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Blue 258

Blue 258

Vem, e serei tua, tua, na rua que nos leva a ver o mar. Naquela rua. Naquela.

15
Out10

 

 

Vem e serei teu na rua que nos leva a ver o mar

 

«Hoje fiz das tuas mãos o meu fogo. Não vês que fujo por entre cada uma das tuas palavras e não acredito numa só? Porque nas madrugadas em que te amo, toco o teu coração mais um pouco e perco-me dentro de ti e da tua vontade.

E esse aperto que me mata por dentro a razão, e esse teu olhar que me consome de longe querendo-me perto…  Desculpa se te faço chorar nas noites em que mais precisas de mim. Se de longe te rompo a alma que amo e que nos juntou. Não foi sorte, foi desejo. E quanto não é tão mais forte a vontade que qualquer trejeito do destino…

Os meus braços estão vazios sem ti.

Volta. Traz esse sorriso para perto de mim. Vamos ser nós nessa encosta de sol que suja de amarelo as estradas. Vem cantar-me ao ouvido, vem! E no encontro das nossas mãos encontraremos-nos felicidade em dias calmos.

Vem. Vem para a minha mão e serei teu na rua que nos leva a ver o mar. É duro e feio de se desejar. É tão grande a vontade que não posso ter-te.

Mas vem. Sou tudo para que sejas feliz sem me perguntares porquê!»

 

 

 

Liliano Pucarinho, no night indigo

 

 

 

P.S. Gajos que escrevem bem. Porra, gajos que escrevem tão bem!

E palavras, palavras, que se adequam. Que dizem. Tanto. Tanto.

 

 

 

# 47 Some kind of wonderful

22
Set10

[Post não recomendado para mentes tacanhas. Se o caso for esse, é favor não ler. Nem ver o vídeo, já agora. Be open-minded, please.]

 

 

 

 

Aproveitamos os dias solarengos que nos restam.  Os finais de tarde na praia. Os mergulhos no mar. O pôr-do-sol.  Os beijos entontecidos.  Os jantares no alpendre à luz de velas. A noite quente que ainda nos envolve quando as estrelas se deitam. Pool party: casa de  férias de um casal amigo. Amigos em comum, amigos novos. Caipirinhas e muito álcool. Piscina. Banhos nocturnos. Diversão pela noite dentro.

 

 

 

# 45 When a tornado meets a volcano

14
Set10

 

O dia parece soçobrar pelo peso da noite que impiedosamente se abate sobre ele. O céu parece querer libertar as águas que aí aprisiona. Querer. Até o céu tem querer. O mar que retumba sem parar, parece agitado, não pela força do vento estranho que lhe escarpa as ondas, mas pela tempestade que se quer formar. Querer. Há um querer que se foi alimentando durante o dia, sorvendo tudo à sua volta, acrescentando, engolindo tudo em que toca, encrespando-se na crista de um tornado, impulsionado pela demora de ter. De te ter.

 

 

 

just gonna stand there and watch me burn
that’s alright because i like the way it hurts

 

A sala quente, crepitante,  vibra quase silenciosamente nos aromas de laranja e canela, nos tons alaranjados que a compõem.  Um vulcão. És lava que me corre nas veias. Que me incendeia. E eu sou tempestade. Os meus desejos parecem comandar  os ventos, as marés, a cadência da chuva e das estrelas. Abres a porta, e os ventos inflamam o incêndio que me queima a pele. E ao entrares, trazes contigo o tornado que te espera. Voas para os meus braços, e é o meu fogo que te queima a pele.  Sou eu que te consumo, que te quero consumir, que me consumo a mim própria contigo. Em te querer. Querer. Este querer que balança no ar, contagiando-nos, aliciando-nos, iludindo os sentidos.

 

Os corpos envolvem-se numa dança que conhecemos tão bem. Sabem de cor os passos, mas sinto-os improvisar a cada toque, a cada arrepio. O sabor da pele dita o compasso da entrega. De te receber. De te ter.

