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Blue 258

Blue 258

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09
Jan11

 

«Acho que o Amor, quando acaba, deixa nas coisas esta mesma fragrância. Nas caixas, nos automóveis, nas casas, nas ruas, nos cafés e principalmente na cama. E que não se vai de vez. Antes fosse. É uma espécie de dança doce que sabe como se fosse amarga. E não acredito em homens apaixonados que passem incólumes por esta dança fantasma.»

 

 

Bagaço Amarelo, no não compreendo as mulheres

 

 

 

Ler texto na íntegra, aqui.

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26
Out10

Eu acho que ao contrário de muitas mulheres, os homens não enrolam nestas coisas do "estar a fim". Ou querem e mostram que querem, ou não querem e não há cá dúvidas.*

 

Miss Glitering, no às nove no meu blog

* Ler texto na íntegra aqui.

 

 

 

Quer os homens, quer as mulheres, sabem bem quando querem, o que querem e como querem. Vá, assumo a possibilidade de estarmos sujeitos a algumas nuances no que toca aos dois últimos pontos, mas a verdade é que sabemos bem quando queremos. É que nem há como enganar, nem por onde contornar o assunto, sabemos quando queremos. Sabemos.

Sabemos perfeitamente quando uma amizade começa a galgar as margens - tal e qual rio endiabrado - e a transbordar para outro campo. Sabemos. Sabemos que quando aquele moreno misterioso  nos visita o pensamento este e outro dia, sabemos que não nos é indiferente. Sabemos. Sabemos perfeitamente que quando aquele fulano não nos sai da cabeça, faça-se o que se fizer, estamos fodidas (nunca sei se é com "u" ou com "o", desculpem lá).

E o caricato da vida, é o malabarismo de situações com o qual ela nos presenteia. Mesmo sem termos pedido. Mesmo sem andarmos à procura.

 

 

O que nós fazemos em determinada situação, e em cada caso específico, isso sim, já depende muito de cada um. Porque, convenhamos, há o caminho quase lógico a seguir, ou o mais fácil, quiça o escolhido por todos ou quase todos. Caminhos, decisões, escolhas. E tudo depende de nós. A vida depende de nós. E a vida é o que nós fazemos dela. ou tentamos. Pelo menos tentamos.

 


 

 

 

 

 

P.S. Este post parece ter começado com um propósito. Parece. Se algures pelo meio me perdi, a verdade é que no fim, acabei por  mesmo por me perder. Ponderei até apagar este post. Mas a vida tem coisas destas, tem, e é desta forma, que aqui ficam registadas.

 

 

Serviço público II

12
Out10

 

Meus caros XY,

 

O meu caríssimo amigo César, chegou à brilhante conclusão de que as mulheres se vestem de forma sedutora - decotes, mini-saias, etc. - com o único intuito de provocar os homens. Ora, meu caro César, e meus caros amigos, isso não é de todo verdade. E que a minha palavra valha alguma coisa!!! Digo e repito, maioritariamente, as mulheres querem sentir-se bem, sentir-se sedutoras, quiça poderosas. Porque, meus caros, é dificil ser mulher. Acreditem, é. Também é muito bom, mas que é dificil, é. Temos de vingar num mundo que ainda é dos homens, temos de subir a pulso, correr o risco de, depois de tanto trabalho árduo, dizerem que subimos na horizontal. Se há quem o faça? Há. Mas não vamos agora por uma, julgar todas as outras. E esse é um grande defeito dos homens, por uma, avaliarem todas as outras. Por uma má experiência, ou várias, rotularem todas as outras da mesmíssima forma.

 

Portanto, acreditem quando vos digo que regra geral, as mulheres se vestem de acordo com o seu gosto, com aquilo que as faz sentir bem. Muitas, mas muitas mesmo, revelam um bom gosto tremendo. Outras, pronto, vestem-se de acordo com a personalidade e gosto. Cada uma é como é. Veste-se como gosta. Ou de acordo com a realidade que é a vida dela. Ou como pode ser a sua vida. Voltando ao bom gosto tremendo, porque existe e passeia-se nas nossas ruas, as mulheres gostam e procuram evidenciar os seus atributos. Tal como os homens. Por isso os vemos no ginásio, a comprar roupinhas da moda, a usar cremezinhos e gel no cabelo. Porque, meus amigos, o mundo é uma selva. E, para sobreviver, a lei básica da sobrevivência, lá está, cada um usa as armas que tem. Posto isto, da próxima vez que os vossos olhinhos depararem com uma mulher sedutora, pensem duas vezes antes de abrir a boca para falar e dizer algo do género: é só para provocar.

