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Blue 258

Blue 258

Follow Friday perfeito para a rentrée

05
Set14

Hoje, um follow friday diferente: um blogue, e três páginas de facebook, onde se partilha o talento e a criatividade. Mesmo a propósito da rentrée, bijuteria, sempre com o selo handmade:

 

Morgana's Treasures (blogue do Sapo) e a respectiva página no Facebook

 

 

 

Notebooks e agendas, os presentes ideais para qualquer altura e porque não já para o Natal:

 

Art&Notebooks

 

Mais alguma bijuteria e os marcadores de páginas mais fofos para os nossos livros :)

 

Manias e Feitios

 

 

Dos blogues e dos sonhos

03
Set14

«Chegou a casa naquele dia estafada, mas ainda assim queria ler um pouco aquela obra de Victor Hugo. Não precisou de muito tempo para encontrar o papel com o contacto do jovem da biblioteca. Deu uma pequena risada, aquela atitude era digna daqueles romances típicos. Mas depois voltou à realidade, por momentos ficou sem saber o que fazer, sempre tinha tido medo de assumir o papel principal na sua vida. Daquela vez ia ser diferente, tinha chegado a altura de apostar no desconhecido.»

Miguel Alexandre Pereira

 

 

A blogosfera apresenta-nos pessoas, cria laços de amizade, dá-nos a conhecer gostos e vontades, introduz conceitos, e acima de tudo, faz-nos sonhar a cada post que escrevemos. Visitem  Um Mar de Recordações, façam like na respectiva página do Facebook, e ainda na página pessoal do escritor. Vamos ajudar a construir um sonho que se torna realidade.

Das manhãs

26
Nov13

Hoje pensei em escrever sobre esta manhã. A minha manhã. Poucas horas de sono e mal dormidas, acordo com o alarme que não é o meu. Toca e toca e toca. Ninguém se levanta. "Olha o teu alarme", insulto eu. Silencia aquela metralhadora, e eu agradeço do fundo do meu coração ainda adormecido. Não sei quantos minutos volvidos, a metralhadora dispara de novo. Insulto já a meio-gás pois o coração já não se vê tão adormecido. "Olha as horas", em modo quase suplicante. E nada. Fecho os olhos querendo sonhar que como por magia já ele estará vestido, pequeno-almoço tomado, a caminho dos seus afazeres e eu com mais uma horita de sono reparador e fortalecedor e tudo e tudo e tudo. Mas nada. Toca o alarme mais uma vez e desta feita sou eu que prego o telemóvel na parede, empunho a metralhadora e aniquilo o dispositivo. Nos meus sonhos.

Resigno-me e levanto-me. "Olha as horas", atiro eu para o ar. "Queres que te faça o pequeno-almoço?" (pergunta estritamente retórica porque ja me encaminhava para o fazer). "Sim, por favor". E eu aqueço o leite, barro as torradas integrais de pacote com manteiga,  dou leite à gatinha, que nesta altura vem sempre pedir (e com todo o direito) o seu pequeno-almoço. Nesta altura eu sonho com uma enorme chávena de café e um cigarro (mau hábito ocaional). E silêncio (tenho mau acordar, pronto).

Lá o encaminho, fico eu e a gata, sabendo eu tão bem que as manhãs dela são de brincadeira - trepa para o colo, passa por cima da secretária, atira me os papéis ao chão, desce, volta a subir, não me deixa tomar o meu café descansada, desce novamente e assim continuamente até sentir vontade de colinho ou melhor ainda de sossego (o mesmo que eu queria há uma hora) que é quando se mete entre edredons e me deixa finalmente descansada para adiantar algum trabalho. 

Antes do trabalho há sempre um bocadinho para aquilo que gosto. Leio algumas notícias, actualizo um ou dois blogues. Um deles acompanho quase desde o início (deste blogue) e com a vontade que tenho de lhe fazer referência, acabo por decidir fazer um 2 em 1 neste post. É um blogue em que a dona nos abre as portas de sua casa e nos convida a entrar. Tem uma casa que reflecte a sua alma e espelha a sua felicidade.

E é uma felicidade linda (própria das pessoas lindas). Quem me percebe vai entender imediatamente o que quero dizer. As receitas que partilha são de babar, as fotos, uma delícia e ainda por cima nesta altura do ano volta a falar-nos de um sítio onde foi muito feliz e basta dizer-vos que está carregado de neve. O Natal a chegar, a promessa de neve, uma felicidade linda. É então que eu passo por aqui, leio este post e penso: esta é a manhã perfeita. Não a minha, claro, a sua.

E penso no marido e filhos que (ainda) não tenho, no namorado e na gata pequenina que tenho. E naquele pão acabado de fazer. Penso na sua manhã perfeita, e na minha, tão  imperfeita. E naquele pão acabado de fazer. Acabo por escrever um 3 em 1: a minha manhã, uma bela manhã que não a minha, e um destaque que já tardava. Quando termino de escrever e releio este post, decido que vou começar a fazer pão fresco para o pequeno-almoço. Tornar as minhas manhãs um pouco mais (im)perfeitas.