E os meus braços perdem-se nos teus. A minha boca palminha o teu corpo, tacteando cada centímetro, na escuridão intrincada. O meu cheiro dispersa-se no teu. O teu sabor grava a passagem por cada recanto do meu corpo. Os teus dentes marcam-me os ombros. As minhas unhas marcam-te as costas. Cedemos. Soçobramos sob a fúria que se abate sobre nós. Somos tempestade. Somos.

 

Encostamos os corpos suados à vidraça gotejante da sala. O mar, lá fora, reage à provocação da cadência dos nossos corpos desnudos. Vergamos os  corpos ao desejo, amamos, sugamos a vida, consumimos a energia sem fim. Pára. Sentes? Juntos originamos um terramoto violento, cujo epicentro se forma aqui mesmo. Aqui. E agora.

 

 

...

19
Ago10

 

Porque este blogue tem sido pele, desejo, paixão. Porque eu tenho sido pele, desejo, paixão. Porque a tua pele me envolveu, o teu olhar me prendeu e o teu perfume me enfeitiçou. Porque por mais que procure resistir, por mais que procure ocultar e silenciar as palavras, sou pele, sangue frenético que me corre nas veias e coração que bate descompassado quando penso em ti. Em ti.

 

 

 

P.S.: E como a imagem do cabeçalho traduz na perfeição o que este blogue tem sido, decidi mantê-la até Setembro. Tinha planeado umas coisinhas para a altura das festas da terra - vou então guardá-las para depois.

 

 

#44 Pinto a tua pele (parece-me que precisa de bolinha vermelha - é do calor, eu não tenho culpa - está calor, não está?)

03
Ago10

No estúdio, as tintas cedem sob a loucura do calor. Loucura? Diria tortura. Sim, tortura. Também eu cedo como elas a esta tortura, a este calor. Nem o mar possante acalma o fogo que se faz sentir. A brisa passeia-se sómente pela casa, aquela, na praia, sem vizinhos por perto.

 

 

 

#42 Have me in your arms

23
Jun10

I was a heavy heart to carry, my beloved was weighed down. My arms around his neck, my fingers laced to crown.

I was a heavy heart to carry, my feet dragged across the ground... and he took me to the river, where he slowly let me drown.

My love has concrete feet. My love's an iron ball. Wrapped around your ankles... over the waterfall.

 

 

 

Cala-me. De paixão. Atordoa-me. De querer. Sufoca-me. De desejo. Mata-me. De prazer. Morde-me o pescoço, os ombros. Marca-me a pele. Tolda-me o espírito. Acorrenta-me. Prende-me com a paixão. A ti, a ti, a ti.

Encaixada, enlaçada. Presa, perdida. Os meus braços, no teu pescoço.  Os teus, sustentam o peso do meu corpo. A minha boca, na tua pele. A tua, desvairada, morde, beija e marca. As minhas pernas envolvem-te pela cintura. As tuas, encaminham-nos para o mar.

 

Corpos entrelaçados sob um manto escuro, sobre uma cama molhada. E a água fria beija-nos a pele. Arrepia a exultação dos corpos na água. A animação do teu... no meu. E do meu, do meu, do meu...

Abraço. Arranho. Beijo. Mordo.  Sacio a fome. A fome... Mitigo a sede. A sede... Do teu corpo. Da tua boca. De ti.

Solto o teu pescoço. Deito as costas no mar. Pairo sobre a água. Agarro o céu.  As tuas mãos comandam sucessivas invasões. Fortes e destemidas.

Abrandas o ritmo. Avanças... e eu deliro. Recuas... e eu espero, insaciável.

A cadência das estrelas. O compasso do mar.  O balanço dos corpos. O batimento do coração. A força  maior que rege o universo.

E eu sou tua. E tu, meu. E eu recebo-te, todo. Em mim, em mim, em mim.

