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Blue 258

Blue 258

...

Ele

08
Mar24

Hoje, sem saber o motivo, lembrei-me de ti. Logo depois de acordar, naquele estado de confusão em que a mente começa a despertar num corpo ainda lânguido.

Não percebi logo que era de ti que se tratava tal foi a violência com que os pensamentos começaram a chegar. Pareciam desordenados, caóticos e chegavam apressados como passageiros desesperados por chegar ao destino numa qualquer estação de comboio.

Mas numa sucessão do que então me pareceram segundos, cheguei a esta música. Ou a música chegou a mim. Como que para me lembrar da história num livro fechado e arrumado na estante. E é isto. Palavra por palavra. Não é?

Bury all your secrets in my skinCome away with innocence, and leave me with my sinsThe air around me still feels like a cageAnd love is just a camouflage for what resembles rage again
 
So, if you love me, let me goAnd run away before I knowMy heart is just too dark to careI can't destroy what isn't thereDeliver me into my fateIf I'm alone I cannot hateI don't deserve to have youOoh, my smile was taken long agoIf I can change I hope I never know
 
I still press your letters to my lipsAnd cherish them in parts of me that savor every kissI couldn't face a life without your light (without your light)But all of that was ripped apart when you refused to fight
 
So, save your breath, I will not hearI think I made it very clearYou couldn't hate enough to loveIs that supposed to be enough?I only wish you weren't my friendThen I could hurt you in the endI never claimed to be a saintOoh, my own was banished long agoIt took the death of hope to let you go
 
So, break yourself against my stonesAnd spit your pity in my soulYou never needed any helpYou sold me out to save yourselfAnd I won't listen to your shameYou ran away, you're all the sameAngels lie to keep controlOoh, my love was punished long agoIf you still care, don't ever let me knowIf you still care, don't ever let me know
 
 

A história de como ele entrou

14
Jun21

Isto de deixar entrar pessoas é uma treta. Tenho vindo a pensar nisso ultimamente. Pensamos que volta e  meia deixamos entrar alguém - fosso, crocodilos and all that shit - mas não. Não somos nós. São eles. Há pessoas que entram de mansinho sem darmos por ela. Vamos assumir e preparar-nos psicologicamente para facto de que há pessoas que vão entrar. Quer queiramos quer não.

E assim ele entrou. Calmo. Tão sossegado que ele parecia. Tímido, até. Mas devagarinho, tão devagarinho, a voz dele inundou a sala e acabou por tomar conta da casa. O sorriso dele iluminava os dias. E que sorriso. Do tamanho do mar. Por isso mesmo ainda hoje me afogo quando o vejo chegar.

 

 

Ainda (d)ele

14
Jun21

Ele aparece, eu sorrio. Ele deixa-me inundar no seu sorriso e afogar na doçura do olhar. Aproxima-se o suficiente para me deixar sentir o calor do seu corpo. Marca a minha pele com a saliva. O pescoço. "Olá". Did you miss me? Não, não  e não. Respondo aflita porque quero que acredite naquilo que eu sei não ser verdade. Mas ele já nem ouve porque se foi mais uma vez sem um adeus.

 

 

 

tanto por dizer

14
Jun21

contigo nunca há despedidas. apenas ausências. e nunca ninguém falou em ser perfeito. somos perfeitos com cada uma das nossas cicatrizes. perfeitos na nossa imperfeição. diz-me. diz-me o que tens no peito. conta-me. mostra-me.

eu deixei-te voar. fui obrigada a abrir as mãos e a deixar-te voar. e vamos fazer de conta que isto é a letra de uma música. só porque sim. e já agora, só porque sim, "quando bazaste deixaste pa trás algo que é teu". e tanto, tanto que guardo cá dentro.

e porque é que me parece que todas as músicas parecem falar de amor?