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Blue 258

Blue 258

You said "L"ove was always and forever... Now I believe you baby. You said always and forever...

27
Jan11

 

 

One last kiss one only
Then I'll let you go
Hard for you I've fallen
But you can't break my fall
I'm broken don't break me
When I hit the ground

Some devil some angel
Has got me to the bones
Some devil is stuck inside of me
Why can't I set it free
I wish, I wish I was dead and you were breathing
Just so that you could know
Some angel is stuck inside of me
But can I set you free?

 

 

 

 

 

Ó tu, tu, sim, tu. Tu. Esta música é... é. És.

23
Jan11

 

O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar

O escuro lá fora incendeia as estrelas
As janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua

Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste


Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu abraço fechado

E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade

Tags e pensamentos (ou pensamentos e tags)

29
Dez10

Dei por mim, hoje, a perceber que já não penso em ti todos os dias. Estava a pensar em ti. Tenho pensado em ti. Tens-me ocupado o pensamento, tens. Recordava o final do ano passado. O último dia do ano. Lembras-te? Pois lembro-me eu quase como se tivesse sido ontem. Não poderia esquecer a mão que segurou a minha. O braço que me sustentou o corpo. O abraço... O teu abraço do tamanho do mundo.

 

Mas tudo passa. Tudo. Mas há coisas que demoram mais do que outras.

 

 

P.S. E tenho saudades de ver esta tag ser usada. Tenho saudades da pele, da paixão que tinha tomado conta deste blogue.  Que tomou tanto tempo conta do blogue. (De mim.) Deste blogue que já foi tanto... tanto.

 

 

What in this world keeps us from falling apart

12
Dez10

E a tarde acorda em mim a necessidade de me sentir inteira. Completa. De sentir o meu mundo encerrado num abraço. Naquele abraço. No teu.

 

*

 

I had to escape, the city was sticky and cruel
Maybe i should have called you first
But i was dying to get to you
I was dreaming while i drove
The long straight road ahead
Could taste your sweet kisses
Your arms opened wide
This fever for you is just burning me up inside

I drove all night to get to you, is that alright?
I drove all night, crept in your room
Woke you from your sleep, to make love to you
Is that alright? I drove all night

 

 

 

 

P.S. Ó gente, não resulta sentirmos as coisas e calarmo-nos. Não resulta. Silenciarmos o que amamos, o que odiamos, o que sentimos. Não resulta. Parece tão simples como carregar no mute. Mas esquecemos que nos calamos a nós próprios. E isso nunca é bom. Não pode ser bom.

 

 

 

 

* Não conhecia esta versão. Só tenho de agradecer ao David Fonseca pelo seu bom gosto tremendo.

 

Tu

07
Dez10

Quando vi o desafio da Fábrica de Letras para o mês de Dezembro, soube intuitivamente quem iria definir as palavras que marcariam este desafio: tu. E como poderia eu deixar passar esta data em branco? Não poderia. Não posso. Sempre disse que o sete era um bom número.

 

 

 

Há pessoas que entram na nossa vida, única e exclusivamente para a melhorarem. Para lhe acrescentarem algo que nos estava a faltar. Para nos acrescentarem. Porque há pessoas que são únicas. Únicas. Há pessoas que marcam a diferença. Que nos marcam. E tu marcaste-me.

Marcaste-me de tal modo, que fazes parte de mim. Se porventura houve uma altura em que te quis arrancar de mim, depressa vim a perceber que tal seria de todo impossível. Entraste na minha vida de uma tal forma, que agora compreendo que não voltarias a sair dela.

O tempo passa, mesmo que imperceptível; o sentimento, esse, permanece. Porque o sentimento é o mesmo. Mais maduro, sereno, enraizado em cada célula do meu ser. Porque, meu amigo, se hoje voo, é graças a ti. Graças a ti. Como poderia eu não me lembrar de ti, de cada vez que cruzo o céu azul? É graças ao impulso que me deste, à força que percebi teres visto em mim. E se hoje voo tão alto, é graças a ti. E de cada vez que enceto um novo voo, lembro-me de ti. De cada vez que a altitude elevada me causa tonturas, e desço, só para recobrar o fôlego, lembro-me de ti. E é ao lembrar-me de ti, que me lanço de novo no ar: quem não voa, fica em terra. Tão cedo não me vou esquecer das tuas palavras. E o prazer que nos dá voar... é tão bom voar!

 

E este texto é sobre ti. Sobre mim. Sobre voar. Sobre caminhos que se cruzam. Sobre pessoas que entram na nossa vida para nunca mais a deixarem. Pessoas que nos marcam. Pessoas como tu. Tu.

 

Das saudades

26
Nov10

Ontem, bateu-me uma saudade... assim, de repente, como se estivesse à porta, à espera de entrar, à espera do acender de uma luz, do correr de uma cortina. Noite fria. O frio... lembras-te? E eu lembrei-me de ti.

Esqueci o burburinho do computador, recostei-me na cadeira, abracei o frio em mim, e com um sorriso nos lábios, lembrei-me de ti. Pensei em mais uma quarta-feira  passada, e num ritual que deixa inevitavelmente de ter lugar. Porque evito procurar-te.  Porque te deixo partir, aos poucos, de mim. E custa-me este avançar, este avançar que ainda dói, que ainda me custa. Porque ainda me lembro de ti. Ainda penso em ti.

 

 

 

Yesterday I saw the sun shinin',
And the leaves were fallin' down softly,
My cold hands needed a warm, warm touch,
And I was thinkin' about you.