 

 

This will be my last confession... I love you never felt like any blessing. Whispering like it's a secret, only to condemn the one who hears it with a heavy heart. I was a heavy heart to carry, my beloved was weighed down. My arms around his neck. My fingers laced to crown.

 

I was a heavy heart to carry
But he never let me down
When he had me in his arms
My feet never touched the ground

 


# 41 E tu... (bolinha vermelha ainda pequenina... ainda...)

21
Jun10

 

Louco. O desejo que se apodera do meu corpo. Louco. O desejo que incendeia a alma. Louco. Este querer, louco. O beijo, louco.  A loucura num beijo. Loucura.

A tua pele morena. O teu perfume. O teu cheiro. Os teus olhos castanhos.  O olhar penetrante. A tua boca. O teu sabor.   A envolvência que me aprisiona. O teu sorriso.  O teu rosto. O teu pescoço. Os teus ombros. Os teus braços fortes. As tuas mãos. Os teus dedos. Todo o teu corpo. Tudo em ti é loucura.

A forma como te quero. Como te desejo. A minha alma quer entrelaçar-se na tua, enquanto que o meu corpo resume o seu querer ao teu corpo. A ti. A ter-te. Selvagem e frenética. Jovem e impetuosa.

Toma-me. Nos teus braços. Na tua boca. Na tua pele. Inflama este corpo que arde de desejo pelo teu. Cala esta boca que espera pela tua. Sustém o arrepio gelado que percorre a  pele  que queima. A alma que arde. Toma-me nos teus braços. Abraça este corpo que estremece.  De frio.  De calor. De prazer. Desejo.

 

 

On candystripe legs the spiderman comes
Softly through the shadow of the evening sun
Stealing past the windows of the blissfully dead
Looking for the victim shivering in bed
Searching out fear in the gathering gloom and

Suddenly! A movement in the corner of the room!
And there is nothing I can do, when I realise with fright
That the spiderman is having me for dinner tonight!

 

A ténue luz lunar, revela fragmentos de pele expostos, aqui e ali; concede tons dourados à areia; dá voz ao mar silenciado. E nós, ambos de olhos semi-cerrados. Percebo a sede no teu sorriso, a fome no teu olhar. Apercebo cada gesto, cada movimento. Apercebo-te.

Deslizas as mãos pelo meu corpo. Entranhas-te cada vez mais em mim. Eu morro um pouco de cada vez. E tu trazes-me de volta à vida, a cada vez.

 

Libertas-te das minhas pernas que te entrelaçavam. As tuas mãos perdem-se no seu contorno. Definem os músculos exaltados. Acariciam a pele.

Olhas para mim com aquele olhar que incendeia. Sorris, com aquele sorriso que me mantém cativa. Escrava. Prisioneira.

Os teus lábios frios beijam a pele. Cada centímetro de pele. Decididos. Demorados. A tua boca, prova, saboreia. A tua língua, serpenteia. E eu, deliro.

 

His arms are all around me and his tongue in my eyes
"Be still be calm be quiet now my precious boy
Don't struggle like that or I will only love you more
For it's much too late to get away or turn on the light
The spiderman is having you for dinner tonight"

 

Demoras-te na virilha, no interior da coxa. E mordes. E sugas. E mordes. Sugas. A minha carne, na tua boca. E eu deixo de ser um corpo, para ser apenas carne. Pele e carne. A minha, e a tua. A tua boca, as tuas mãos, na minha carne.  A minha carne, na tua boca... eu, nas tuas mãos.

A forma como me tocas... beijas e mordes. A forma como me sabes tua. Deixo de sentir a carne e sinto apenas as tuas mãos. E as tuas mãos tornam-se parte do meu corpo. E o meu corpo... parte de ti.

 

 

#40 Quero-te. Já. Agora. (bolinha vermelha, mas pequenina... pequenina)

03
Jun10

 

 

 

Os meus lábios perdem-se nos teus. As nossas bocas envolvem-se na saliva doce. O meu corpo  balança de encontro ao teu. Descubro a tua pele... e saboreio-te. Beijo-te, mordo-te, quero-te todo neste beijo. Quero-te. Já. Agora. Quero-te!

