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Blue 258

Blue 258

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Exames médicos

09
Dez10

Que ninguém gosta, deve ser um facto. Que eu não gosto, é uma certeza. E hoje, o dia, foi-lhes dedicado por inteiro.

ECG logo de manhã. Estou na sala de espera, e é aí que me bate: electrocardiograma. Electro. Começo a stressar. Tento pensar em coisas boas, lembro-me da Electro Parade: o que eu curti. Mas não, não resulta, começo a sentir-me nervosa, um peso no coração, que raios, penso eu.

Entro, e como estou nervosa, faço uma piada qualquer, o técnico ri-se até mais não, e eu também. Lá me fez o ECG, diz-me que está tudo bem, que o meu coração responde bem (sabe lá ele). Saio de lá a pensar em dizer à médica de família que ando a sentir umas palpitações estranhas: pode ser que me prescreva outro ECG. Vale a pena só pelo giraço do técnico!

 

O segundo exame da manhã também correu bem e o atendimento valeu a pena. O da tarde, esse, bem, foi bem pior. Se de manhã estava nervosa, de tarde estava a sentir-me mal. É inacreditável como a parte psicológica nos consegue afectar desta forma. O atendimento foi lastimável para não dizer uma merda mesmo.  Mas o que importa é que estava tudo bem. Só que isso não impediu de quase bater mal no vestiário. Tive de fazer um esforço para me controlar e saí de lá meia a tremer. Raios, nós somos frágeis, somos. E essa fragilidade assusta-me.

 

Páro no café da esquina, tomo um belo de um café, compro tabaco, meto-me no carro e... Santa Luzia: não há forma melhor de esquecer tudo. Tudo.

Tonalidade embriagante

14
Jun09

Tonalidade embriagante esta, que ao cair da noite abraçava Viana do Castelo. Indescritível. Impossível fotografar - a máquina parecia não ser capaz de captar a subtileza dos tons. À falta de melhor, fica aqui o meu testemunho.

 

De casa, viam-se os pinheiros corados de vermelho - como se de fogo se tratasse. E era fogo - fogo vindo do sol, vindo da praia, do mar, da linha do horizonte, onde o sol se parecia perder.

 

A caminho da praia, viam-se os pinheiros, vestidos de tons escuros, misteriosos, sombrios, exalando sobriedade. Mesmo por cima, rasando as cristas que sempre apontam o céu, tons arroxeados, incríveis, sublimes, extraordinários.

 

Beira-mar: fogo. Explosão de fogo. Intenso de uma forma que até atordoa. Parecia pairar à superfície do mar.

Porções de areia sublimadas por aquele tom vermelho de fogo que inicialmente concentrou as atenções. Areia e água polvilhadas por tons escuros de laranja. 

 

 

Com o olhar alcanço a cidade.

Santa Luzia, em cima, com a noite que entretanto se abateu sobre ela.

A cidade com as suas luzes, brilhantes, como se engalanada estivesse para a festa.

O pontão a direccionar-nos para o mar, para o horizonte. Para o infinito.

Sempre lá, mas hoje diferente, transformado de uma qualquer forma transcendental que não nos permite saber o autor.

Acesso só à obra: o mar carregado desses tons azuis e arroxeados, hipnotizantes, esotéricos, intrinsecamente cativantes, que se estendem como névoa mística à cidade.

 

Ao voltar para casa, acompanha-me uma atmosfera em tons azuis e arroxeados escurecidos pela noite. Diferente dos demais dias. Sem dúvida.

 

Santa Luzia - Viana do Castelo

08
Abr09

Aproveitei o magnífico dia de hoje para captar um pouco daquilo que há de mais belo - pelo menos aos meus olhos - nesta cidade de mar e rio. Começamos por Santa Luzia: para lá seguem os nossos caminhos - ora pelo sentimento que nos impele a mover, pela paisagem estonteante  que nos alimenta os sentidos ou pura e simplesmente a lazer, não se conhece Viana sem conhecer o coração que a faz pulsar  de emoção, e a nós, perder de amores.

 

Começa a subida:

  • a pé - infinitas escadas que nos parecem levar bem pertinho do céu -saudável para o corpo e para a alma;
  • no elevador - renovado e de cara lavada - excelente escolha para condimentar o passeio;
  • de carro - curvas e contracurvas com os olhos sempre colados nos pedacinhos desta cidade que nos vão aparecendo por entre a folhagem - é bom para a preguiça!

Pelo caminho - a não perder -  varandas de encantar..

 

 

 

Aproveitar cada momento para absorver todos os pedacinhos que a subida nos vai revelando da cidade:

 

Ao chegar bem lá em cima, enfim, toda uma panóplia de sensações:

 

os jardins - tão refrescantemente verdes

 

 

 

a paisagem - de cortar a respiração

 

 

 

o templo - vejam só: palavras para quê?

 

 

 

Pormenores:

 

 

 

 

 

 

 

 

Nota: todas as fotografias assinadas por blue258 - há ainda mais para ver no Sapo Fotos!

 

P.S. : agradeço ao E por me ter deixado brincar com a sua Olympus digital - made my life easier!