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Blue 258

Blue 258

Dos desafios que nos tocam a alma

20
Mai15

A Dani, que já é dona de um pedacinho do meu coração há tanto tempo, lançou-me o desafio de "escrever uma carta àquele(a) que te ama, ou àquele(a) que te vai amar." Quando vi a notificação, fui logo lá; li, calei, sosseguei o meu coração, disse-lhe tem calma, ninguém sabe que estas palavras também falam de ti, também te escrevem, mesmo sem saberem. Sossega coração, que já és crescido, não tens de ter medo de ler verdades. E é por isso que eu transcrevo na íntegra as palavras da Dani; é por isso que as quero aqui, para me lembrarem, para eu me poder ler e reconhecer. Para eu saber (o que já sei tão bem).

 

aproximas-te de mim devagar, como quem tem medo que eu possa fugir, e abraças-me a alma na esperança de me entrares no coração. admiro a tua forma ingénua de sentires que me tens e me conheces inteira. mas o que tu não sabes é que, mesmo que a minha alma se deixe abraçar por ti e o meu coração te deixe entrar, há coisas minhas que tu não conheces. há coisas que tu não sabes. não sabes que antes de ti já alguém me abraçou a alma, morou no meu coração e me roubou pedaços dele. não sabes que eu nunca recuperei esses pedaços e que nunca os vou recuperar. não sabes que a falta deles já não me dói. não sabes que as cicatrizes do coração, mesmo que saradas, são as mais fundas que podes ter. não sabes que, depois destes anos todos, eu nunca voltei a sentir alguém assim. não sabes que, depois destes anos todos, eu nunca voltei a deixar alguém entrar e ocupar esse lugar na minha vida e no meu coração. não sabes que, mesmo que a minha alma se deixe abraçar por ti e o meu coração te deixe entrar, eu ainda posso fugir de ti.

 

Dani

 

 

Serendipity

17
Mar15

serendipity.jpg

Breaking Hearts by James Vincent McMorrow on Grooveshark

 

Hoje de manhã cedo, ao ouvir o álbum com que me deitei ontem, descobri a música que procurava no outro dia (quarta música da playlist ali ao lado). " Too long", dizia eu. E é verdade. Contava eu num outro post que seria um duo - não tenho a certeza, mas provavelmente era eu a voz feminina a cantarolar o refrão no sonho.

 

See I've been, breaking hearts, for far too long
Loving you, for far too long,
Making plans now, for far too long
Yes I've been breaking hearts, for far too long
Loving you, for far too long,
It's time I leave, it's time I'm moving on.

 

De novo o coração a pregar partidas. O coração, sempre o coração. Há muito que não ouvíamos aqui falar do coração. E se isto não é pura ironia, karma, com serendipity à mistura, então eu não sei o que será.

 

When I need the shelter, I'll know just who to call
When I need the shelter, I'll be knocking on your door
But when it comes to dying, I'll do it on my own

 

 

Aí está ela, a Primavera

21
Mar11

E com ela, este sol, este calor, e aquele puto insolente, de arco na mão, a disparar flechas ao acaso e a complicar-nos a vida. Deixo-vos desde já o aviso para protegerem o coração. O meu está revestido a aço blindado e a muralhas de gelo. Por dentro e por fora, não vá o diabo tecê-las...

 

 

 

 

P.S. É que mesmo em casa, quer-me parecer que não estamos a salvo. No sábado à tarde, a fazer a limpeza da casa, de janelas abertas, de vez em quando tinha o reflexo de me baixar e esquivar ao que, pensava eu, poderia ser uma flecha vinda de lá de fora. Riam-se, vá, riam-se. Quando vos acertar... até choram.

 

...

09
Jan11

 

«Acho que o Amor, quando acaba, deixa nas coisas esta mesma fragrância. Nas caixas, nos automóveis, nas casas, nas ruas, nos cafés e principalmente na cama. E que não se vai de vez. Antes fosse. É uma espécie de dança doce que sabe como se fosse amarga. E não acredito em homens apaixonados que passem incólumes por esta dança fantasma.»

 

 

Bagaço Amarelo, no não compreendo as mulheres

 

 

 

Ler texto na íntegra, aqui.

Mil Vezes Mais,

09
Jan11

Li isto, hoje, na página do facebook da irmã daquela nossa amiga, aquela, que é tanto. Lembrei-me de ti. Inevitavelmente, lembrei-me de tudo.

 

 

«Á deriva num rio procuramos agarrarmo-nos a uma rocha para estarmos seguros. Mas é quando nos conseguimos desprender e nos deixamos, que percebemos a beleza de não controlar a corrente, mas apenas decidir em que direcção flutuar....»

 

 

P.S. E não poderia vir mais a propósito.