 

I can hardly wait

 

As minhas mãos perdem-se no teu corpo. As tuas não largam o meu. E a tua boca beija a minha sem pudor, marca-me o pescoço e morde-me os ombros. E eu gemo e deliro. E balanço o meu corpo de encontro ao teu.

As  minhas mãos percorrem a tua pele ávidas de desejo. E eu quero-te. Já. Agora. Quero-te. E é este mesmo desejo que não nos deixa chegar a casa... aquela, na praia, sem vizinhos por perto.

 

It's been so long
I've lost my taste
Say angel come
Say lick my face
Let fall your dreams
I'll play the part
I'll open this mouth wide
Eat your heart

 

I can hardly wait

 

Unes os nossos corpos num abraço apertado. Nem o desejo permites respirar. A boca, ofegante, morde-te a orelha:  Tenho fome de ti. Quero-te. Já. Agora.

Deliras com a certeza do meu querer. O teu corpo quer o meu e sem demora. Num rompante, fazes da duna, sofá. E já eu liberto o teu corpo da camisa. Arranho-te as costas. Mordo-te os ombros. Beijo-te a morder. É a fome deste querer. De te querer. E eu quero-te. Como te quero!


Lips cracked, dry
Toungue blue burst
Say angel come
Say lick my thirst
It's been so long
I've lost my taste
Here Romeo
Make my world as great

 

Prevejo o meu corpo na areia fria. Deliro ao sentir as tuas mãos no meu corpo quente. A tua boca, na minha. O teu beijo, no meu. E eu bebo despudoradamente o teu sabor. E a sede da minha pele quer engolir a tua. Tenho sede...  sede de ti.

E deixo-me perder no teu beijo molhado. Deixo a saliva marcar-te de desejo. Saboreio o teu na minha pele. As minhas pernas enlaçam-te pela cintura. Prendem-te contra mim. A minha boca não deixa a tua. As minhas mãos saciam-se da vontade do teu corpo. Fome. Sede. Fome. Sede. Fome... e sede.

Capturados num abraço de querer. Um abraço que é desejo. Mordo-te. Beijo-te. Deliro. Gemo. Quero. Quero-te. Já. Agora. Aqui.

 

 

 


...

08
Abr10

Mordia-te agora o lóbulo da orelha, no escuro, sem que ninguém visse, sem que ninguém desse por ela. Sem encostar o meu corpo ao teu. Assim, ao de leve. Mordia-te... e afastava-me.

Voltava a aproximar-me de ti... e afagava o teu pescoço apenas com a respiração.

Afastava-me de novo, mordendo os lábios. Assim, como os mordo agora...

Ao voltar a aproximar-me, ofuscava-te com o brilho dos meus olhos, e encurralava-te num canto.

No escuro, sem ver, as minhas mãos percorriam o teu corpo, ávidas de desejo.

Enlaçava-te. Prendia-te num abraço que diz tanto. Deixava que os nossos corpos, colados, lessem o desejo à flor da pele. Deixava que falassem... um com o outro... a comunicação ao mais alto nível.

Deixava que o meu corpo transmitisse ao teu, o desejo... este desejo...

Acariciava o teu rosto com o meu. Deixava que a tua boca, sentisse a minha, assim, tão perto. Provocava-te. Deixava-te sentir o calor da minha boca, os meus lábios quentes na tua pele.

Desabotoava a tua camisa, e beijava-te os ombros. Deslizava os meus lábios nos teus. Mordia-os de novo. Os meus. Depois os teus. Encostava-te à parede.

E aí sim... lançava a minha boca na tua, e o meu corpo contra o teu.

Aí sim, o meu corpo mostrava a sofreguidão com que espera pelo teu.

E perdia-me. Sim, perdia-me. Mordia-te. Beijava-te. Mordia-te.

 

Pudesses tu imaginar... o que te fazia agora.