 

 

 

 

"Namora com uma rapariga que lê"

14
Ago13

«Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro. (...)

Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. (...)
Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.

Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.»


Roubado descaradamente do Conversas com um Estranho. Um daqueles roubos que apetecem e sabem tão bem. Aqueles que nos enchem a alma. Não é preciso escrever muito, nem dizer muito mais. Está tudo dito. 

 

 

E a Lolita...

03
Mar11

A Lolita, conseguiu roubar-me a concentração. Abaixo de zero, foi esse o nível de concentração durante o resto da tarde. E a Lolita, deu-me vontade de encurtar a semana, que é como quem diz, antecipar o fim-de-semana. Dar o tiro na sexta-feira, basicamente. Fazer  60 kms e raptar alguém na saída do trabalho.

 

 

E bem dizem que uma imagem vale por mil palavras. Esta então... Esta.

 

 

...

28
Out10
«Ele partiu antes de tempo. Se é que existe um tempo nisto das partidas ou nas coisas da paixão. E isto não era mais que coisas da paixão.

Ele partiu e ela só se permitiu dizer espera quando tudo em si teve a certeza de que ele não poderia já ouvi-la. Depois disse baixinho era tempo, à espera que a voz enchesse de qualquer coisa o vazio. Sabendo que não há tempo nisto das esperas e que as esperas têm tudo menos tempo. Não há tempo nas coisas da paixão.»



Ana, no Fogo Posto




Dos roubos (que se sentem)

28
Out10

 

[ela escreve-lhe quase todos os dias numa tentativa de fixar o que não se pode prender senão por dentro.
atravessei a rua e quase fui atropelada porque hoje não consegui ainda sacudir-te da roupa que trago vestida. da pele. dos dedos. da saliva.
não terás provavelmente noção desta invasão e eu não saberia como a explicar se precisasse de o fazer.
foste-me sempre familiar porque já te havia sonhado e por isso demorou tão pouco até que agarrasses tudo o que naquela altura me restava por dentro. se calhar é isto a loucura de que falam nos livros que leio.
saí atrasada (e por isso atravessei a rua sem olhar) porque não me apetecia (e nunca me apetece) separar da tua presença que habita a minha casa e que eu provoquei com as histórias escritas nas horas vagas e para preencher a espera.
lembras-te de como sem querer enchemos de intimidade o espaço entre nós? nessa altura eu pensava que eras tanto de verdade quanto de mentira. saber tanto e tão pouco sobre ti. de ti e da tua satisfação sempre incompleta.
há noites em que não posso adormecer. imagino-te a moveres-te noutra cidade, a atravessar a rua, distraído como eu, a desenhar numa mesa de café. como foi que tu me seduziste a razão?
não sei porque te conto isto. talvez precise de apagar de mim aquilo que te escrevo.
às vezes não ser satisfeito é parte de um desejo.]


Ana, no Fogo Posto




...

26
Out10

Eu acho que ao contrário de muitas mulheres, os homens não enrolam nestas coisas do "estar a fim". Ou querem e mostram que querem, ou não querem e não há cá dúvidas.*

 

Miss Glitering, no às nove no meu blog

* Ler texto na íntegra aqui.

 

 

 

Quer os homens, quer as mulheres, sabem bem quando querem, o que querem e como querem. Vá, assumo a possibilidade de estarmos sujeitos a algumas nuances no que toca aos dois últimos pontos, mas a verdade é que sabemos bem quando queremos. É que nem há como enganar, nem por onde contornar o assunto, sabemos quando queremos. Sabemos.

Sabemos perfeitamente quando uma amizade começa a galgar as margens - tal e qual rio endiabrado - e a transbordar para outro campo. Sabemos. Sabemos que quando aquele moreno misterioso  nos visita o pensamento este e outro dia, sabemos que não nos é indiferente. Sabemos. Sabemos perfeitamente que quando aquele fulano não nos sai da cabeça, faça-se o que se fizer, estamos fodidas (nunca sei se é com "u" ou com "o", desculpem lá).

E o caricato da vida, é o malabarismo de situações com o qual ela nos presenteia. Mesmo sem termos pedido. Mesmo sem andarmos à procura.

 

 

O que nós fazemos em determinada situação, e em cada caso específico, isso sim, já depende muito de cada um. Porque, convenhamos, há o caminho quase lógico a seguir, ou o mais fácil, quiça o escolhido por todos ou quase todos. Caminhos, decisões, escolhas. E tudo depende de nós. A vida depende de nós. E a vida é o que nós fazemos dela. ou tentamos. Pelo menos tentamos.

 


 

 

 

 

 

P.S. Este post parece ter começado com um propósito. Parece. Se algures pelo meio me perdi, a verdade é que no fim, acabei por  mesmo por me perder. Ponderei até apagar este post. Mas a vida tem coisas destas, tem, e é desta forma, que aqui ficam registadas.