 

E agora, vamos lá ser sinceros: que há mulheres que só querem provocar, há. Realmente, há. Mas em verdade vos digo que nem com todas as que só querem provocar os homens lhes saltam pra cueca. Porque a verdade verdadinha é que dentro da categoria das que só querem provocar, há aquelas que só se ficam pela provocação. Porque lhes dá um sentimento qualquer de superioridade, ou muito simplesmente, prazer. E cada uma delas tem todo o direito a isso.

 

 

E, seguindo a linha de pensamento do Sr. César, uma gaja que não quisesse provocar, vestir-se-ia de que forma? Enfiava um saco de batatas? Usava um hábito de freira? Vestia roupa masculina? Convenhamos, meus amigos, que há mulheres, oh se as há, que mesmo com um saco de batatas, continuavam a ser lindas de morrer e sedutoras como o raio. Porque há mulheres assim. Que as há, há. Não são é pro bico de qualquer um.

 

 

 

 

XX

12
Out10

E depois, ainda por cima (on top of everything) metemos aquela ideia na cabeça: não, eu não vou dizer nada, ele(s) que diga(m) primeiro. Também quero ver se não diz(em) nada. We'll see if I matter or not. Mas a vontade que temos é tão irrequieta que não resistimos. E acabamos por quebrar o silêncio que a tanto custo e por um motivo parvo ou mais do que parvo estávamos a tentar manter.

 

 

P.S. Pá, eu disse que vos explicava como interpretar as coisas, não o porquê de as coisas serem como são. Mulheres são mulheres. E homens são homens. E apesar de diferentes, ambos sabemos partir na perfeição a cabeça ao outro. Lá está, é uma coisa inata às espécies. Darwin, podias ter-nos dado uma mãozinha. Oh se podias.

 

Ainda... XY

12
Out10

Raio dos homens, pá. Conseguem tirar-nos o pio. Porra. Eu, aqui, a querer dizer bom dia, a um, e parece que não sei como. Desculpa a parvoíce, sei lá, mulheres, já tinhas reparado que somos uma coisa louca. Ao que ele provavelmente me responderia: gajas, pá, que coisa mais complicada, gajas. E eu recordar-lhe-ia que as complicadas é que dão o gosto à coisa. E ele, teimoso que só ele, dir-me-ia que não precisávamos ser assim tão complicadas.

Quero enviar uma mensagem a outro, e estou ali às voltas. Sabes, o meu mundo não tem o mesmo gosto sem ti. E nem sabes como sinto, tenho saudades tuas. Sabes disso? Escrevo e apago sem sequer terminar uma frase. E podem acreditar, vou sair sem dizer palavra a qualquer um dos dois. E esta parvoíce não me vai sair da cabeça o tempo todo. Raios. Ou nos ocupam as ideias com o queremos ou com o que lá no fundo queremos, mas demonstramos não querer. Raios.

 

Considerações ou consideraciones #5

14
Jul10

Não uso maquilhagem desde domingo. Pergunto-me se é pelo facto de estar rodeada por homens. Será que se houvesse outra mulher aqui, haveria aquela necessidade subjacente de competir? Ou será que é pelo simples facto de não me interessar por nenhum deles? Eu voto na segunda opção. Ou isso, ou estou a ficar uma desmazelada de primeira.

 

"O Romeo, Romeo, wherefore art thou Romeo?"

03
Jun10

Juliet:
O Romeo, Romeo, wherefore art thou Romeo?
Deny thy father and refuse thy name;
Or if thou wilt not, be but sworn my love
And I'll no longer be a Capulet.

Romeo:
[Aside] Shall I hear more, or shall I speak at this?

Juliet:
'Tis but thy name that is my enemy:
Thou art thyself, though not a Montague.
What's Montague? It is nor hand nor foot,
Nor arm nor face, nor any other part
Belonging to a man. O be some other name!
What's in a name? That which we call a rose
By any other word would smell as sweet;
So Romeo would, were he not Romeo call'd,
Retain that dear perfection which he owes
Without that title. Romeo, doff thy name,
and for thy name, which is no part of thee,
Take all myself.

