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Blue 258

Blue 258

#44 Pinto a tua pele (parece-me que precisa de bolinha vermelha - é do calor, eu não tenho culpa - está calor, não está?)

03
Ago10

No estúdio, as tintas cedem sob a loucura do calor. Loucura? Diria tortura. Sim, tortura. Também eu cedo como elas a esta tortura, a este calor. Nem o mar possante acalma o fogo que se faz sentir. A brisa passeia-se sómente pela casa, aquela, na praia, sem vizinhos por perto.

 

 

 

Sede de luar

23
Jun10

A noite cai e doce se aduna o luar.

E eu ainda te bebo, beijo e  mordo. Bebo-te.

Uma sede que não tem fim, que se alimenta de si própria.

 

 

Sede de te beber, beijar a tua pele morena, inebriar-me no teu perfume.

Sede de me abandonar ao teu abraço e esquecer-me de mim.

Sede de momentos perdidos no tempo. Sem hora, sem lugar.

Sede de luar. E de pele. Da tua. Sede de ti.

 

 

#40 Quero-te. Já. Agora. (bolinha vermelha, mas pequenina... pequenina)

03
Jun10

 

 

 

Os meus lábios perdem-se nos teus. As nossas bocas envolvem-se na saliva doce. O meu corpo  balança de encontro ao teu. Descubro a tua pele... e saboreio-te. Beijo-te, mordo-te, quero-te todo neste beijo. Quero-te. Já. Agora. Quero-te!

 

I can hardly wait

 

As minhas mãos perdem-se no teu corpo. As tuas não largam o meu. E a tua boca beija a minha sem pudor, marca-me o pescoço e morde-me os ombros. E eu gemo e deliro. E balanço o meu corpo de encontro ao teu.

As  minhas mãos percorrem a tua pele ávidas de desejo. E eu quero-te. Já. Agora. Quero-te. E é este mesmo desejo que não nos deixa chegar a casa... aquela, na praia, sem vizinhos por perto.

 

It's been so long
I've lost my taste
Say angel come
Say lick my face
Let fall your dreams
I'll play the part
I'll open this mouth wide
Eat your heart

 

I can hardly wait

 

Unes os nossos corpos num abraço apertado. Nem o desejo permites respirar. A boca, ofegante, morde-te a orelha:  Tenho fome de ti. Quero-te. Já. Agora.

Deliras com a certeza do meu querer. O teu corpo quer o meu e sem demora. Num rompante, fazes da duna, sofá. E já eu liberto o teu corpo da camisa. Arranho-te as costas. Mordo-te os ombros. Beijo-te a morder. É a fome deste querer. De te querer. E eu quero-te. Como te quero!


Lips cracked, dry
Toungue blue burst
Say angel come
Say lick my thirst
It's been so long
I've lost my taste
Here Romeo
Make my world as great

 

Prevejo o meu corpo na areia fria. Deliro ao sentir as tuas mãos no meu corpo quente. A tua boca, na minha. O teu beijo, no meu. E eu bebo despudoradamente o teu sabor. E a sede da minha pele quer engolir a tua. Tenho sede...  sede de ti.

E deixo-me perder no teu beijo molhado. Deixo a saliva marcar-te de desejo. Saboreio o teu na minha pele. As minhas pernas enlaçam-te pela cintura. Prendem-te contra mim. A minha boca não deixa a tua. As minhas mãos saciam-se da vontade do teu corpo. Fome. Sede. Fome. Sede. Fome... e sede.

Capturados num abraço de querer. Um abraço que é desejo. Mordo-te. Beijo-te. Deliro. Gemo. Quero. Quero-te. Já. Agora. Aqui.

 

 

 


...

08
Abr10

Mordia-te agora o lóbulo da orelha, no escuro, sem que ninguém visse, sem que ninguém desse por ela. Sem encostar o meu corpo ao teu. Assim, ao de leve. Mordia-te... e afastava-me.

Voltava a aproximar-me de ti... e afagava o teu pescoço apenas com a respiração.

Afastava-me de novo, mordendo os lábios. Assim, como os mordo agora...

Ao voltar a aproximar-me, ofuscava-te com o brilho dos meus olhos, e encurralava-te num canto.

No escuro, sem ver, as minhas mãos percorriam o teu corpo, ávidas de desejo.

Enlaçava-te. Prendia-te num abraço que diz tanto. Deixava que os nossos corpos, colados, lessem o desejo à flor da pele. Deixava que falassem... um com o outro... a comunicação ao mais alto nível.

Deixava que o meu corpo transmitisse ao teu, o desejo... este desejo...

Acariciava o teu rosto com o meu. Deixava que a tua boca, sentisse a minha, assim, tão perto. Provocava-te. Deixava-te sentir o calor da minha boca, os meus lábios quentes na tua pele.

Desabotoava a tua camisa, e beijava-te os ombros. Deslizava os meus lábios nos teus. Mordia-os de novo. Os meus. Depois os teus. Encostava-te à parede.

E aí sim... lançava a minha boca na tua, e o meu corpo contra o teu.

Aí sim, o meu corpo mostrava a sofreguidão com que espera pelo teu.

E perdia-me. Sim, perdia-me. Mordia-te. Beijava-te. Mordia-te.

 

Pudesses tu imaginar... o que te fazia agora.