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Blue 258

Blue 258

Isto não é engraçado, é hilariante

04
Ago10

Eu não bato bem da bola. Não. Asseguro-vos isso com todas as forças do meu ser. Estão seguros disso? Espero bem que sim. Vou contar-vos a história, não é uma história, mas a história. Segunda-feira, calor insuportável, tesão mode on, e quase que se sufoca aqui dentro. Sai-se, resgatada pelos amigos que me salvaram de sei lá eu do quê, mas provavelmente de nada simpático. Sai-se. Já disse, eu sei. Sai-se. Porra, outra vez. Esta porra engasgou. Encravou seria mais correcto, não? Bem, adiante. Ontem saí, bebi, bebi e bebi (desta vez foi propositado, mas podia não ter dito nada e assim ficavam todos a pensar que tinha encravado outra vez), bem, onde ia eu? Ah, saí. Não, essa já tinha dito. Bebi, sim, era isso.

 

Volta-se para casa de madrugada, e não sei porque cargas de água (que não foi o que se bebeu) mas cabe-me sempre a mim conduzir, vá-se lá saber porquê. Mas pronto, deixo-me em casa - vieram-me buscar se bem se lembram, e vinha eu a conduzir - ainda se debatem ao portão sobre o local onde passar a seguir, e  na tentativa vã de me convencer a continuar caminho. E... agora perdi-me eu. Ah! Entro, vou mas é dormir que os olhinhos já pesavam, levanto-me então hoje (até aqui nada fora do vulgar) e pronto, o dia deu essencialmente para aquela moleza e depré (sim, depré, tem muita mais piada) pós noite extremamente alcoólica, vulgo ressaca. Ora como diz o meu caro R., se no outro dia ainda cantas, é porque ela não foi assim tão jeitosa (a bebedeira, para quem ainda não percebeu, mas xiu, não digam nada). Mas deve ter sido jeitosa, porque isto hoje não dava para cantar. Non, rien de rien (agora estive bem, perceberam a piada?). Portanto, nada de cantorias. E quando não há cantorias, a melancolia tem o dom de te acertar como flecha certeira na maçã, ou no alvo,  à Guilherme Tell, estão  a ver? (Ena, isto hoje é só referências culturais, ainda é do álcool com certeza).

 

Bem, melancolia vem, melancolia vai, dá-me para recordar. Coisas lindas. Doces. Já estão a ver o filme, certo? Lembro-me de escrever um post - pejado de lamechice que até ia doer - quando sou interrompida da minha dissertação lamechas (não custa nada reforçar) por uns comentários interessantes (o itálico no interessantes é propositado, como não podia deixar de ser). Aquilo, vá, acordou-me para a realidade. Mas aquele acordar em que nos atiram ao chão. Tipo, gaja, estás dormir, ou a sonhar acordada? Eu respondia que estava  a dormir - sonhar acordada ia dentro da onda do que estava a escrever e não queria dizer isso a ninguém. Continuando, que a história já se alonga: ao acordar, enveredo por outro caminho (enveredo não é uma palavra cara demais para meter no meio deste discurso? É, não é? Enfim...), enveredo ou sou levada a enveredar. E prontos, enveredei. E esse caminho também me levou a recordar. O que não era bom. E foi aí que fodi tudo. Foi.

 

Resumindo e concluindo (porque até eu preciso esquematizar a coisa para perceber): tesão mode on › drink all night long › wake up and don't smell the coffee › sad oh sad sad me › memories are all you have › good ones › bad ones › crash and burn

 

Esperem lá, que eu nem a esquematizar sou boa. Dizia eu, ou pretendia eu dizer que facilmente se passa do modo tesão, para o modo lamechas e finalmente para o modo és tão parva, pá. Basicamente era isto. Tão mais simples, não?

 

 

Caro anónimo de 2 de Junho de 2010

02
Jun10

O seu comentário das 00:22 foi apagado. Lamento (lamento o caraças, mas pronto), não admito insultos no meu blogue a quem quer que seja. Muito menos a alguém que faça parte da minha lista de links ali do lado. Dado o adiantado da hora, não vou poder dar-lhe a resposta que merece. Amanhã trato disso.

 

Não me faça moderar também os comentários. Repito: não admito insultos ou qualquer tipo de difamação a quem quer que seja.

Ah! E porque não ter a coragem de se identificar? O meu email está ali à disposição. Lavar a roupa suja no meu blogue é que não!

 

 

Direito de resposta (palpita-me que seja a parte I)

02
Abr10

 

Há umas coisinhas que não percebo. Em primeiro lugar, há blogues dos quais eu gosto, outros que nem por isso. São gostos, quanto a isso todos os temos. Mas se há coisa que eu não faço, é andar pelos blogues dos outros a destratar quem lá comenta, a gozar com os nicks de cada um, e muito menos a criticar o que lá é escrito. Oiçam lá: se não gostam do que se escreve em determinados blogues, porque é que lá vão ler e comentar? Porque não têm nada melhor para fazer?

Quanto a mim, que fique claro: sempre respondi correctamente aos comentários no meu blogue, e sempre que comentei nos dos outros, fui correcta. Aliás, mesmo nos emails enviados para o mail do blog, fui sempre correcta, até ao momento em que achei que era melhor nem responder. Para quem continua a insinuar que não insultou ninguém, para quem manda recadinhos por outras vias que não a directa e a mais formal, aqui fica o meu direito de resposta a algo que dizem ser inexistente.

 

 

Email )

WTF?

29
Set09

 

Já havia reparado, há uns tempos atrás, que alguém novo, acabado de entrar na minha vida, tinha a capacidade, de trazer ao de cima, coisas minhas, antigas, soterradas debaixo de escombros que se foram empilhando à medida que eu batia com a cabeça na parede.

Trazia ao de cima muita coisa boa. Acima de tudo, coisas boas. O lado mau, nem era assim tão mau, mas por uma ou outra vez, conseguiu pôr-me a lagrimazinha a deslizar pelo rosto. Premia alguns botões. Apenas isso.

Entretanto, resolveu "desligar-se" um bocado, dizendo que era melhor para mim. Ora, eu não sei porquê, mas duvido. Mas agradeci, e prometi voltar a fechar-me.

 

 

Agora, e porque sou parva, lá deixei mais alguém entrar. Má jogada. Muito má jogada. Se por um lado, até estava a ser bom, por outro, estava a ser surreal. Porque as inúmeras vezes que me chamou de criança... bem, não é normal. Mas pronto. Para culminar, hoje facultou-me a derradeira atitude de criança: telemóvel ao chão. Bonito. Fez-me relembrar outros tempos... e outras atitudes.

E pergunto-me, será isto normal? Como é que de pessoa para pessoa, pode mudar o efeito que provocam em nós?

 

Se por um lado, nos trazem coisas boas, por outro, enfim, isto de mexerem connosco, não é muito normal, ou é?