Domingo, 7 de Novembro de 2010

Sábado

Duas vidas. Anos. Momentos. Horas. Minutos. Segundos.

 

Uma esplanada na Praça da Liberdade - a coincidência ou a ironia do destino a operar em toda a sua força. Whisky servido em copos de balão. O M e eu. Recordo as lágrimas, minhas, as palavras, dele, e estas três músicas entre as quais eu sentia um nó na garganta. Sentia a dor de um nó que se desfazia. Que se desfez.

 

Whataya want from me, Adam Lambert, Encosta-te a mim, Jorge Palma, e Love the way you lie, Eminem e Rihanna.  Tocaram numa estação qualquer. Formaram a banda sonora daquele momento.  Naquele lugar. Praça da Liberdade, no fundo da Avenida.

 

 

 

 

Vens ou ficas, esta cidade é só nossa e a noite pede-nos um corpo para continuar a viver. Se vieres, vou esperar-te á estação. Trarás contigo a razão... Quem te ouve e quem te vê.

O encontro será apenas um momento no interior do pensamento onde tudo se resolve. Os segredos são o centro de um incêndio que arde com o silêncio como outra noite qualquer.

Se me ouves, se recusas as palavras, transformamo-nos em nada, quase deixamos de ser. E as horas que se despedem devagar, que se afastam de ficar, que se aproximam de morrer. O que fomos passa por nós na avenida, é um pedaço da nossa vida, que ainda quer sobreviver.

 

 


publicado por blue258 às 21:53
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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

Voltar

Dou por mim a voltar. Àquele sentimento. Àquele momento. Àquele lugar. Volto. Ao mesmo sentimento, ao mesmo momento, ao mesmo lugar.

 

 

Aliás, venho agora de lá.

 

 

 

 

 

There'll be no one unless that someone is you
I intend to be independently blue

Say, I want your love, don't wanna borrow
Have it today to give back tomorrow
Your love is my love
There's no love for nobody else

 


música: Love or leave me - Nina Simone

publicado por blue258 às 22:17
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

...

«Lembro-me agora que tenho de marcar um

encontro contigo, num sítio em que ambos

nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma

das ocorrências da vida venha

interferir no que temos para nos dizer. Muitas

vezes me lembrei de que esse sítio podia

ser, até, um lugar sem nada de especial,

como um canto de café, em frente de um espelho

que poderia servir de pretexto

para reflectir a alma, a impressão da tarde,

o último estertor do dia antes de nos despedirmos,

quando é preciso encontrar uma fórmula que

disfarce o que, afinal, não conseguimos dizer. É

que o amor nem sempre é uma palavra de uso,

aquela que permite a passagem à comunicação;

mais exacta de dois seres, a não ser que nos fale,

de súbito, o sentido da despedida, e que cada um de nós

leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio

ser, como se uma troca de almas fosse possível

neste mundo. Então, é natural que voltes atrás e

me peças: «Vem comigo!», e devo dizer-te que muitas

vezes pensei em fazer isso mesmo, mas era tarde,

isto é, a porta tinha-se fechado até outro

dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então

as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem

sido pensadas. No entanto, ao escrever-te para marcar

um encontro contigo, sei que é irremediável o que temos

para dizer um ao outro: a confissão mais exacta, que

é também a mais absurda, de um sentimento; e, por

trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia

seguinte, como se o amor, de facto, pudesse mudar as cores

do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nos vamos

encontrar, que há-de ser um dia azul, de verão, em que

o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí

que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas,

que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo

das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros.»

 

Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”

 


 

Roubado do Sussurros e Respiros

 


 


publicado por blue258 às 01:41
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

...

Este frio, esta chuva, trazem-me à memória momentos de extrema doçura. Será talvez por isso que sorrio. Apesar do frio, o meu corpo exala um calor intenso. Imagino que produzido pelo coração. É ele o detentor de todas as marcas de doçura. Palavras, carinhos, abraços, beijos. Entrega. Comunhão de almas. E o coração, que de parvo não tem nada, encerra em si o mel, preservando-o. Guardando-o como um tesouro. Guarda-te a  ti. Bem cá dentro do meu peito.

 

 

 

 

P.S. E hoje vou dormir com um sorriso nos lábios. Vou. Vou adormecer a pensar em ti. Vou. Embalada por uma banda sonora que é especial. É. Ainda é. E sempre será. É esse o poder de uma banda sonora. É esse o poder dos momentos mágicos gravados no tempo.

 


publicado por blue258 às 23:26
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