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Blue 258

Blue 258

...

25
Set10

 

Porque eu sou terra. Sou água. Sou chuva, rio e mar. Sou as luzes que se reflectem nas águas. Sou o crepúsculo que abraça a cidade. Fui pele, paixão tórrida e querer louco. Fui areia, sol, mar, lua e estrelas. Fui. Deixo que me invada agora o Outono e procuro que me tempere a alma e apazigue o coração. Procuro ser... Eu.

 

 

#43 Espero por ti

22
Jul10

Sentada no sofá. Aconchegada no teu abraço. Cabeça pousada naquele sítio, naquele, naquele... tu sabes, tu sabes... Envolta por uma doçura que parece não ter fim... e o teu cheiro impregnado em mim, em mim, em mim... E espero o toque das tuas mãos, o calor do teu corpo, o mel do teu olhar... enquanto os meus olhos vislumbram a chuva que brinca na praia e o vento que acaricia a vidraça. Espero por ti, na casa da praia, aquela, sem vizinhos por perto.

 

 

Give me more than one caress
To satisfy this hungryness
We are creatures of the wind
Wild is the wind

 

O marulhar sobe de tom e o vento sibila a tua ausência... o mar ama revoltado, voltando-se para a lua, suplicando a sua doçura. E a lua, impávida e serena, parece troçar lá do alto. O mar, agora encrespado, procura lançar o seu manto salgado cada vez mais alto. Quer atingir a lua, tocá-la, envolvê-la, e diluir-se na sua doçura. Falha, e rebenta a sua fúria nas rochas. Maldiz a lua e jura amor ao sol. Ao sol, a quem vê indiferente de dia. Ao sol.

Mas é a lua que ama, foi esta quem  o enfeitiçou. E eis que chegas tu, acalma a revolta lá fora,  e um calor se apodera do meu corpo. Entras, e ao ver-te, o meu coração bate descompassado a melodia afinada do amor. Aproximas-te, e os acordes soam mais alto. Levanto-me e voo na tua direcção: já o coração pula de emoção. Corro para o teu abraço, inspiro profundamente o cheiro da tua pele, uma e outra vez... mais uma vez. Resguardo o meu corpo no calor do teu, afundo-me na tua doçura, perco-me no castanho dos teus olhos. Acaricio-te o rosto, e ronronando como um gato, peço-te: abraça-me com força. Abraça-me...

Abraça-me. E tu sorris, desarmando-me, quando desarmada estava eu, e mesmo que não estivesse, ao ver-te sorrir com o olhar, deixo cair as armas ao chão, e ao ver esse sorriso doce nos teu lábios, perco as forças, e rendo o meu corpo ao teu. A ti. À tua vontade.

 

You... touch me... I hear the sound of mandolins
You... kiss me... With your kiss my life begins

Love me, love me... Say you do
Let me fly away... With you

 

 

Quero amar-te à beira-mar

22
Jun10

Quero amar-te com salpicos de água salgada na pele.

Quero encontrar-te no mar, perder-me na areia, abraçar o sol.

 

A minha pele... na tua pele.

 

Quero amar o cheiro da tua pele, o brilho dos teus olhos, o sorriso dos teus lábios. Quero amar-te pele com pele, olhos nos olhos, lábios nos lábios.

E quero a minha pele, na tua. Os meus olhos nos teus. Os meus lábios em ti.

 

A tua pele... na minha.

 

Quero amar-te como só as nossas bocas sabem amar: pele com pele.

Cedem. Renunciam... amam. Como se deve amar.

 

Pele com pele.

 


...

17
Mai10

Adivinho a tua pele morena, ainda mais morena pelo sol.

Beijo-te a pele, delicio-me com o teu perfume, com o teu sabor.

Acalmo a sede. Bebo o mel dos teu lábios. Com sofreguidão.

 

Bebo. Beijo. Mordo.

 

Embalada pelo sol, entrego a minha pele nua à tua.

E a minha pele abraça a tua, louca de saudade de te ter.

E o teu cheiro baila deliciado com o meu.

 

Bebo-te. Beijo-te. Mordo-te.

 

E o sol que enlouquece o desejo.

E as tuas mãos que percorrem o meu corpo.

E a tua boca que tenta saciar a sede.

 

Bebes-me. Beijas-me. Mordes-me.

 

 

Clichés

11
Abr10

Retiro um prazer imenso em caminhar pela areia, descalça, e de calças arregaçadas. Em molhar os pés, os tornozelos, as pernas. Em caminhar constantemente ao longo da linha de água. Em perder o olhar no azul do céu, no reflexo prateado do mar,  no areal dourado. Em deliciar-me com todos os sulcos esculpidos pela água. Em contemplar a areia molhada e a areia ondulada pelo vento. Em me absorver por completo no vento a roçar as ondas, no sibilar resultante do seu encontro com todas as coisas. Em esperar que o horizonte abrace o sol cor de fogo. Em sentir o rosto quente da exposição ao sol. Em regressar a casa com areia nos pés, a pele salgada.

 

Coisas parvas, eu sei.