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Blue 258

Blue 258

Hoje

14
Set15

Um belíssimo fim de tarde, em que podíamos sentir a chuva na terra, nas folhas, no ar. Os frutos que ainda se escondem por entre uma folha e outra, provam que o verão esteve aí. O imenso céu a perder de vista, o horizonte que mergulha no mar... toda aquela luminosidade em campo aberto e a promessa do frio. Aquele frio que chega devagarinho e se vai enroscando em ti. Envolve-te devagarinho, baila nos teus pés, enlaça-te e beija-te no pescoço. E uma lareira a crepitar, mantas e écharpes assaltam-te o pensamento como se de recordações tratassem. E tu pensas em voltar porque são quase 8 e agora os dias escurecem mais cedo. O frio que começa a ganhar terreno aos poucos, convida-te ao aconchego de casa. E tu pensas no frio que está a voltar... e naquele abraço. Na saudade de um abraço.

Oh, let me wear your overcoat, my bones are super chill and all the ponies have gone home

08
Dez14

Porque é Dezembro, e o frio já se instalou de mansinho, o frio, aquele friozinho tão bom, que chama a cada esquina das cidades iluminadas, que pede a lareira acesa, o agasalho de lã, o cachecol envolto no pescoço e as mãos nos bolsos. E é quando te vejo (imagino) na rua,  de sobretudo elegante, charme nos lábios e o mesmo brilho no olhar. E é quando me perguntas: és tu, és mesmo tu? E eu apenas te respondo: Não vês o brilho no meu olhar e o sorriso nos lábios?

 

Wonderful Unknown (feat. Greg Laswell) by Ingrid Michaelson on Grooveshark

 

Cinco minutos e um segundo de música é quanto dura este abraço. Para continuar, press replay or repeat :)

Mil Vezes Mais,

09
Jan11

Li isto, hoje, na página do facebook da irmã daquela nossa amiga, aquela, que é tanto. Lembrei-me de ti. Inevitavelmente, lembrei-me de tudo.

 

 

«Á deriva num rio procuramos agarrarmo-nos a uma rocha para estarmos seguros. Mas é quando nos conseguimos desprender e nos deixamos, que percebemos a beleza de não controlar a corrente, mas apenas decidir em que direcção flutuar....»

 

 

P.S. E não poderia vir mais a propósito.

Não me faças esperar

05
Jan11

Na esquina daquele prédio sombrio, junto ao candeeiro verde, abrigada debaixo do guarda-chuva que conta as gotas, uma a uma. O vento marca-me o rosto,  o frio faz-me arrepiar, a chuva entranha-se nos ossos. Não me faças esperar. Por um abraço que nunca mais chega, por um calor que nunca mais sinto. Não me faças esperar. 

 

 

 

Das saudades

26
Nov10

Ontem, bateu-me uma saudade... assim, de repente, como se estivesse à porta, à espera de entrar, à espera do acender de uma luz, do correr de uma cortina. Noite fria. O frio... lembras-te? E eu lembrei-me de ti.

Esqueci o burburinho do computador, recostei-me na cadeira, abracei o frio em mim, e com um sorriso nos lábios, lembrei-me de ti. Pensei em mais uma quarta-feira  passada, e num ritual que deixa inevitavelmente de ter lugar. Porque evito procurar-te.  Porque te deixo partir, aos poucos, de mim. E custa-me este avançar, este avançar que ainda dói, que ainda me custa. Porque ainda me lembro de ti. Ainda penso em ti.

 

 

 

Yesterday I saw the sun shinin',
And the leaves were fallin' down softly,
My cold hands needed a warm, warm touch,
And I was thinkin' about you.


...

28
Set10

Tomar café, logo depois de jantar, junto ao mar. O frio salgado que nos envolve o corpo, as malhas suaves de meia estação que nos acariciam a pele. Sente-se o retumbar do mar, a areia salgada,  o vento e a noite que brindam entre si. Sente-se a  serenidade de uma alma reconfortada. Um frio bom, que nos enrubesce a pele, acelera a circulação sanguínea e faz bombar o coração apressado. E apressado já ele é.

 

 

 

 

bum bum bum bum bum bum bum bum
bum bum bum bum bum bum
bum bum bum bum bum bum

 

 

Estórias do rio

25
Jul10

E a estória é esta: estava no meio do rio, sozinha e já com frio, e de tanto tempo à espera, enquanto que o sangue me fervilhava nas veias, pus-me a pensar, vou mas é dar uma alta festa aqui mesmo no rio. Montes de gente e diversão a rodos. Porque é assim que a vida deve ser. Vivida, pelo menos. Pelo menos? Acima de tudo. E não podemos simplesmente passar por ela sem deixar mossa.

 

E porque eu deixei uma margem para atravessar para a outra. Pelo prazer, pelo incêndio que se afigurava no meu sangue. Entretanto vi-me no meio do rio, e insegura em terminar a passagem sozinha para o outro lado, ali me deixei ficar. Para trás não queria voltar, e ao continuar arriscava-me a cair à água e a não ter ninguém naquela margem que me desse a mão. E ali fiquei. E agora penso em fazer ondas e em fazer barulho. Em atirar-me ao rio, agitar as águas, nadar e mergulhar. Em molhar a roupa, em secar-me nessa mesma margem, em repousar e ficar estendida ao sol. E em depois voltar a mergulhar no rio, e sentar-me de novo nas pedras, bem no meio do rio. Porque mesmo sem ter quem me chame da outra margem, decidi nadar pelo prazer de nadar. Sem pena de molhar a roupa.

 

 

Too many shadows in my room
Too many hours in this midnight
Too many corners in my mind
So much to do to set my heart right
Oh it's taking so long i could be wrong, i could be ready
Oh but if i take my heart's advice
I should assume it's still unsteady
I am in repair, i am in repair

Stood on the corner for a while
To wait for the wind to blow down on me
Hoping it takes with it my old ways
And brings some brand new look upon me
Oh it's taking so long i could be wrong, i could be ready
Oh but if i take my heart's advice
I should assume it's still unsteady
I am in repair, i am in repair

 

And now i'm walking in a park
All of the birds they dance below me
Maybe when things turn green again
It will be good to say you know me

Oh it's taking so long i could be wrong, i could be ready
Oh but if i take my heart's advice
I should assume it's still unready
Oh i'm never really ready, i'm never really ready
I'm in repair, i'm not together but i'm getting there
I'm in repair, i'm not together but i'm getting there