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Blue 258

Blue 258

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Bom Ano

05
Jan13

 

Natal. Ano Novo. Festas, excessos. Na passagem do ano acabei por compreender que já não sou pessoa de excessos. Só por vezes. E em pouca coisa. Quando a vida se mostra exuberante na forma de um riso, de um brinde, numa demonstração fortuita da essência de quem  somos.

Já não me agradam os sitios cheios de pessoas que se acotovelam por prazer, o barulho excessivo de música de má qualidade que me fere a alma. Sim, porque eu ainda sou alma, se bem que às vezes me perca no engarrafamento de pessoas do dia a dia.  Escolho a boa música em companhia do amor, da amizade, da alegria, naquela casa junto ao mar.

Sigo os passos que nos conduzem pela escuridão bem perto da praia tendo como banda sonora  o ensuredecedor som do mar que nesta noite, mais do que em qualquer outra noite, acompanha o fogo de artificio. 

 

Valorizo agora as poucas sms que recebo. Com o passar do tempo, o supérfluo deixa de nos encher a caixa de entrada, e é com um sorriso que recebemos quem nos saúda. Quem permanece. Quem resiste.

E quando se perdem contactos, e os caminhos se deixam de cruzar, como é bom aquele momento, aquele, assim, sem contar, envolvido apenas numa doce melodia,  em que nos lembramos de alguém. Porque podemos perder o contacto, mas não é por isso que deixamos de nos lembrar. E esta música é para relembrar. Com os votos de um Bom Ano.


 

This is my winter song to you.  The storm is coming soon, it rolls in from the seaMy voice; a beacon in the night. My words will be your light, to carry you to me. Is love alive?

 

Post com os votos de um Feliz Ano Novo

12
Jan12

Não é que não me lembrasse e não tivesse tentado escrever um post no Natal - a net tem destas coisas - mas nunca é tarde para desejar a todos, os que acompanham desde o início, e aqueles que por aqui vão passando, um feliz ano novo.

 

Era a propósito da felicidade que eu me propunha escrever aqui no Natal; nada de transcendente, mas, naquela altura, tive uma epifania. Sim, uma epifania. Talvez em tudo relacionada ou potenciada pela época festiva. Como as epifanias têm toda a importância que lhes é devida, não fossem elas também significado de manifestação ou aparição divina, e o facto de esta me ter surgido numa época que também tem (ou deve ter) o seu quê de especial, não pode permanecer no silêncio. Deve ser partilhada.

 

Quem gosta de nós, procura fazer-nos feliz. Ponto final.

 

Podia agora aprofundar o assunto, tinha até todo o direito de divagar, mas isso seria deturpar a epifania. Porque uma epifania, seja ela qual for, bate-nos  de repente. Ultrapassa os limites da alma sem respeitar os limites de velocidade e qualquer outro código. Rouba descaradamente o lugar de estacionamento de outro qualquer pensamento que se preparava para efectuar as manobras de acomodação num lugarzinho qualquer do pensamento. E pior: sai do carro e põe-se ali, descarada, a olhar para nós em tom de desafio. Percebeste, ou queres que te faça um desenho? E nós, podemos até continuar os passos na calçada e tentar ignorar o ladrão de meia-tigela que nos afronta assim, em pleno dia de compras e outras preocupações, afinal, temos ainda tanto que preparar para a festa, temos que tentar deixar a casa com cheirinho a Natal, com brilho natalício. E prosseguimos. Ou tentamos. Mas inconscientemente, a um nível consciente, aquilo não sai dali. E repete-se continuamente como se fosse uma mensagem qualquer que não conseguimos bloquear ou apagar. Fica ali, a entupir-nos a caixa de mensagens. Assim, como se fossemos um aparelho qualquer daqueles antiquados, que com poucas mensagens nos dá logo o sinal vermelho: caixa de mensagens cheia.

 

Caixa de mensagens cheia. Obriga-nos a ter de ler as mensagens, a apagar o inútil e a guardar o que possa ter alguma importância. Mas bloqueamos. Sim, bloqueamos. Naquela mensagem que está logo ali, em primeiro lugar, a coberto de um manto qualquer de vermelho. Quem gosta de nós, procura fazer-nos  feliz. E nós podemos remoer, mas a mensagem é mesmo aquela e é para ti. Quem gosta de nós, procura fazer-nos feliz. E lá por dentro o teu mundo desmorona um bocadinho. Porque percebeste.  Não foi engano. A mensagem é mesmo para ti. E tu que não gostas nada de desmoronar. Mas percebes. E acabas por crescer. Quem sabe? O que desmoronou podia não ser assim tão forte. Podia mesmo precisar de uma reconstrução. E reconstruindo, tornas-te mais forte.

 

Quem gosta de ti, procura fazer-te feliz. Ponto final, parágrafo.