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Blue 258

Blue 258

Sábado

07
Nov10

Duas vidas. Anos. Momentos. Horas. Minutos. Segundos.

 

Uma esplanada na Praça da Liberdade - a coincidência ou a ironia do destino a operar em toda a sua força. Whisky servido em copos de balão. O M e eu. Recordo as lágrimas, minhas, as palavras, dele, e estas três músicas entre as quais eu sentia um nó na garganta. Sentia a dor de um nó que se desfazia. Que se desfez.

 

Whataya want from me, Adam Lambert, Encosta-te a mim, Jorge Palma, e Love the way you lie, Eminem e Rihanna.  Tocaram numa estação qualquer. Formaram a banda sonora daquele momento.  Naquele lugar. Praça da Liberdade, no fundo da Avenida.

 

 

 

 

Vens ou ficas, esta cidade é só nossa e a noite pede-nos um corpo para continuar a viver. Se vieres, vou esperar-te á estação. Trarás contigo a razão... Quem te ouve e quem te vê.

O encontro será apenas um momento no interior do pensamento onde tudo se resolve. Os segredos são o centro de um incêndio que arde com o silêncio como outra noite qualquer.

Se me ouves, se recusas as palavras, transformamo-nos em nada, quase deixamos de ser. E as horas que se despedem devagar, que se afastam de ficar, que se aproximam de morrer. O que fomos passa por nós na avenida, é um pedaço da nossa vida, que ainda quer sobreviver.

 

 

Barba ruiva

23
Nov09

M. Barba de uma semana. Neste caso, pêra. Sexy. I like it.

Na sexta feira, beijos ardentes. Love it. Just love it.

Sábado, o meu queixo, e o lado direito do pescoço, acordam vermelhos.

Domingo, a minha pele branca parecia ter sido perfurada por milhentas agulhas, e apareciam agora mini borbulhinhas.

Hoje. Comichão. Ardência. Not nice. Not nice at all.

 

Quem diz que o amor não deixa marcas? Oh se deixa!

 

 

P.S. Se alguém souber como posso aliviar esta vermelhidão, por favor, partilhe. Eu agradeço!

 

Cá se fazem, cá se pagam.

05
Ago09

 

Ontem, e por ter sido um dia daqueles - daqueles raros em que o melhor de mim parece estar à flor da pele - ao jantar, dei um  beijo na face ao m.

De sorriso rasgado, olha para mim e pergunta:

Já estou perdoado?

Ao que muito rapidamente respondo:

Não, claro que não. E tão cedo não esqueço.

Ao que ele me pede:

Não digas isso. Até ando a ter uns sonhos tão estranhos...

 

O poder do subconsciente. Aguenta.

 

Pagar a conta

02
Ago09

Vou poupar-vos aos detalhes da noite passada. Posso apenas mencionar a burocracia resultante da jantarada do m. Leia-se: trabalho para mim. Coisas a lavar, coisas a limpar, menino para tratar. Ainda por cima, tenho que me ocupar dele: deixá-lo dormir (para ajudar a curá-la), levar-lhe cafézinho para limpar o organismo (leia-se valente ressaca), ver se almoça (comidinha levezinha para ver se o estômago aguenta).

 

Apetecia-me barafustar, e cá dentro barafusto e muito. Por fora, nem por isso. O que é pior. Muito pior. Para ele.

 

Mzinho, tão cedo não pagas a conta da noite passada. E tu sabes isso, não sabes?