Romeo And Juliet Act 2, scene 2, 33–49

Ainda há quem acredite no amor romântico e espere desalmadamente (ou não) pelo seu  Romeu. Será que os há? Há. Ocasionalmente encontramos um ou outro. Por vezes, ouvimos apenas relatos.  E o que será afinal um Romeu? Será aquele que nos escreve os versos mais profundos e canta  as músicas mais doces? Não me parece. Lembrem-se que por mais bonita que possa ser a  música desses Romeus que andam por aí,  não é a música de qualquer um que nos deixa rendidas a seus pés. É um facto.

O que é então um Romeu para vós? O que é que realmente importa? Será...

Aquele homem que nos prende num encantamento, aquele homem cujo sangue faz fervilhar o nosso, aquele homem cujo abraço é um porto seguro. Um homem que nos transmite calma, segurança, serenidade e uma jovialidade proveniente desse encantamento com que nos aprisiona. E que acima de tudo mexe connosco, atribula a nossa forma de pensar e revolve os nossos sentimentos. Porque um Romeu  na nossa vida é como uma descarga eléctrica que atravessa cada célula do nosso corpo. Atinge-nos como um raio e parece despertar-nos para a vida.

 

 

Julietas? Há-as todos os dias. Ou havia. Agora, cada vez menos. O amor tornou-se comercial, um produto à venda munido de uma belíssima campanha publicitária. E a publicidade é enganosa, já se sabe. Mas a sociedade parece ter-se habituado a procurar determinados  produtos e marcas. Quando falta em stock o chamado ideal (ou produto alvo) - e aqui há assunto para outro post - a tendência é munir-se de um sucedâneo qualquer.

Temos também de ter em atenção que muitas vezes vemos apenas o que queremos ver. Ah e tal, parece  mesmo de marca, não parece? É mais barato e faz o mesmo. E esquecem-se que isto não é bem assim. Levam-nos para casa e surpreendem-se quando ao fim de dois ou três dias aquela porcaria avaria e deixa de funcionar.

 

Vejo as mulheres procurarem homens com algum estatuto - leia-se bom emprego, boa conta bancária, boa casa e bom carro - e com um embrulho apresentável. Esquecem-se do mais importante: aquilo que não se vê no extracto bancário, aquilo que não se vê pelo carro, pela casa. Não se vê, simplesmente. Sente-se.

 

 

...

21
Mai10

tentei, está bem?


«Passei por ti tão incerto. Acho que nesses dias andava a recolher das ruas a minha própria vida, aos pedaços. Às vezes no falso vigor dum café quente, outras vezes no constante adeus daqueles que passam e não ficam. Como se assim um dia pudesse tê-la toda. Não podia. Talvez pensasse que ela estava fragmentada por aí, como peças dum puzzle por construir. Não estava. O amor é sempre assim. Ou a falta dele, pensei depois. Uma extensão de fragmentos.

 

E vi-te tão incerta. Acho que nesses dias houve um segredo qualquer. O amor começa sempre assim, pensei depois. Num olhar que é um segredo, num cheiro que é um segredo, numa vontade que é um segredo. Seja lá o que for. No princípio é sempre um segredo. Sempre. E tu disseste que os segredos são o Big Bang do amor. Tinhas razão. Todo o amor comprimido num único ponto pronto a ser o Cosmos. Às vezes devagar, outras vezes mais depressa.
E eu que já me tinha esquecido da mania que o amor tem de não fazer apresentações. Primeiro entra em nossa casa sem bater, deixando pegadas de terra na carpete da sala; depois desarruma-nos os objectos pessoais e a mobília. E rio-me com isso. E rimo-nos com isso. Às vezes também vai à cozinha servir-se dum café expresso. E quando perguntamos: "o que diabo se passa aqui?" já nem queremos saber a resposta. Queremos que o fim da cama seja a nossa linha do horizonte. É que às vezes é, até porque é atrás dela que passa a nascer o dia. Que passa a nascer a noite.

Tinha nascido a noite quando surgiu a dúvida: "o que dirá o dicionário sobre a palavra amor?". E tu riste-te. Se os dicionários são tão grandes deve ser só por causa dessa palavra, disseste. E eu ri-me. Fomos ver. Dizia que é o sentimento que induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa pela qual se sente afeição. E rimo-nos os dois. Não é, pois não? Como é que o Big Bang podia ser só isso? O dicionário não sabe nada. E pediste-me para tentar escrevê-lo. Acabo de o tentar, meu amor, com este texto que é para ti. Só que eu também não sei nada. Tentei, está bem?»

 

bagaço amarelo, in não compreendo as mulheres