Dos clicks

25
Nov10

Dizes que não estás à procura de nada (de ninguém). Aliás, passas os últimos meses a repeti-lo aos amigos mais próximos: não quero ninguém nos próximos tempos, não quero ninguém. Quero estar sozinha, quero poder ser eu. Eu. Quero um tempo para mim, dizes tu. E acreditas no que dizes, sabes que é verdade, sabes ser aquilo que precisas, aquilo que queres, mesmo que aos olhos dos outros possa parecer estranho. Mas é o que queres. É o que sentes. Correu-te mal, ou não - porque estas coisas não correm mal, são como são, e com tudo o que vives, aprendes - aquilo de seguir o coração.

 

— ... 

— Segui o meu coração até aqui. Segui o meu coração até ti. 

— E por isso vales ouro.

— ...

 

Se naquele momento me pareceu bater de frente num beco sem saída, pouco depois compreendi que nada na vida são becos sem saída. São encruzilhadas, isso sim. Entroncamentos, diria eu. Tens um tempo para te deixar estar, indecisa/o sobre o rumo a tomar, duvidas sobre qual será o próximo passo a dar. Demoras o teu tempo, o tempo que é sempre teu, apenas teu. E a dada altura, dás por ti a caminhar, a seguir em frente. Porque é inevitável seguir em frente. Por mais que isso te custe. Por mais que... ainda te lembres. O raio do coração não te deixa esquecer tão facilmente. Não. É parvo, quantas vezes o disse eu? O coração é parvo.

 

Ainda há dias pensava eu: este blogue já foi pele, paixão e... tu. Porque foi. Escrevi as coisas mais lindas,  ditadas pelo coração. Senti. Orgulho-me delas. Orgulho-me de ti. De mim. De teres aparecido na minha vida. Porque foste importante. És. Tanto. Mas a vida continua, e eu deixei-me levar, empurrada pela inevitabilidade das coisas. Estava numa fase em que não queria que me falassem em seguir o coração, em deixar falar o coração, estava, confesso que estava. Mas o coração prega-nos partidas. Oh se prega. E aqui entram os clicks. Pois é. Os clicks.

 

Os clicks são como que sopros no coração - fazem-te sentir uma fraqueza estranha imiscuída na força que sentes, que sabes sentir - e são um problema, oh se são. Podes estar determinada/o em não os querer, mas eles dão-se sem sequer pedir a tua permissão. Podes lutar contra eles, dizer que nem pensar, que não queres, mas quando se dá o click, não há volta a dar. Está lá, e é como se tivesse aberto uma janela no coração quando havias decidido fechar a porta. Fechado para obras. Era o letreiro que inconscientemente pensavas ter pendurado à porta. Mas esqueces-te que não mandas no coração. E que o coração é parvo.

 

 

 

 

 

Dás por ti a ter que lidar com algo que dizias não querer. Começas por querer esconder, até negar, mas tu sabes como estas coisas funcionam. Chegas a um ponto em que por mais que tentes, não o consegues ocultar. E esta história toda ainda se torna mais complicada quando do outro lado, também se dá o click. Porque deduzo que pudesses sentir um click e do outro lado não ser correspondida/o, o que tornaria as coisas muito mais simples. Pensas tu. E nisto dos clicks, também entram os sinais. Os sinais que procuras evitar e que mesmo assim não consegues controlar. E o que é que tu fazes? Tentas mostrar algo que não corresponde à verdade, iludir o que sentes, e que ainda nem sequer sabes bem o que é, e cuja dimensão ainda desconheces por completo. Confundes a pessoa que está do outro lado. E recebes os mesmos sinais trocados de volta. Porra que o coração é mesmo parvo! Pensas até estar destreinada/o destas coisas - e se calhar, na verdade, até estás. Mas não estamos sempre?

 

Mas quando há algo, não há como negar. Nem como esconder. Quem está de fora, percebe, percebe aquilo que queres esconder, ou que ainda te negas a aceitar. E tu vês-te envolvida/o. Resistes. Mas acabas por te deixar que te envolvam ainda mais. Mas como o coração é parvo, e parecemos sempre novatos nestas coisas do coração, temos medo. Damos um passo para logo depois darmos dois atrás. E disso eu não gosto. Sou controlada. Muito. Demais. Até um ponto. Gosto de saber com o que posso contar. E não gosto nada de me ver assim envolvida. Que é bom, é. Mas até certo ponto. Quando se assume, quando o colocas em palavras, cruza-se uma linha, e todo e qualquer retrocesso que eu me veja obrigada a fazer depois, incomoda-me. E muito. Acabo a pensar em que deviam existir uns requerimentos quaisquer em que se pudesse pedir o impedimento destes clicks. Porque não estava mesmo nada à espera. Porque não os procurava. Mas isto serve para aprender que estás sujeita/o. Ao que te dita o coração. E depois? Depois dás por ti a ter de fazer controlo de danos. Vá lá que sou perita nisso.

 

 

E o que decides fazer? Deixar-te ir. Viver um dia de cada vez. Não ter expectativas. De nada. De ninguém. Viver a tua vida, seres tu própria/o e esperar que o coração não te volte a pregar partidas tão cedo. Porque lá no fundo, não estás à procura de nada. Mas compreendes que mesmo que não procures, mesmo que tentes caminhar pela berma da estrada, estás sujeita/o a embates. A atropelamentos.

 

 

Ask for answers

21
Nov10

Time to pass you to the test. Hanging on my lover's breath.
Always coming second best. Pictures of my lover's chest.
Get through this night, there are no second chances.
This time I might. To ask the sea for answers.
Always falling to the floor, softer than it was before.

 

 

 

É mais suave desta vez porque não foi como foi contigo. Porque ainda pensava em ti. Ainda penso... em ti. Sempre, tu. Tu.