovado de vitória. Porque, Bad, és uma guerreira. E nunca, mas nunca te esqueças disso. Bad Girls Go Everywhere, even to hell and back.

 

 

...

05
Jun14

“Good morning, Hell-A. In the land of the lotus-eaters, time plays tricks on you. One day you’re dreaming, the next, your dream has become your reality. It was the best of times. If only someone had told me. Mistakes were made, hearts were broken, harsh lessons learned. My family goes on without me, while I drown in a sea of pointless pussy. I don’t know how I got here. But here I am, rotting away in the warm California sun. There are things I need to figure out, for her sake, at least. The clock is ticking. The gap is widening. She won’t always love me “no matter what”


 Hank Moody

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