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Blue 258

Blue 258

Eu e a Arte de Blogar

28
Mar09

 

Cheguei à conclusão que é preciso muito navegar para desbravar esses mares encrespados do conhecimento, da actualidade, de tudo e mais um pouco, daquilo que nos interessa e nos faz vibrar. Vejo-me como um barquinho pequenino, que andava à deriva, perdido na solidão - imaginava-me perdida, mas não; os outros barcos estavam lá e não é que não os visse, não dava era por eles. O embarcar nesta aventura de criar um blog, obrigou-me a dada altura, a observar  os outros, a querer saber que uso lhe davam, o que por lá se fazia, o que se escrevia. Vi(vi) pouco da imensidão que por aí existe, mas esse pouco torna-se muito pela vontade e pelo ímpeto que me deu em continuar a navegar este barco pequenino nessas águas tão revoltas (ou revoltadas). Resolvi então aqui destacar o post que não me sai do pensar e tão energicamente me põs as ideias a saltitar - imagino essas ideias como pipocas, ao milho só lhe faltava a dose certa  de manteiga e para adoçar, aquilo que se quiser - falo da Arte de Blogar que encontrei no bitaites. Logo no primeiro ponto, reconheci o medo que sentia de algo agora tão simples: escrever. A dificuldade neste momento reside em refrear todos os posts que surgem em simultâneo, e optar por um, e desse modo escrevê-lo do princípio ao fim (pudesse eu escrever quatro ou cinco de uma só vez). Quanto ao ponto de  fala mais dos outros e menos de ti, não é que concorde ou deixe de concordar (aliás, não estou aqui para isso), apenas sinto que em tudo quanto fazemos, em todos os pontos que expressamos, em tudo o que comentamos, colocamos sempre um pouco de nós - um pouco daquilo que somos, daquilo que aprendemos, do que vivemos, do que sentimos e de tudo, mas de tudo o que nos rodeia - sou sempre eu, e esse eu nunca pode ser nada porque nós nunca nos podemos reduzir a tal. Acabamos é por ir coleccionando vivências - que nos obrigam a aprender e consequentemente a crescer - e o que realmente importa são todos esses pedacinhos que vamos juntando e desse modo construindo a pessoa que somos - quase como um puzzle, juntamos peça após peça, só que no nosso caso, há partes que podem nunca vir a ser preenchidas, quando certas experiências não são vivenciadas - daí que aquilo que conhecemos, onde e de que forma o fazemos, dão-nos as peças para completar esse puzzle que é a nossa pessoa.